Gaia

Mulher condensada em letras e imagens

Jardim 18 Julho, 2008

Arquivado como: Cotidiano — Nathalie Gingold @ 11:47 pm
Tags: , , ,

Hoje em dia, comenta-se que somos da geração do “agora”, queremos bens não duráveis e que sirvam único e exclusivamente para o nosso prazer imediato. É o fast food em forma de vida.

Falamos que tal loja só faz aquilo para vender, mas mesmo assim, quando tem uma promoção, não agüentamos e vamos lá “checar”. Mesmo que tais itens da promoção não tenham a menor utilidade na nossa vida.É tudo pra amanhã. Só amanhã. E por ser algo grande, da sociedade onde vivemos, não se restringe aos bens materiais mais simples. Embarcamos na loucura e agimos assim uns com os outros.Fingimos não amar para não sofrer. E sofremos por não poder amar. E quando, finalmente nos abrimos e resolvemos amar, a pessoa em questão tem que ser rápida, queremos ser retribuidos na hora. Em seguida.Nos esquecemos de esperar. Daquele frio na barriga. Dos ciclos.

Também temos aqueles que querem entrar na moda de “salvar o mundo” e saem por aí dizendo que são ecologicamente corretos, que não usam sacolinhas de plástico do supermercado e que fazem tudo isso pensando no bem estar do meio ambiente, que nós, durante gerações, usamos e abusamos. Mas também querem ver resultados imediatos. E, se não têm uma convicção forte em relação ao que estão fazendo, se esquecem e voltam à rotina, que requer muito menos atenção e cuidado. Sabem tudo sobre como ser mais consciente, mas é muito cansativo.E volto a dizer, isso se reflete nos relacionamentos.É muito cansativo manter um relacionamento ecologicamente correto (se é que isso existe), que não polua a nossa vida e que preserve o nosso bem estar. Sempre requer atenção e cuidado.

Observando o meu jardim, (já comentado aqui/) pensei nesses dois assuntos. Ouvi através do silêncio da mãe Terra, que tudo precisa de tempo, cuidado, atenção e respeito. Sempre. Não só nos dias úteis.
Eu molho, cada planta, todo dia (aqui é bem seco e quente). Eu retiro cada folha seca. Eu vejo uma mini abobrinha se formar. Eu tento adivinhar o broto que vem de sair da terra. Eu fico maravilhada com a trepadeira que se enrrosca em tudo quanto é parte. Todo dia.Eu separo o lixo orgânico para fazer compostagem e nutrir a terra, como se fizesse comida pra ela. Eu pego um raminho do alecrim e coloco no peixe, que nutre todos da casa.

Percebi que, mesmo quem não é tão fast food, vai ao supermercado e compra um quilo de cenoura, e não tem a mínima noção do quão fast food isso é.
As cenouras que eu plantei na terra em Janeiro ainda estão lá, crescendo. E eu tenho que cuidar delas, se não murcham e morrem. Todo dia.
Olha o quanto é rápido comprar um cenoura e levar pra casa.

Vi que ser ecologicamente correto, pelo menos a meu ver, não tem nada a ver com salvar o planeta. Tem a ver com resgatarmos o tempo e o cuidado com nós mesmos.
Não adianta de nada parar de jogar lixo no rio se você não entende porquê isso é errado. Não adianta querer que tudo mude, de uma hora pra outra, só porque você resolveu ir de bike pro trabalho. Se você realmente sabe o que está fazendo e porque, vai saber esperar.Esperar para ver brotar aquilo que você plantou.

Queremos ver o mundo mudar, mas queremos que isso aconteça agora. E não vai acontecer. E se acontecer, provavelmente, você vai estar tão ocupado pensando no prazer que você pode ter em comprar “aquele” laptop, que nem vai se dar conta.

Ok,ok. E quem presta atenção? Eu sei que não sou a única a cultivar um jardim, mesmo que sejam jardins diferentes. Sei que tem pessoas, que enxergam detalhes na multidão.Eu sei, eu sinto.E que cada vez mais, redescobrem os ciclos naturais e entram em harmonia.

