Ensaio Larissa à espera de Vicente

Oração Lakota
“Wakan Tanka, Grande Mistério,
ensine-me a confiar
em meu coração,
em minha mente,
em minha intuição,
em minha sabedoria interna,
nos sentidos de meu corpo,
nas bênçãos do meu espírito.
Ensine-me a confiar nestas coisas,
para que possa entrar em meu Espaço Sagrado
e amar além do meu medo,
e assim Caminhar com Beleza
com a passagem de cada Sol glorioso.”

De acordo com o Povo Nativo, o Espaço Sagrado é o espaço entre a exalação e a inspiração.
Caminhar em com Beleza é ter o Céu (espiritualidade) e a Terra (físico) em Harmonia.

Nos ensaios fotográficos busco não só fotografar as pessoas, mas sim, ter um momento de quietude, de conexão com a natureza, consigo mesmo, com os ciclos internos. Pois acredito que a beleza está nesta conexão, nesta harmonia.

Busco muito mais que fazer um ensaio fotográfico, busco abrir um portal de beleza para cada uma das pessoas que estão participando, para que elas se reconheçam como parte de toda a beleza que existe no universo, e que esta beleza toda está primeiro dentro de nós.

Dedico este ensaio e a oração a Larissa, Renan e Vicente, que formam esta família linda e cheia de luz. Que vocês se reconheçam na beleza que exalam.

Equipe técnica:
Nathalie Gingold, fotografia e edição
Fernando Macaco, assistente de fotografia
Tamires Martins, making of e assistência

Equipe

Local: Duplo Céu, SP (Cachoeira do Talhadão)

Espero que gostem do resultado:

Making Of:

A Lua Vermelha

Na Antigüidade, o ciclo menstrual da mulher seguia as fases lunares com tanta precisão que a gestação era contada por luas. Com o passar dos tempos, a mulher foi se distanciando dessa sintonia e perdendo, assim, o contato com seu próprio ritmo e seu corpo, fato que teve como conseqüência vários desequilíbrios hormonais, emocionais e psíquicos. Para restabelecer essa sincronicidade natural, tão necessária e salutar, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da Lua e a relação com seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá cooperar com seu corpo, fluindo com os ciclos naturais, curando seus desequilíbrios e fortalecendo sua psique.
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Para compreender melhor a energia de seu ciclo menstrual, cada mulher deve criar um Diário da Lua Vermelha, anotando no calendário o início de sua menstruação, a fase da lua, suas mudanças de humor, disposição, nível energético, comportamento social e sexual, preferências, sonhos e outras observações que queira.

Para tirar conclusões sobre o padrão de sua Lua Vermelha, faça essas anotações durante pelo menos três meses, preferencialmente por seis. Após esse tempo, compare as anotações mensais e resuma-as, criando, assim, um guia pessoal de seu ciclo menstrual baseado no padrão lunar. Observe a repetição de emoções, sintonias, percepções e sonhos, fato que vai lhe permitir estar mais consciente de suas reações, podendo evitar, prever ou controlar situações desagradáveis ou desgastantes.

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(Réplicas de um útero normal e um útero menstruando)

Do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação. Quando a ovulação coincide com a lua cheia e a menstruação com a Lua Negra (acontece nos três dias que antecedem a lua nova, entendido como o quinto dia da lua minguante), a mulher pertence ao Ciclo da Lua Branca. Como o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, esse tipo de mulher tem melhores condições energéticas para expressar suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação.

Quando a ovulação coincide com a lua negra e a menstruação com a lua cheia, a mulher pertence ao Ciclo da Lua Vermelha. Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direcionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo Lua Branca, que é considerada a boa mãe, a mulher do Ciclo Lua Vermelha é bruxa, maga ou feiticeira, que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos.
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Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais.

Além de registrar seus ritmos no Diário da Lua Vermelha, a mulher moderna pode reaprender a vivenciar a sacralidade de seu ciclo menstrual. Para isso, é necessário criar e defender um espaço e um tempo dedicado a si mesma. Sem poder seguir o exemplo das suas ancestrais, que se refugiavam nas Tendas Lunares para um tempo de contemplação e oração, a mulher moderna deve respeitar sua vulnerabilidade e sensibilidade aumentadas durante sua lua. Ela pode diminuir seu ritmo, evitando sobrecargas ao se afastar de pessoas e ambientes carregados, não se expondo ou se desgastando emocionalmente, e procurando encontrar meios naturais para diminuir o desconforto, o cansaço, a tensão ou a agitação.

Com determinação e boa vontade, mesmo no corre-corre cotidiano dos afazeres e obrigações, é possível encontrar seu tempo e espaço sagrados para cuidar de sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Meditações, banhos de luz lunar, água lunarizada, contato com seu ventre, sintonia com a deusa regente de sua lua natal ou com as deusas lunares, viagens xamânicas com batidas de tambor, visualizações dos animais de poder, uso de florais ou elixires de gemas contribuem para o restabelecimento do padrão lunar rompido e perdido ao longo dos milênios de supremacia masculina e racional.

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O mundo atual – em que a maior parte das mulheres trabalha – ainda tem uma orientação masculina. Para se afastar dessa influência, a mulher moderna deve perscrutar seu interior e encontrar sua verdadeira natureza, refletindo-a em sua interação com o mundo externo.

A chegada de Benjamin

Relato de nascimento de Benjamin, gentilmente cedido ao blog pela Aline Cavasana:

“Benjamin veio por acaso, não planejamos sua vinda, mas foi o que Deus poderia ter feito de mais maravilhoso nas nossas vidas.
Num dos primeiros encontros com meu marido Anderson, ele me perguntou: “Qual o seu sonho?” E eu respondi: “Meu sonho é ser Mãe, e ter a minha família”. Pensei até que ele se assustaria por estarmos no começo, mas para minha surpresa ele não se assustou, ele me disse que o sonho dele também era ser pai e ter a família dele.
Na noite de 25 para 26 de abril tivemos nossa primeira relação com coito e eu senti já naquele momento mágico, a maternidade em mim.
Cheguei a perguntar se ele queria que eu tomasse a tal pílula do dia seguinte, e ele disse que não, que essas coisas quando são pra acontecer, que simplesmente acontecem e que se fizesse a vontade de Deus. Dois dias depois contei para uma amiga (a Su) que eu tinha certeza que já me sentia mãe desde aquela noite.
Aguardei 20 dias para fazer o exame de sangue para a confirmação. E em 15 de Maio tive a comprovação de que estava grávida pelo exame.
Chorei e sentia medo, pois eu achava que ele se assustaria de inicio com a notícia, e quando contei que estava grávida, seus olhos simplesmente brilharam e me iluminaram. Ele disse que esse foi o melhor presente que eu poderia dar pra ele. E que ele tinha pedido um sinal pra Deus, pra saber se estávamos no caminho certo e se eu realmente era a pessoa certa, e que essa notícia foi a comprovação de tudo que havia pedido a Deus.