No jardim dos relacionamentos, nem sempre estamos dispostos a esperar por meses para ver a verdura amadurecer e dar frutos, preferimos ir ao supermercado. Preferimos algo que seja simples e eficiente. Quando acabar, é só ir ao supermercado de novo. Se tivéssemos que cultivar tudo, perderíamos muito tempo.
Ou não.
É tão bonito ver criar raízes, ver crescer, molhar e colher. Em relacionamentos, temos que cuidar do jardim do outro para que ele também cuide do nosso, sem esquecer do nosso próprio , e isso torna as coisas mais complexas. Mas se tivéssemos um pouco mais de tempo e cuidado, se cuidássemos uns dos outros como alguém que cuida de um jardim, veríamos belas flores nascerem e entenderíamos porque o tempo passa rápido hoje em dia. Veríamos os ciclos naturais surgirem em nós mesmos.Veríamos a beleza de ser quem somos.

PS-Acabei de tirar esta foto, ao lado do raminho de salsinha e do pé de abóbora que estão crescendo. Agora está bem escuro no jardim, eu coloquei a máquina na terra e deixei a exposição em 20 segundos (isso em fotografia é bastante, normalmente (com luz) não se usa nem meio segundo). E não é fácil ficar míseros 20 segundo na mesma posição.

 

Pink Floyd Cover ! 15 Julho, 2008

Arquivado como: Fotografia — Nathalie Gingold @ 5:37 pm
Tags: , , , ,

No finalzinho do mês de Junho, eu fiquei sabendo que o “Pink Floyd Cover”, viria tocar em Rio preto. Tanto porque a minha amiga Letícia (a Pin-up, lembram-se?) é namorada do baterista, quanto porque eles iriam tocar no Toma Rock . Conversei com eles e nós tiramos algumas fotos, na passagem de som (antes do show) e na entrada do bar.

Eles adoraram o resultado e eu também, pois foi minha primeira experiência com banda e, ainda por cima, banda completamente masculina…mas o humor deles e o alto astral fizeram as fotos fluírem muito bem e todo o meu receio foi por água a baixo.
Segundo eles, outras fotos virão e as fotos que colocarei aqui, farão parte do site da banda (que ainda está em construção). Eles são de São Paulo(capital), e assim que o site estiver pronto eu coloco aqui para vocês!

Em primeira mão:

 

Bianca 14 Julho, 2008

Arquivado como: Fotografia, mulher — Nathalie Gingold @ 2:48 pm
Tags: , , , ,

No último domingo, a minha amiga Bianca veio em casa para um ensaio. Desta vez, havíamos a idéia de fazer algo com plantas e velas, num ambiente meio mágico e místico. Eu e meu marido (Fernando Macaco) ambientalizamos a sala com plantas e desenhos (de giz) na parede. A Fátima Salomeh ficou responsável pela maquiagem e cumpriu sua função com perfeição. As roupas são da próprio modelo.

O ensaio faz parte do meu projeto “O feminino”, e eu normalmente pergunto para a modelo qual a idéia (ou fantasia) que ela tem para as fotos. Normalmente aquilo que ela gosta ou imagina combina com seu biotipo e sempre dá certo, fica lindo. Acho que a ligação é mais forte e o resultado é a beleza.

A Bianca aceitou o meu convite um pouco receosa, disse que nunca havia pousado para alguém e que não se achava fotogênica. Confiram as fotos e concordem comigo, ela é linda.

E é meio bruxinha.

E esse é um assunto em comum entre nós duas, falamos da natureza, da lua, dos ciclos da terra, de cartas de tarot, de intuições e do que é ser mulher.

Ela tem um jeito de menininha sapeca, mas é estudante do 5º ano de medicina e quando te olha nos olhos, você até sente um arrepio, como se ela te entendesse mais do que você imagina. Ela se acha meio maluquinha, mas é por ser muito expontânea e desencanada de padrões, não aquele humor sem razão.

Alguém que sempre está ao lado, mesmo sem tempo.

Que ensinou a Sophia a lamber seu prato (agora ela quer lamber todos).

E que é uma amigona, mesmo sem saber.

Lindona, seu ensaio ficou incrível…

 

 

Baby come back! 14 Julho, 2008

Arquivado como: Paixão, mulher — Nathalie Gingold @ 12:22 am
Tags: , ,

Primeiramente eu sumi, sim, sumi, mas não foi de propósito. Depois daquela pane no sistema do speedy eu ainda tive o modem quebrado, e até um novo chegar eu fiquei desconectada. Eu até poderia ter ido a uma lan house, mas além de dinheiro, anda faltando tempo. 

Mas aqui estou eu, voltando e pedindo mil desculpas a todos aqueles que vieram aqui durante esse tempo e não encontraram nem um bilhetinho. E olha que eu adoro um bilhetinho.

Vamos lá!

Minha mãe recebeu um e-mail com a seguinte história, que é linda, me fez refletir bastante e eu nem sei se é verdade. E nem importa. Só gostaria de saber a autoria, que no e-mail não estava especificado.

“Essa história que eu  vou contar agora aconteceu com uma mulher inteligente
que estava fazendo uma  palestra, diz ela:

Mês passado, participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma  platéia composta de umas 250 mulheres de todas as
raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui
questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível…
A platéia  inteira fez um ‘oooohh’ de descrédito.

Aí fiquei pensando: “pô, estou neste  auditório há quase uma hora exibindo
minha inteligência, e a única coisa que  provocou uma reação calorosa da
mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho”?
Onde é que nós estamos?’

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado
‘juventude eterna’. Estão  todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude  também não é meu sonho de consumo, mas
cirurgias estéticas não dão conta  desse assuntos sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas
mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude  chama-se mudança.
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes
da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é  não se opor a novos
comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu  pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal  coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou  a vida
toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade  dos móveis e tranqueiras, que havia
guardado e, mesmo tendo feito isso com  certa dor, ao conquistar uma vida
mais compacta e simplificada,  rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou
passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não
tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço  emocional. Antes de se tomar uma decisão
difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são
inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada
na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal
juventude eterna. Um olhar opaco pode ser  puxado e repuxado por um
cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que  continuara opaco porque não
existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá  brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no  espelho… Como está o seu olhar? “

—————————————————————————

Lindo texto, descreveu muito bem o que para mim é velhice. Já tive muitas colegas que eram velhas aos 19 anos, cheias de rotina e lodo entre os dedos.

A vida é movimento, é mudança, é uma sucessão de ciclos, que mesmo sendo eternos, variam sempre entre si.
Todos os anos, durante o inverno, as folhas das árvores da minha calçada caem. Secas e em grandes quantidade.
Mas elas nunca são iguais. Elas nunca caem no mesmo lugar e muito menos do mesmo jeito. Elas se deixam levar pelo vento. Não é incrível a sabedoria que existe em algo tão simples?

Eu tenho orgulho de ter aprendido a fazer o mesmo, vou com o vento.
E de ter meus olhos bem vivos e brilhantes, eu diria mesmo, de ressaca. ;)

 

Fotografias do mundo 2 Julho, 2008

Arquivado como: Fotografia — Nathalie Gingold @ 12:32 am
Tags: ,

Contando assim, ninguém acredita. Eu estava olhando alguns sites na internet quando me deparei com esta foto:

 

São de um casamento que foi “interrompido” pelo terremoto. Sim, o simples fotógrafo em questão [Leland Wong ] se tornou fotojornalista. Ele estava tirando as fotos dos noivos, quando tudo começa a cair e em alguns minutos, mostra-se esta cena:

 

Lindas imagens. E fortes também.
As fotos rodaram o mundo.

 

1 Julho, 2008

Arquivado como: Cotidiano — Nathalie Gingold @ 11:16 am
Tags: ,

Desenho animado também é filosofia:

“Você não pode ser grande fazendo com que os outros sejam pequenos.”

 

Pin-up! 30 Junho, 2008

Arquivado como: Fotografia, mulher — Nathalie Gingold @ 8:05 pm
Tags: , , , , ,

Primeiramente, peço desculpas àqueles que visitam o blog diariamente, estou um pouco atrasada com vocês. Acontece que, muitas vezes sobram idéias, mas falta tempo. Sempre que descubro uma brechinha, volto e dou uma recheada no blog.

Hoje mostrarei um ensaio fotográfico, realizado semana passada, aqui em casa, com o tema: Pin-up!

A modelo é a Letícia Rosalem, que por uma incrível coincidência é também minha amigona.

O ensaio durou uma tarde, era a primeira vez que ela posava para mim, mas passado os primeiros minutos, tudo se tornou tranqüilo, divertido e bonito, como todo ensaio deve ser.
A caracterização foi por conta da próprio modelo, que finge ser uma pessoa normal, mas naquele dia, mostrou a sua verdadeira face, a de pin-up.
Sim, minha amiga é uma verdadeira pin-up.
Fazer o quê, né? Algumas pessoas têm amigas góticas, outras crentes e algumas até histéricas, a minha é uma pin-up.
E é perfeita. Não só como pin-up.
É a minha todynho. Tudo bem que agora eu sou casada e ela tá quase, mas ainda saimos juntas, só nós duas, para relembrar os tempos de baladas e mais baladas.