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Alguns dias depois ele me levou para conhecer uma Doula Dani, que me acompanharia no parto e semanalmente depois dos três meses.
Até então, eu mal sabia o que era uma Doula e tinha a crença que teria que fazer uma cesárea de qualquer maneira, por conta de um acidente de moto em 13/08/2010.
Sair viva desse acidente foi praticamente um milagre. Tive fraturas nas costelas com perfuração do pulmão e fraturas nos ossos da bacia do lado direito, o ísquio, ilíaco e púbis, e o acetábulo foi destruído e teve que ser reconstruído com uma placa, sete parafusos e um araminho amarrando os parafusos do meio. Minha cirurgia foi um sucesso e minha recuperação foi muito mais rápida do que os médicos imaginavam.
Logo depois da cirurgia todos os ortopedistas e especialistas me disseram que eu jamais poderia ter um parto normal. Eles também me disseram que eu não conseguiria cruzar uma perna sobre a outra (como se fosse amarrar um tênis). E que eu teria muitas limitações. Limitações eu tenho sim, mas não na proporção de que foi me dito. E nem dá pra notar. Amarrar meus sapatos e cruzar a perna eu consigo sim! o/. Então porque não conseguiria um parto normal?!
Então, quando estava no meu sexto mês “descobri” que poderia sim ter um parto normal pelo Beabá Bebê (curso ministrado pela Unimed na cidade).
Com a ajuda de minha Doula Dani fui me aprofundando no assunto de parir e o primeiro passo foi trocar o medico GO, o que pra mim não foi tão fácil assim, pois meu primeiro Ginecologista (GO) era o Dr Ralph, eu nasci com ele, e sempre disse que quando eu engravidasse seria com ele que eu teria meu filho. Eu até o chamava de “tio Ralph”, porque ele cuidou de mim desde muito pequena (necessitei ser paciente muito cedo e por um motivo mais que especial pra ele. Sofri um abuso sexual com 5 aninhos, e desde então criei um vínculo afetivo com ele por cuidar com carinho de mim).
Ele é um ótimo profissional e eu amo ele de paixão, mas não tinha jeito, pois ele é cesarista e quando disse pra ele que eu queria ter parto normal, ele veio com o “SE”, “se estiver tudo bem a gente faz”, “você tem que saber que terá que ser atendida pelo plantonista se continuar com essa decisão Aline”. Então resolvi mudar mesmo de Médico.
No início gostei muito do meu segundo médico, também é um ótimo profissional. Mas depois de uma forte gripe, mandei mensagens por mais de um dia para ele, e não tive um retorno. Tive que ir para emergência do hospital que havia escolhido para o parto, onde também não tive atendimento do plantonista, fiquei duas horas e meia aguardando algum plantonista, e não apareceu ninguém.
Necessitei ir para a emergência de outro hospital, onde fui muito bem atendida, mas o detalhe é que esse outro hospital é totalmente cesarista, e em hipótese alguma eu queria parir lá.
Depois desses acontecimentos com médico e hospital fiquei muito insegura que até parecia uma paranóia, eu me senti muito desprotegida e desamparada.
Perdi a confiança no hospital, no médico e fiquei perdida com meus pensamentos e inseguranças.
Então comecei a mexer na internet, fuçava em tudo quanto é canto e achei uma comunidade: GAIA Rio Preto. Fiz algumas perguntas inbox para essa comunidade que carinhosamente foram respondidas pela Nath Gingold e que me indicou também o grupo fechado Gaia, onde solicitei participar e fui calorosamente recebida.
Por intermédio da Nath, conheci a minha parteira Lucélia, que inclusive já tinha ouvido falar dela pela minha Doula Dani, e por intermédio da Lucélia troquei pela terceira vez de GO (o Dr Paulo, e me apaixonei pelo ser iluminado que está por trás desse novo médico).
A segurança voltava a reinar no meu coração, mas ainda sim continuei com birra de hospital (eu não queria ir pra hospital de jeito nenhum) e após assistir o filme Renascimento do Parto fiquei encantada em querer parir em casa. Perguntei para o Médico se estava tudo bem, e se podíamos ter um parto domiciliar. Ele disse que sim então decidimos que meu parto seria domiciliar.
Após dar a noticia a nossa Doula Dani, nos disse que não acompanhava partos domiciliares então a Nath passou a ser nossa Doula oficial.
Esse parto passou a ser o parto dos meus sonhos… E eu também fui passando essa expectativa para meu esposo que também estava sonhando com esse momento que deveria ser natural, e no tempo do Benjamin.
Meus pais e irmãos também me apoiaram e me deram força. Ao contrário da maioria das mulheres que tomam essa decisão, eu não tive problemas em convencer minha família que queria parir em casa. Era tudo perfeito.
Minhas contrações vinham, contrações iam, e nada de Benjamin chegar. Essas contrações eram sem muita dor. E eu achava que não teria dor (Ooô inocência!)
E passaram 40 semanas, 41 semanas e a ansiedade só aumentava. A Lucélia e a Nath passavam em casa muitas vezes para me avaliar e me acalmar também.
Até aí eu já tinha parido muitas coisas… Mas finalmente na madrugada de sábado para domingo dia 25 de janeiro as contrações com dores começaram… Desde então já não dormia mais. Entrei em baixo do chuveiro bem quente pra ver se a dor melhorava, e até ajudava, mas só amenizava a dor enquanto eu estava embaixo do chuveiro, depois a dor voltava.
Entre as contrações até namorei pra ver se ajudava adiantar o processo do trabalho de parto. E ajudou, pois eu perdi o tal do tampão. Mas não foi o suficiente, pois enquanto eu levantava da cama as contrações diminuíam o ritmo.
Pela manhã do Domingo a Lucélia e a Nath foram pra casa, fizeram massagem, ensinaram minha amiga Su a fazer as massagens na hora da dor e foram embora, pois as contrações não estavam no ritmo certo ainda mesmo sendo muito doloridas. E quando eu começava a me acostumar com a dor, a intensidade da dor aumentava. Meus pais e meu irmão João vieram almoçar em casa, e após o almoço minha amiga Su foi deitar comigo no quarto pra eu tentar dormir ou descansar. Ela me ajudou muito com massagens durante as dores, mas já era impossível descansar por um período mais longo.
A minha amiga Su dormiu em casa e me ajudou também na segunda feira dia 26 de janeiro, me massageando durante as dores. As contrações ritmavam, mas saiam do ritmo. E eram sempre uma mais forte que a outra.
Anoiteceu. A Lucélia e a Nath foram pra casa, fizeram um chá pra ajudar no trabalho de parto, massagem nos meus pés pra eu relaxar um pouco. A energia acabou por algumas horas ficamos à luz de velas durante a noite. Ficamos no sofá a madrugada toda, descansando entre uma contração e outra.

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A Su dormiu em casa novamente, mas precisou ir embora pela manhã para trabalhar. Já era 27 de janeiro e pela manhã a Nath tirou cartas de tarô pra mim e me disse que esse parto seria um parto de muita discrição, e um parto muito difícil.
Logo a intensidade das dores aumentou, e sempre aumentavam… Lembro-me que, chorei em algum momento, eu estava agachada e a Nath me abraçou. Em seguida, minha mãe chegou, ainda era cedo, e eu a abracei e chorei igual a uma criança. Foi muito bom vê-la naquele momento que estava sendo muito difícil pra mim.
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Resolvi então consagrar uma dose de Ayawasca, e pedir pra Deus iluminar esse parto. Além de também diminuir um pouco a dor, dizem que o amargo dela ajudaria no processo do trabalho de parto. Um pouco depois, me deitei com o Anderson e relaxei um pouco. Logo a dor intensa voltou.
Não me lembro muito a ordem das coisas, mas eu tinha vontade de ficar pra sempre no banheiro, a privada era muito confortável, mas doía do mesmo jeito (risos).
A dor intensificou ainda mais, nesse momento eu já achava que estava sem forças.
Decidi consagrar mais uma dose de Ayahuaska. Eu, o Anderson e a Lucélia rezamos e ficamos na sala de meditação por um tempo. As contrações vinham e eu vocalizava a sílaba mística OM em vez de gritar com a dor. Sentimos uma energia muito forte naquele momento, e logo em seguida eu vomitei. Lembro-me que me senti muito fraca e fui para o quarto e a Lucélia foi ouvir os batimentos do bebê. Ela ouviu e ligou para o Dr Paulo ouvir também e os dois chegaram à conclusão de que os batimentos estavam muito fracos. Então ela disse que iríamos para o hospital.
No carro, pelo caminho, os batimentos do bebê, já voltaram ao normal. Acredito que Deus só nos mandou um sinal para que fossemos para o hospital, pois seria necessário.
Lembro que o Anderson estava desesperado e correndo muito com o carro, e eu pedia pra ele ir com calma que estava tudo bem.
Chegando ao hospital fizemos um cardiotoco. Aquela posição para fazer o exame era horrível e doía mais se ficasse deitada, mas eu tinha que fazer.
Naquele momento, vendo aquele hospital e aquela situação eu já achava que eu não iria conseguir. Eu cheguei a dizer pra alguém “Eu sei o que as cartas disseram mostrando que este parto seria difícil. É que eu não vou conseguir, vai ser cesárea. Eu já sei”.
E as dores vinham e eu pedia anestesia pelo amor de Deus. Então fui pra sala de anestesia, mas o abençoado do anestesista não me deixava descer logo que aplicava, eu tinha que ficar lá deitada enquanto a melhor hora da anestesia fazia efeito. Eu conseguia descansar um pouco esses vinte minutos que ficava lá.
Descemos para o quarto, e daí em diante eu não lembro mais a ordem dos acontecimentos. Lembro-me que fiquei muito no chuveiro, e que ficava na posição de quatro na cama, e no sofá que tinha lá.
Umas 19 horas eu pedi outra anestesia pra tentar descansar um pouco, lembro do horário, pois era troca de turno do anestesista e meu médico me levou fugida para o quarto assim que ele foi embora (risos).
Não queria que meus pais entrassem e me vissem gritando naquele estado. Tadinhos eles ficaram do lado de fora na sala de espera do hospital por muitas horas, pois achávamos que seria mais rápido. Mas não foi.
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Teve um momento em que acredito que tenha sido um dos momentos mais emocionantes desse parto. Onde o Anderson tocava e cantava varias músicas e mantras para mim, então eu resolvi cantar também.
Na verdade eu queria rezar e orar enquanto cantava aquela música. Comecei a cantar a musica “sonda-me usa-me” da Aline Barros, onde naquele momento eu pedia a Deus para usar o meu corpo, o meu templo para aquele parto. Em meio às contrações a letra me faltava e eu só gemia, enquanto isso minha amiga continuava a cantar, depois eu voltava a cantar quando a dor era menos intensa.
Lembro-me que em um desses momentos, não sei se antes ou depois, meu médico estava sentado no chão orando e me dando um passe. Eu achei isso lindo e também me deu forças pra continuar.
A Lucélia fez um toque e aí sem querer a bolsa estourou, a água da bolsa já estava escura, um marrom esverdeado. Isso me preocupou naquele momento, pois sabia que aquilo era mecônio.
Logo pedi outra anestesia, fora as vezes que pedia a cesárea (hehehe), e lembro que o anestesista que estava no novo plantão (muito mais gentil que o anestesista anterior) desceu para aplicar, mas vazou um pouco na hora da aplicação e foi menos da metade do líquido da seringa.
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Eu dizia que queria que isso acabasse logo, e o Doutor me perguntou (mais de uma vez) se eu tinha certeza que queria adiantar o processo. E eu disse que sim. Então ele fez “O Toque” e dilatou meu colo.
Sangrou muito, doeu muito, eu estava de quatro na cama e ficava brava com meu esposo, pois não queria que ele visse as minhas “partes” naquela posição, como se ele já não tivesse visto ou não fosse ver (risos).
Então veio a boa notícia, dez de dilatação. E eu pensava que beleza vai nascer, fazia força, muita força. Eu urrava, já não gemia mais.
Fui pro chuveiro, pra piscina, pro chuveiro de novo, Anderson se enfiou em baixo do chuveiro comigo enquanto a Lucélia rezava também.
Voltei pra cama, fiquei de quatro (essa era a posição mais confortável pra mim com as dores já insuportáveis) e fiz mais força. Eles diziam que dava até pra sentir com o toque a bossa do bebê (parte mole da cabecinha dele).
De repente tudo piorou! E eu senti naquele momento a pior dor de todas.
E não era uma contração e nem o bebê saindo, era uma câimbra. Parecia uma distensão muscular na região da virilha.
Essa dor era igual ou maior a dor que eu senti no dia em que quebrei a minha bacia no acidente que sofri. E eu a sentia mais forte durante a contração, ou quando eu tentava fazer força e empurrar.
Então, a partir desse momento, eu não consegui mais fazer força para fora e nem empurrar. Era impossível relaxar para o bebê descer. Eu trancava o períneo involuntariamente e fazia força inversa, para dentro por causa da cãimbra.
Isso aconteceu provavelmente porque fiquei muito tempo sem dormir durante esses dias todos, o corpo ficou cansado demais, a musculatura da região da virilha direita fadigou. Essa é exatamente a região onde eu fiz a cirurgia pelo acidente que disse anteriormente.
Comecei a gritar, e me desesperei. Eu ficava brava com todo mundo. Eu dizia que eles não estavam entendendo o que eu tava falando, que era minha perna, meus pinos que doíam e que eu não ia conseguir mais. Que eu precisava de anestesia.
Subi novamente pra sala de parto, e pedia uma Pele Dural pelo amor de Deus e pedia pra usarem o fórceps que eu não estava aguentando mais.
Eles e as enfermeiras tentaram me acalmar como se elas estivessem sentindo o que eu sentia, como se não fosse para tanto o meu desespero.
E eu ficava irritada, pois ninguém estava sentindo o que eu estava sentindo, a dor de parir juntamente com a dor de uma região acidentada gravemente.
E também ficava triste, como se as enfermeiras me olhassem e me julgassem pensando: “Tá vendo menina, quem mandou querer essa frescura de parto humanizado”.
Logo o médico plantonista chegou. Ele foi muito gentil todo o tempo. Pedia licença para tudo que ia fazer em mim. Ele fez um toque e disse que eu ainda tinha colo. O Meu médico e a minha parteira não acreditando que eu ainda estava com colo, me tocaram novamente, e confirmaram. Já estava em dez a dilatação e faltava só um pouco desse colo posterior dilatar para passar o fórceps, mas desse jeito eles não poderiam usá-lo. A Lu me disse que este colo parecia um papelzinho na cabeça do bebê. E se o puxassem com o fórceps, me machucariam.
Então, eu muito triste, pedi a cesárea!
Meu esposo tentou me convencer a não fazer a cesárea, porque ele não estava na sala hora que disseram que eu ainda tinha colo. E o médico e a Lucélia me diziam que faltava pouco. Mas eu já sabia, desde as cartas de tarô que não seria no jeito que eu queria. Então eu olhei no fundo dos olhos do médico, apertei a mão dele e disse: “Doutor, eu tenho força, e eu poderia conseguir, mas a minha perna não deixa!”
Então fomos para cesárea.
Foi muito difícil dar anestesia em mim, foram três picadas, pois eu tinha contrações e cãibras e meu corpo não parava pra acertar o lugar, e me disseram no outro dia, que a anestesista estava com começo de dengue, coitada.
O médico GO plantonista, super gentil, colocou uma música no celular dele pra eu relaxar mais durante a cirurgia.
Depois que essa bendita anestesia pegou e tudo adormeceu, aquela dor de dias e aquela cãibra passando, foi um alívio.
Ao mesmo tempo, uma tristeza gigantesca entrou em mim. Meu esposo me filmava com o celular e dizia que me amava e eu só sentia tristeza. Não conseguia nem chorar, era uma sensação de impotência, de nadar, nadar e nadar, e morrer na praia.
Em vez de estar emocionada com o nascimento do meu filho que eu tanto sonhei, eu sentia um vazio, sentia um nada ou então me sentia triste.
E ao mesmo tempo eu me culpava por estar me sentindo assim, então me sentia ainda pior por estar me sentindo triste.
Benjamin nasceu à meia noite e cinqüenta minutos do dia 28 de janeiro e veio pros meus braços após cortarem seu cordão umbilical. E eu só sabia lhe pedir perdão em pensamento. Não chorei. Não estava feliz. Mas eu deveria estar, e me culpava por isso.
Ele foi tão carinhoso, não queria soltar sua mãozinha do meu rosto. Quando tentavam afastá-lo de mim ele chorava, e quando voltavam a mãozinha para o meu rosto ele se acalmava.