Se eu fosse escrever sobre ela agora, o post tomaria outros rumos, prefiro reservar o assunto e escrever com mais calma, ela merece bem mais do que uma simples nota.

Aproveitei o ensaio para deixar fluir, mexer nas cores e mostrar novos ângulos.

Aproveitem!

 

Vai Jhenifer, ser Gauche na vida 26 Junho, 2008

Arquivado como: Fotografia, mulher — Nathalie Gingold @ 9:23 pm
Tags: , , ,

Como sempre foi, a vida é cheia de surpresas.

Heis que conheço uma mulher através deste blog, conversamos e dividimos vários assuntos, descubro que ela mora na cidade ao lado da minha e num show do Teatro Mágico a conheço pessoalmente. Mas sequer conversamos. Umas semanas depois, ela aceita, sem cerimônia nenhuma, posar para um ensaio fotográfico.
É a Jhenifer, a Gauche , minha querida confusão e fusão poética em forma de mulher.

Aliás, ainda não tenho o projeto organizado e escrito, mas quero fotos com o tema “Feminino”.

O universo da mulher me fascina e é um dos focos dos meus trabalho.
A sensibilidade, a multiplicidade e a força da mulher me faz pensar na terra. Na terra que, através da água e de sua composição, faz brotar seres vivos e nos ensina o verbo “esperar”.

As fotos foram feitas no último domingo, em São José do Rio Preto, nos arredores da chácara da minha mãe, a Fátima Salomeh.
Além da simpatia da modelo e da sua facilidade em posar, fomos para uma roça de cana-de-açúcar que havia sido queimada há pouco tempo, com uma árvore linda ao fundo. Ah sim, no pôr-do-sol. Perfeito, né?

Enjoy it!

PS- Detalhe importantíssimo! A maquiagem foi feita por Fátima Salomeh!

Beijos!!

 

Rock n´Roll Baby! 26 Junho, 2008

Arquivado como: Fotografia — Nathalie Gingold @ 1:41 pm
Tags: , , ,

Sempre amei um bom Rock, mas depois que me mudei pro interior as opções de bares com esse tipo de som diminuiu consideravelmente. Na verdade, aqui em Rio Preto, só havia uma opção decente de rock, mas não vou citar, por motivos variados.

Heis que, há pouco mais de um mês, surge um novo bar, com visual despojado, bons contatos em música e o melhor, rock, muito rock e cerveja. Foi aberto por ex-funcionários de bares da cidade e veio para ficar.

Recomendadíssimo, e não é só por conhecer os donos, mas também por ser um lugar com gente bonita, alto astral e onde se respira rock´n roll. Em julho, o bar contará com alguns covers famosos, para aquecer o nosso “inverno”.

Confiram o site aqui  e as fotos do bar, tiradas por mim no último sábado:

 


 

 

O abraço 24 Junho, 2008

Arquivado como: Filme — Nathalie Gingold @ 1:38 pm
Tags: , ,

Sim, lembram-se de um tempinho atrás que eu comentei que havia participado [como atriz] em um curta-metragem, dirigido pelo meu marido, o Fernando Macaco? Se não se lembram, dêem uma olhadela aqui.

Bom, o filme ainda não foi completamente editado e finalizado, falta melhorar algumas coisas e algumas eteceteras. Mas, assim como vocês, meu marido também está ansioso para ver o resultado final e fez um trailer:

 

Para quem não sabe, o curta foi baseado no jogo de RPG chamado “Vampiro A Máscara”, e “abraço” é quando um vampiro transforma um humano em vampiro. A pessoa se transforma em vampiro, mas não é do nada, ela passa por várias etapas. Meu marido não pretende fazer um filme sobre os vampiros “clássicos”, mas sim sobre aqueles do jogo.

Vale dizer também que este curta foi feito sem custo algum e que meu marido pretende fazer outros [do mesmo tema], aperfeiçoando cada vez mais para chegar onde ele quer.

Abraços [normais,tá]!