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Hoje vejo as coisas de maneira diferente do que via naquele momento.
Foi um parto lindo, e eu ainda me culpo um pouco por não ter aproveitado mais aqueles momentos. Culpo-me por estar triste num momento lindo que eu deveria estar feliz. Mas era o meu estado, e eu tinha que passar por aquilo.
Fiquei sabendo depois que o Dr Paulo “raptou” o Benjamin do berçário por alguns minutos e o levou para meus pais, irmão, Su e Nath conhecer. Achei lindo isso.
11179815_818527021575238_45350142_oApós a cirurgia fui para a sala de recuperação. Não consegui dormir a madrugada inteira, sentia frio. E queria ver meu filho. Demorei mais de seis horas para começar a mexer uma das pernas e as enfermeiras não queria me levar para o quarto.
Eu chorava muito. Àquelas horas na sala de recuperação foi um martírio. Não podia fazer nada, não via meu filho, não via meu esposo e os pensamentos eram muitos. A tristeza era muita.
Pela manhã meu esposo me deu um tchauzinho da porta, e eu chorava, eu implorava para elas me levarem para o quarto. Mas elas diziam que eu tinha que mexer as duas pernas para me levar. Ai eu puxava a perna com as mãos e fui exercitando.
Mesmo assim não conseguia mexer totalmente. Então uma enfermeira resolveu me levar antes que trocasse o turno. Na verdade já se passavam das sete da manhã e ela já estava atrasada, acho mesmo que ela sentiu compaixão e resolveu me levar para o quarto.
Não me lembro muito bem a ordem dos acontecimentos no quarto também, mas lembro que foi super difícil passar da maca para a cama.
Não lembro quando o Benjamin chegou, ou se ele já estava lá quando cheguei.
Sei que o começo sempre é difícil pra mamar, mas até que ele pegou bem de início. Durante a madrugada que foi mais difícil a pega das mamadas.
Meu filho era lindo e eu me sentia bem fisicamente. Tava tomando remédio pra dores constantemente e depois que consegui sentar a primeira vez conseguia fazer varias coisas.
Mas aí tive mais uma coisa chata, chamada cefaléia. Eita dor de cabeça do cão viu!!!
Só ficava deitada e fiquei um dia a mais no hospital pra tentar melhorar. Mas ela persistiu por uma semana, inclusive na volta pra casa vomitei no carro, tamanha era a dor.
Meu puerpério foi difícil também por causa dessa cefaléia. E como só ficava deitada, não curtia o meu filho, pois raramente levantava da cama. Fazia tudo deitada. Amamentava, almoçava, jantava.
Minha sogra e minha mãe cuidavam das coisas de casa e ajudavam meu esposo com o bebe. A presença da minha sogra foi muito importante no meu puerpério, pois toda vez que eu chorava ela vinha com palavras amorosas como uma mãe mesmo.
Eu acho que precisei de um mês mais ou menos pra não ficar triste quando dizia às pessoas que não consegui um parto normal.
Mas na verdade hoje eu posso dizer que tive dois partos, um parto normal e uma cesárea. Até meu médico me disse isso em consulta depois do parto. Eu só não o senti passar pelo períneo/vagina. Do resto eu senti tudo.
E que o bebê já tinha engolido um pouco de mecônio, isso quer dizer que ele já tinha feito cocô dentro da bolsa. Um pouco é até normal, mas quando o tiraram da barriga ele fez muito cocô. Portanto eu tomei a decisão certa, pois eu iria precisar de umas duas horas se não tivesse tido as cãibras para conseguir expulsá-lo. E se fossemos esperar essas duas, ele engoliria mais cocô e entraria em sofrimento, correríamos mais riscos e iríamos para uma cesárea de emergência. Cortariam-me de qualquer jeito e provavelmente o bebê precisasse de alguns procedimentos de urgência e não poderia vir para mim como veio.
Hoje, relembrando e vendo as fotos e os vídeos, tenho certeza que era pra ser assim.
Posso até dizer que tive uma cesárea humanizada, pois os médicos foram ótimos e muito gentis, respeitaram minha decisão mesmo vendo que eu decidi no desespero. E até música colocaram durante a cirurgia como disse anteriormente.
Era um sonho de ter um parto normal na piscina ou banheira e ainda ser em casa. E passei esse sonho para meu esposo Anderson e também para minha família. Eu fiquei muito frustrada por bastante tempo.
E vejo que somos só seres humanos imperfeitos e não temos o controle das coisas, só Deus o tem.
Toda mulher foi feita pra parir, tem um corpo para isso, mas existem exceções, e a cesárea está aí pra isso.
Eu precisava parir isso. Esse ego meu. De querer do meu jeito. De querer que fosse lindo, só pra dizer: “olha gente, eu consegui”
Meu orgulho eu pari!”

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Vídeo do parto:

Minha historia com Adam

Relato gentilmente cedido ao blog por Glaucia Pinna

“Resolvi postar o meu relato, não somente do parto, mas da minha breve história com o Adam ❤
Texto um pouco grande, me desculpem, mas não dava pra resumir uma história que já é breve. Gratidão!
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“Entre namoro e casamento eu já estava com meu marido há 7 anos, decidimos então nos tornar pais, achando que era fácil assim, no próximo período fértil eu engravido. RÁ! A vida tem seu próprio tempo, você não escolhe nada… E foi assim, um mês, dois meses, três meses… Um ano… Resolvi ir atrás, não era possível demorar tanto… Fiz um endovaginal e pimba, como disse a médica “minha filha, você não ia engravidar nunca, seus ovários estão puro cisto”. Bom, o que eu tenho que fazer? Tratamento! E lá fui eu, tomei Diane 35 3 meses seguidos e metformina, pois nos exames hormonais eles estavam todos loucos. Ok! Passaram os 3 meses e lá fomos nós tentar novamente, um mês e nada, dois meses e nada… Estressei e disse que ia desistir daquilo, chega, cansei, ia gastar todo meu dinheiro, viajar e pronto!
Desisti de engravidar e minha menstruação não vinha… Sentia cólicas, dores muito fortes, seios inchados e todo mundo dizia: Você está grávida… e eu: ah, ta! De tanto falarem na minha cabeça comprei um teste de farmácia e fiz no banheiro do meu trabalho, sem nenhuma fé do positivo, mas deu… meu positivo veio. No outro dia fiz o de sangue e POSITIVO! Meu Deus que alegria… Não entendia muito bem aquela explosão de sentimentos dentro de mim e na hora já sabia que era um menino que crescia dentro de mim…
Comecei imediatamente o pré natal, como trabalho em posto de saúde eu tinha GO alí todo santo dia e minha gestação foi correndo super bem, sou hipertensa e fui encaminhada ao ambulatório de alto risco do HB, mas com medicamentos a pressão estava controlada, mudei a alimentação, não ganhei peso, enfim, tudo ótimo!!!
Já estava de 22 semanas e ainda não tínhamos conseguido ver o sexo no ultrasson, mas coração de mãe não se engana, escolhemos o nome dele naquela semana, Adam, “homem da terra”, já sentia meu pequeno guerreiro mexer, não só na barriga, mexeu em nossas vidas, tudo mudou… Quanto amor, o mundo tinha mudado de cor.
Tinha consulta no alto risco, cheguei toda feliz achando que ia ser mil maravilhas… Esperei mais de 4 horas sentada em um banco de concreto, fui atendida e a médica só anotou meus exames no computador, ouviu o coração do bebê e pronto, me mandou embora. Fui de ônibus trabalhar e como tinha ficado o período da manhã fora, trabalhei até as 19hr.
Comecei sentir o bebê mexer muito embaixo, comentei com meu marido, até aí tudo normal. No trabalho sentia ele mexer na vagina, uma coisa muito estranha, comentava com as meninas e ninguém sentia isso… começou sair uma meleca que parecia clara de ovo, achei que não fosse nada grave, tinha acabado de sair da consulta e a médica disse que tava tudo bem e tem mulheres que tem corrimento, secreção e tal.. Em casa nesse dia o bebe mexeu DEMAIS eu nem conseguia levantar do sofá, doía as costas… No outro dia a meleca persistiu, no final da tarde já na hora de ir embora essa meleca saiu mais espessa parecia gelatina incolor e junto saiu sangue, aí preocupei e a minha chefa me levou na emergência do hospital da criança.
Fiquei aguardando chamar e novamente demorou, cerca de 2 horas… Quando entrei na sala, muitas perguntas e o tal exame do “toque”. A moça saiu da sala e chamou outra, também fez o toque, chamaram outra e também fez… Já achei estranho… saíram todas da sala e voltaram com a chefe… Ela fez o toque e falou: Glaucia, pode sentar. O que você tem é GRAVÍSSIMO, você perdeu o tampão e está com 100% de dilatação, vamos te internar pra você “PERDER O BEBÊ”, sim, ela usou exatamente essas palavras. Nisso parece que o chão se abriu aos meus pés, fiquei por uns 5 segundos sem reação, olhei pro meu marido e disse: Nós não vamos “perder” nosso bebê. Na hora já me encaminharam para a enfermaria, pois não havia quarto disponível. Fiquei deitadinha lá, imóvel, tentando entender como de um dia para o outro eu PERDERIA meu filho, chorei… O choro da alma, do maior desespero que já tive na vida… Meu marido perdido, desorientado, mas eu sabia da minha força, se fosse possível ficaria ali por 60 dias imóvel, só não sabia se a bolsa agüentaria.