 

Fotos 24 Junho, 2008

Arquivado como: Cotidiano, Fotografia — Nathalie Gingold @ 11:48 am
Tags: , , , ,

Hoje estou um pouco reflexiva e com muitas fotos para trabalhar, portanto colocarei aqui algumas fotos para que vocês me acompanhem na loucura.

Elas foram tiradas naquela “Virada Cultural Paulista”, aqui Rio Preto, e são fotos que eu adoro e que mostram mais do que a gente gostaria de ver.

Cada um olha uma coisa. Cada um pensa o que quiser. E como uma imagem vale mais do que mil palavras e dizem que as palavras têm poder, eu diria que este post está imensamente profundo.
Mergulhem!


 

Abraços!
Ps- Comentem!

 

Sede 20 Junho, 2008

Arquivado como: Cotidiano — Nathalie Gingold @ 12:11 pm
Tags: , , , ,

” Sede assim - qualquer coisa
serena, isenta, fiel.

Flor que se cumpre,
sem pergunta.

Onda que se esforça,
por exercício desinteressado.

Lua que envolve igualmente
os noivos abraçados
e os soldados já frios.

Também como este ar da noite:
sussurante de silêncios,
cheio de nascimentos e pétalas.

Igual à pedra detida,
sustentando seu dmorado destino.
E à nuvem, leve e bela,
vivendo de nunca chegar a ser.

À cigarra, queimando-se em música,
ao camleo que mastiga sua longa solidão.

ao pássaro que procura o fim do mundo,
ao boi que vai com inocência para a morte.

Sede assim qualquer coisa
serena, isenta, fiel.

Não como o resto dos homens.

Cecília Meireles”

—————————————————-
Já disse que adoro a Cecília… este poema sempre me acompanhou, ele me inspira a solidão.

Sempre lutei contra e a favor dela, mas nunca consegui fugir. Ela [a solidão] me acompanha nos momentos mais profundos e nos mais simples, e a Cecília sempre em entendeu. Ela também era solitária.
Isso não tem relação alguma com ser sozinho. A solidão é aquele momento onde a única e melhor companhia é você mesmo.

Entardecer em Rio Preto

 

Arte Naïf 20 Junho, 2008

Na última segunda-feira fui à exposição “Reciclagem”, da artista plástica rio-pretense Olinda Cândido da Silva, no Museu de arte Naïf.

Ela é uma senhora muito simpática, com longos cabelos brancos e um sorriso contagiante. Já a conhecia de tempos atrás, quando ela fazia parte de um grupo de arteterapia chamado “Malucos pela arte”, sim o nome tem um sentido mais amplo, todos os participantes faziam parte do Ambulatório de Saúde Mental de Rio Preto. 
Embora conheça pouco a arte Naïf, posso dizer que é algo que inspira a proximidade, pois expressa histórias pessoais e tem uma riqueza de detalhes muito grande. Nos quadros da Olinda, vemos pessoas do seu dia a dia, lendas e até paisagens, que quando passam pelos traços da artista se tornam coloridos e cheios de significados, até aqueles passam desapercebidos por nós.

Aqui em Rio Preto, temos o Antonio Anjo Gonçalves Filho, conhecido por seu quadro do “pássaro Azul”, que conta a lenda da fundação da cidade . Temos também o Jose Antonio da Silva  , conhecido até no exterior, também nascido por aqui.

Não pude tirar muitas fotos no dia pois estava sozinha com a Sophia, era, digamos, um pouco complicado tirar as fotos, mas aqui vão algumas.

Para quem é de Rio Preto e região, a exposição fica até o dia 14 de Julho, no Museu de Arte Naïf (R. Saldanha MArinho, 3125 - é na rua do Habib´s da Av. Andaló).

Prestigiem!


 

Parabéns Olinda!

 

Resposta ao Meme da Gauche! 19 Junho, 2008

Arquivado como: Cotidiano — Nathalie Gingold @ 10:21 pm
Tags:

De acordo as recomendações, tenho que responder aos tópicos com três respostas para cada um, sabem, que nem caderninho de colegial? Pois sim…mas desda vez ninguém vai ficar sabendo de quem eu gosto (porque, todo mundo já sabe que é o Sr. Monkey) e eu também não vou ficar sabendo de nenhuma notícia bombástica para espalhar para todo mundo da sala. Essa era a graça antigamente,né? Não, hoje somos adultos e só falamos de temas sérios….muito sérios.