Foram passando os dias, os médicos não acreditavam que eu agüentaria, todos os dias perguntavam: está com dor? Perdendo líquido, sangue? E sempre a resposta era não, ta tudo ótimo. Foram 9 dias deitada na cama, comia deitada, me trocava deitada, TUDO deitada. Até que cedinho comecei sentir dores no pé da barriga, chamei a enfermeira, me deram buscopam e não cortou… A dor foi aumentando, aumentando… Buscopam não fazia nem cócegas… A noite eu estava com muita dor… Me colocaram no Bricanyl para ver se segurava, consegui dormir por algumas horas, amanheceu o dia e dor, dor, dor, mesmo com o Bricanyl, buscopam, nada passava, achei que estava com alguma infecção, era muita dor, acho que nesse momento fui parar na tal “partolandia” que as meninas dizem, estavam ali somente eu, minha barriga, meu bebê e a dor, parecia que o tempo passava em outro ritmo, o som estava em outro tom… Fui ao banheiro e escorreu água nas minhas coxas, gritei, a bolsaaaaaaaaa!!!!! Me levaram pro ultrasson e a frase do médico cortou meu coração. Não tem mais nada de líquido aqui. MEU DEUS!!!! Vai nascer. O desespero tomou conta de mim e agora a preocupação era outra, salvar meu filho. Pedi para que me levassem a sala de parto e uma das residentes disse: Vamos aguardar aqui no quarto mesmo… Eu falei: E SE NASCER???? Ela: A gente chama alguém… OOOOOIIIIIIII?????? COMO ASSIM MINHA FILHA???????
A dor foi ficando insuportável e eu sentia que ele ia nascer, dei um grito e só assim decidiram me levar para a sala de parto, foi tudo tão corrido que desci de cadeira de rodas, me retorcia de dor, eu estava segurando pro bebê não sair. Chegando na sala não deu tempo nem de me arrumarem direito, falei pro médico: Posso fazer força? PODE! Então eu fiz, mas não sabia como fazer e ele disse: faz força compriiiiiiiida. E eu fiz, e denovo: força comprida!!!! Quando fiz pela terceira vez meu bebê nasceu, nisso a enfermeira saiu correndo com ele embrulhado, tão pequeno… Nasceu com 620 gr com parada cardíaca e respiratória, reanimaram e ele VIVEU!
O restante do parto como tirar a placenta, fazer aquela limpeza que eles fazem eu nem liguei, só queria meu filho vivo. Esperei cerca de 2 horas e fui para o quarto, tomei banho sozinha e logo desci na UTI NEO para ver meu pequeno. MEU DEUS que coisa mais linda do mundo, pelo peso achava que não estaria todo formadinho, mas estava, era um bebe miniatura, lindo, perfeito, esperto. Foi o maior amor que eu poderia sentir na minha vida, não poderia nunca imaginar o tamanho desse sentimento. Falava com ele e os batimentos aumentavam, esticava as pernas e balançava as mãozinhas. Sabia de toda a sua fragilidade, mas estava confiante. Dizia “agüenta aí meu príncipe, você é o guerreiro da mamãe.”
No outro dia fomos conversar com a pediatra, ela disse que ele estava com pneumonia, era prematuro extremo e isso é comum, já estava sendo tratado com antibióticos e respondendo bem. Nesse dia tirei leite e passaram na boquinha dele, ele lambia os lábios, colocava a lingüinha pra fora, adorou meu leitinho, aquela boquinha era a coisa mais linda desse mundo. No outro dia no novo boletim médico disse que ele estava muito bem, que era um bebê muito forte, sadio, tinha aceitado bem o leite, estava tomando 1ml de 3 em 3 horas na sonda. Meu Deus, 1 ml, vocês imaginam o tamanho do estomago do meu bebê, muito petitico.
Fomo embora para casa confiantes naquele dia, afinal a pediatra disse que ele está respondendo bem ao tratamento, tomando meu leite, o que mais eu poderia querer meu Deus… Antes de dormir chorei, chorei muito, não acreditava que havia uma esperança, meu bebê estava vivo, eu era mãe!!!! O amor maior do mundo, um amor que dói.
Mas na madrugada do terceiro dia o telefone tocou, chamando os pais do Adam ao hospital. Na hora me tremia toda, já fui chorando, segurando ao máximo e tentando me enganar que teria acontecido algum problema mas que ele estaria vivo. Chegando lá quando abri a porta da UTI neo, a luz da incubadora desligada, 3 segundos de inércia, não!!!! Não pode ser, então caí… Desabei… Parece que o mundo para e abre um abismo aos seus pés… Meu bebê se foi, ele se foi!!!
Nisso a pediatra veio me confortar e me explicar como foi. A infecção do pulmão foi para o sangue e o coraçãozinho dele não agüentou, foi diminuindo os batimentos até parar.
Quanta dor… Nunca imaginei perder um filho, mas só pensava na dor dele, quantas picadas, quantos procedimentos, cateter, tubo… Tadinho, nenhuma mãe quer isso para seu filho. Peguei-o no colo, ainda quentinho, e pude sentir sua pele, disse o quanto o amava, o quanto ele era importante nas nossas vidas, pedi perdão pelo tamanho de seu sofrimento, nenhuma mãe quer ver seu filho sentir dor, ali ninei ele por cerca de 30 minutos… tive que correr atras de coisas burocráticas, velório, enterro.
Os dias passaram, a dor não diminui, a saudade só aumenta, mas o que me conforta é saber que hoje ele não sente mais dor, eu estou sofrendo muito, mas ele não.
Foram os três dias mais lindos da minha vida, ver seu rostinho, suas mãozinhas, os pezinhos mais lindos desse mundo. O Adam se foi, mas nasceu em mim uma mãe, guerreira, mais amável, mais persistente, mais forte, mais determinada… Só tenho a agradecer tudo que aprendi, uma lição de vida no modo Hard. Tanto sobre dor, quanto sobre amor.
Descobri também 2 palavras: incomensurável, que é o que eu sinto por ele e resiliência que é como vai ser de agora para a frente.
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Com tudo isso descobri o que tenho IIC: Incompetência Istmo Cervical, uma “deficiência” nas fibras elásticas do útero, conforme o bebê ganha peso, o colo do útero não suporta e abre, sem dor alguma ou sinais de dilatação, causando assim o parto prematuro extremo como foi o meu com 25 semanas.””

Relato gentilmente cedido ao blog por Glaucia Pinna

Relato de parto Poliana e Gael

Relato de parto domiciliar Poliana e Gael, realizada em São José do Rio Preto, com parteiras Lucélia Caires e Amélie Lecorné e doula Nathalie Gingold:

“Demorei um pouco para conseguir organizar as ideias e relatar sobre o dia 14 de outubro de 2014. Hoje, três meses depois, consigo raciocinar e escrever melhor sobre o nosso dia, meu e do Gael.
A decisão de viver um parto domiciliar se deu no último trimestre da gestação. Mesmo com a sugestão de uma querida amiga (Camila Marcelino) no início da gravidez, ainda tinha dúvidas. Dúvidas que foram sanadas com o tempo, com pesquisas, com conversas com profissionais, com mulheres mães, com senhoras que tiveram seus filhos em casa e com as mães do grupo Gaia.
Ao ver vídeos e depoimentos de nascimentos de bebês no hospital (natural ou cesária) e em domicílio, percebi que a melhor forma de receber meu filho neste mundo, seria em casa, no nosso canto, sem pressa. Compreendi que mãe e filho, ao nascerem, só querem se abraçar, se acalmar e iniciar essa nova vida, juntos.
Dizem na medicina, que o primeiro minuto de vida é o minuto de ouro, e é mesmo! Nascer não é fácil! O bebê que até então estava fisicamente ligado à mãe, agora é livre, seguirá sozinho por seu próprio corpo. É um choque! Recebê-lo da forma mais carinhosa possível, amparando-o nesse momento tão sensível, para mim, era o melhor a fazer.
Ter tido uma gestação tranquila (considerada de baixo risco) e apoio do meu marido, também foram fundamentais para a minha decisão; para o meu empoderamento, se posso assim dizer. Não me senti poderosa, nem nenhum adjetivo que me vangloriasse. Senti apenas, que estava decidindo ouvir o meu corpo, meu bebê, meu instinto. E assim foi feito.
Encontrar profissionais que acompanhassem meu parto foi difícil. Conheci a Lucélia primeiro. Enfermeira obstetra, baiana porreta e querida amiga, terá para sempre um papel super especial na minha vida. A Amelie foi outro presente de Deus. Enfermeira obstetra, francesa meio brasileira, foi o check mate para que o parto domiciliar se tornasse realidade. Com a equipe profissional formada, segui para o próximo passo.
Combinei que o nascimento do Gael seria no meu pequeno apartamento. O trabalho de parto e a concepção em si, aconteceriam ali. Tentava imaginar como seria o grande dia. Imaginei ter amigas e parentes comigo, fotógrafos e doula, e por fim, achei que iria me incomodar com a presença de muitas pessoas ao meu redor e resolvi resumir a equipe nas enfermeiras, no meu marido e em mim. Acreditei que por estar muito exposta, num momento muito íntimo, não me sentiria a vontade. Grande engano! Primeiro porque não me incomodei um segundo se quer com a observação de ninguém. Sinceramente, esse tipo de preocupação não pertence a uma mulher que está tendo um filho. Comprei um top para não deixar meus seios à mostra, e só me lembrei dele muito tempo depois. Ri da minha ingenuidade. Segundo, porque de última hora tive uma doula, a Nath, que já conhecia e veio por chamado da Lucélia com minha autorização, e foi fundamental. Ainda bem que ela estava ali.
As contrações começaram por volta das oito horas da manhã. Tinha dormido super bem, levantei, fui ao banheiro como de costume e vi algo gelatinoso que deveria ser o tampão. Falei com meu bebê… chegou o nosso dia…dia tão esperado….vou te ver! Voltei para cama e esperei ter outra contração para chamar o Gui. Tive. Ele correu pegar o celular pra usar o aplicativo de contagem de contrações que há tempos tinha instalado. Estavam de cinco em cinco minutos.
No dia anterior tinha nascido a Laura, acompanhada pela mesma equipe que a minha e o parto tinha sido longo, foram 43 horas e acabou as três da matina. A Amelie, que é de fora, me ligou perguntando se eu sentia que meu parto seria logo, pois assim ficaria em Rio Preto por mais dias. Eu estava completando 40 semanas, mas estava tão bem, que disse que não. Achava que o Gael nasceria mais pra frente, com 41 semanas talvez. Ela foi embora e o Gael resolveu nascer. rsrs
Após verificarmos a frequência das contrações, resolvi avisar a Lu. Como ela tinha ido dormir tarde, escrevi pelo whatsapp: Lu, as contrações começaram…. descanse e quando acordar me ligue. Ilusão minha, ela já estava trabalhando. Me ligou para sentir como eu estava (eu estava ótima) e disse que provavelmente eu estava com uns 2 dedos de dilatação, que assim que acabasse a reunião na qual estava passaria na casa dela, pegaria todos os equipamentos e viria. Combinado.
Ao desligar o telefone mergulhei no meu trabalho de parto. As contrações que até então eram fraquinhas foram se intensificando rapidamente, uma a uma. Deitada na minha cama, me concentrei na minha dor. Estava muito segura, tranquila. Entrei na força daquele momento. Não vi nada e não vi o tempo passar. Só ouvia repetidas vezes a música Madre tierra Madre vida, como um mantra…. e cantava, sozinha no quarto

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O Gui estava tentando organizar a casa como tínhamos pensado. Colocar música, preparar câmera e abrir espaço para a piscininha, mas hoje lembro que ele estava como uma barata tonta, meio perdido sem saber o que fazer primeiro…. levava o dobro do tempo em cada coisa. rs
Resolvi tomar um banho. Sentia uma dor no quadril, muito forte. Como as contrações eram intensas, tentei ficar ajoelhada….não deu. Voltei pra cama. Lembro-me de ter ido ao banheiro fazer numero 2. E foi como uma dor de barriga. Fiquei aliviada, porque não queria fazer cocô durante o parto, já que era uma possibilidade.
Tudo isso durou quatro horas, e para mim parece que tudo aconteceu em no máximo uma. Quando a Lucélia chegou já era meio dia e eu nem tinha percebido o tempo passar, estava em outra dimensão. Ela chegou e foi como um estalo. Acordei! E aí disse a ela….ou eu sou muito mole, ou o Gael já vai nascer…rs. As contrações ficaram ainda mais fortes, e nesse momento, com 4 horas de trabalho de parto, já estava nua, despida de qualquer vergonha, selvagem com a minha dor.
A Lu fez então o exame de toque e verificou 7 centímetros! Ligou para a Amelie no mesmo momento e recomendou que ela viesse logo, pois meu parto estava evoluindo muito rápido e talvez não desse tempo dela chegar. Com esta possibilidade a Lucélia perguntou se poderia chamar a Nath para ajudá-la. Claro que poderia! Pareceu que ela chegou em dez minutos, mas depois disse que chegou em casa por volta das 13:30. Após a chegada da Lu, comecei a me movimentar, até então só tinha levantado da cama para tomar banho. Não era fácil andar. Andava com ajuda. Me sentia aérea a tudo o que acontecia. Comecei a obedecer ao que diziam. Me pendurei na barra da porta. Os três me ajudaram. Isso foi muito bom, e aliviou um pouco a dor no quadril. De lá fui para o sofá, acho. E logo comecei a sentir vontade de fazer força. Como dizem, parece mesmo uma vontade de fazer cocô, mas diferente..rs A Lu percebendo, disse que era hora de ir para a piscina. Na piscina parece que o tempo parou. Já estava na fase do expulsivo, mas essas duas horas finais pareceram muito mais longas.
Não senti qualquer medo ou insegurança em nenhum momento. Acho que isso é empoderamento né? Mas não foi consciente, foi natural. Não pensei em ir para o hospital, porque sentia que estava tudo indo bem….e a cada segundo, estava mais próximo de então ver o meu bebê!
Nesse momento, dentro da piscina, consegui ouvir que tinha música no ambiente, uma seleção de músicas celtas que gostava. Vi as pessoas, o Gui, a Nath, a Lu! Até consegui me preocupar entre uma contração e outra que já devia ser tarde e ninguém tinha almoçado. Eu comia algumas coisas que me davam, lembro-me de chocolate…. e tinha tomado café da manhã também….mas não sentia fome….estava na FORÇA!
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E então, o Gael foi querendo sair, podia sentir a cabecinha dele, mas ainda estava na bolsa, meio gelatinosa. Me levantei e então a bolsa estourou, acho que eu estava abraçada ao Gui. Saiu um jato de água, como uma bexiga com água que estoura ao cair no chão…. e então pude sentir seu cabelinho….muito cabeludo! Eram os minutos finais do parto. Era tanta força que eu fazia, que as vezes saía um pouquinho de cocô….as meninas me socorriam….por isso que digo que trabalho de doula exige uma doação gigante! Rs… não senti vergonha…não tinha cabeça pra isso…só repetia baixinho para dentro de mim…..vem filho! Vem filho! E ele vinha….
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Gemi e gritei com uma voz que vinha da alma! Não imaginava que gritaria… mas me dava força. E assim, as 15:56, o Gael veio ao mundo! A Lucélia o recebeu gentilmente, pois eu não teria conseguido segurá-lo ao nascer….e então me entregou meu bebezinho lindo, calminho, meu pequeno samurai. Não acreditava que a gente tinha conseguido! Repeti isso umas vinte vezes ao ver o Gael…rs Eu, que nunca tinha sofrido dor na vida… consegui lidar bem com o parto…as contrações não me abalaram….e agora estava ali, com o serzinho que mais esperava encontrar em toda minha vida! Sempre quis ser mãe….amo ser uma! Para mim, esta experiência foi um presente divino! Uma honra!