Sei!! :D

Ah sim, não sei o quer dizer meme…to fazendo na confiança mesmo!

Alegrias: *Minha familia, nada se compara a formar a sua própria, principalmente se a que você tinha era tão complicada, como a minha.
*Meus amigos, que eu sinto muito prazer em dizer que são “os” verdadeiros e melhores.
*Poder trabalhar com fotografia, que eu amo muito. E melhor, as pessoas parecem aprovar isso também.

Medos: * (Parace clichê, mas não é) Ter medo. De qualquer coisa, desde o escuro até o desafio de arriscar sem garantia alguma.

Objetivos: * Me aperfeiçoar na fotografia.
*Terminar minha faculdade de psicologia e começar minha pós em comunicação visual.
* Manter minha paz de espírito para poder ter mais objetivos e ir em frente cada vez mais.

Obesessões atuais: De fato, não sou muito fã da palavra “obsessão”, mas digamos…
*Descobrir receitas novas, pois sou fã de uma boa comida
*Foto,foto,foto!
*Cuidar das pessoas ao meu redor. Sim, hoje eu sei e gosto de fazer isso. Mesmo parecendo natural e fácil, isso sempre foi dificil para mim.

Fatos:
*A vida é boa e ruin, os dois, simples assim.
*O amor e a arte regem minha vida.
*Há muito mais entre o céu e a Terra do que você imagina…

—————————————————-
Se você gostou, faça no seu blog também, repasso para todos aqueles que estiverem dispostos a responder um “questionário” simples e direto, falando de um ser complexo e indireto, como você mesmo.

 

Cores 18 Junho, 2008

Arquivado como: Cotidiano — Nathalie Gingold @ 7:15 pm
Tags: , , ,

Se todo mundo fosse igual, o mundo seria um tédio!

Muitas vezes me pego pensando, nossa, porque aquela pessoa não pensa como eu? Poque ela é tão assim e não gosta do mesmo tipo de música que eu??

Imagino que muitos de nós já passamos por isso, sem lembrar [já lembrando] da nossa adolescência, quando nos agrupávamos em torno de coisas em comum, para falarmos de assuntos em comum, e de preferência com roupas em comum também. Muitos adultos continuam assim, tendo amigos que trabalham juntos, bebem juntos e, por que não, até dormem juntos.
Acredito ser normal do ser humano buscar semelhantes para formar grupos, e coincidentemente, é essa a base da nossa sociedade, os grupos. É através deles que nos organizamos e vivemos.

Portanto é comum que quando alguém se sente “fora” de um grupo, seja tão dificil, tão conflitante com sentimentos que nem sabemos de onde vem. Provavelmente, alguém aí já passou por isso, seja por não fazer parte do grupo de meninas da sala, seja por ninguém aprovar o jeito como você se penteia, a sensação é a mesma.

Pior ainda, é aquele sentimento de indiferença que vem sem razão,sem motivo ou lógica, nos fazendo sentir pequenos frente àquelas palavras que tem tanta humilhação e ódio, nos fazendo sentir algo profundo e estranho em nós, o preconceito. Seja com negros, crentes ou donas de casa, preconceito é o fim. Além de não gostarmos das diferenças dos outros, ainda nos achamos no direito de fazê-la sofrer, por um motivo que sequer existe, e nisso o ser humano é “expert”.

Mas eu não vim falar de dor e sim da beleza que existe exatamente em contradizer tudo que eu acabei de escrever. Mesmo sabendo que gostamos de fazer parte de grupos e que, muitas vezes, quando alguém não faz parte do nosso, usamos a nossa raiva para expressar o racismo, a beleza da humanidade está no diferente.

Sim, naquela nova cor na asa da borboleta.

Aquele enroladinho na ponta do cabelo, aquela música diferente de tudo que já ouviu, aquela piada, aquele pensamento e até aquela foto, de um detalhe da praça que você passa todos os dias, mas nunca havia notado.

É a partir das variações que nos fortalecemos, crescemos e seguimos.

Talvez, não seja tão interessante fazer parte do mesmo grupo para sempre, a possibilidade de mudar é que nos faz belos, que nos enriquece e nos abre as portas para a criatividade.
Quando penso nas diferenças que as pessoas me mostram a cada dia, imagino como elas podem fazer parte da minha vida e colorir a minha aquarela com a qual enxergo o mundo.