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Infelizmente o parto não acaba aqui rsrs….achava que a dor tinha ido embora com a chegada do Gael…ilusão. Fomos para uma cama preparada para mim na sala de casa. O Gael me olhava com olhos vidrados….me apaixonei! A Nath colocou ele para mamar no meu seio. O Gui cortou o cordão após parar de pulsar. E a Lu finalizava os procedimentos do parto. Não tive laceração do períneo, o que foi um alívio para mim, mas conforme a Lu, tive um pouco de hemorragia, acabei sangrando mais que o usual para um parto normal. Ela conteve o sangramento com massagens na minha barriga para contrair o útero e com as mamadas do Gael. Parou rápido, ainda bem. E a placenta saiu íntegra logo em seguida. Lembro-me de ficar mentalizando…. contraia útero, contraia….deve ter ajudado.
A amamentação foi necessária naquele momento, mas sinceramente, se eu pudesse adiar, adiaria. Doeu muito. Sempre tive muita sensibilidade nos seios…. e aquelas pegadas do Gael eram uma tortura. Sei que é triste escrever isso, mas a amamentação para mim, desde a primeira pegada até mais ou menos um mês de puerpério foi difícil… exigiu muito de mim….mas valeu a pena! Hoje, segue uma beleza!
Voltando ao parto… a Amelie chegou logo após o nascimento do Gael. Foi o máximo que conseguiu fazer, já que mora há quatro horas daqui. Foi muito bom vê-la. Ela e a Lu conversaram sobre a necessidade de se dar uns pontinhos ou não na pele lacerada…. e decidiram por fazer. A Amélie ajudou nesse momento, e ao todo foram quatro pontinhos (filhos da mãe)… dois na parte superior e dois na parte inferior da vagina. Doeu, mesmo com anestesia local.
Tudo finalizado divinamente… estava tranquila, feliz com o Gui e o Gael ali comigo. E as meninas me autorizaram tomar um banho. Queria muito, mas ao levantar senti fraqueza. Fui devagarzinho ao banheiro, mas ao entrar no box, só consegui dizer…acho que vou desmaiar…rs acordei segundos depois com as três me segurando, abanando….não tinha percebido o desmaio….voltei a mim conversando normal, como se nada tivesse acontecido. Tomei o banho e fui me deitar com a minha cria.
Nisso eu já tinha avisado minha mãe que caiu no choro em mistura de alívio e felicidade. Só repetia graças a Deus, graças a Deus!…e eu digo…Graças a Deus por fazer a natureza da mulher e do nascimento tão perfeitamente, e por colocar no meu caminho pessoas tão sensíveis e especiais.
E assim, ao final de oito horas de trabalho de parto, celebramos a chegada do Gael brindando com um pedacinho de placenta cada um! A priori pareceu uma ideia difícil de conceber, mas com um toque de shoiu, até que não ficou nada mal.. kkkk
Gratidão aos meus pais e irmãs que souberam aceitar minha decisão, ao Gui que me respeitou e me deu força sendo um verdadeiro parceiro de vida, às meninas Lu, Nath e Amelie pelo profissionalismo e carinho imenso comigo, ao grupo Gaia por me permitir conhecer pessoas que me fortaleceram, à Talita, Isa, Nayara e Mariana, que foram doulas também por estarem sempre tão dispostas a me ajudar! Gratidão à vida por este presente!”

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O amor e suas delicadezas

“Sou mãe sozinha de um bebê de quase 6 meses. Percebi minha necessidade em enquadrar o comportamento dele em alguma das fases típicas do seu desenvolvimento. Não que elas não existam. Acredito sim que existem períodos críticos em que nossos bebês precisam de mais atenção. Mas fui, mais uma vez, no fundo do meu lodo, da minha lama, pra descobrir por que a carência dele me incomodava tanto.

Cresci no meio de exemplos de mulheres que não eram amadas. E que não se deixavam amar. Não podia. Mulher tem que ser forte, até mesmo as crianças, viu Heloisa? Não deve chorar com medo de pesadelo e nem pelo machucado que sangra pele a fora. Aí virei mãe. Tentei reproduzir o padrão já estabelecido e tão arraigado da super mãe que não reclama, que dá conta de tudo (mesmo não dando), que não chora (mesmo chorando no banho, pra confundir lágrima com água, sabe?), que ama a cria 24h por dia, 365 dias no ano, que se doa incansavelmente. Convenhamos: isso existe? Até eu não gosto de mim mesma em determinados momentos da vida! Senti-me culpada por querer estar só, por ter que amamenta-lo, enquanto a minha vontade era sair correndo.

Revoltei-me por ser mulher e ter que me ajustar nesse padrão de que mãe doa amor ao filho e esqueci-me de ver que ele também me ama.

Aquarela de Irene Olid Gonzalez

Me ama quando estende seus bracinhos pedindo colo, me ama quando faz bico pedindo colo, me ama quando vira os olhinhos como quem diz: “esse leite é gostoso demais, mãe!”, me ama quando acorda escancarando um sorriso que ilumina mais que o Sol. Ele me alimenta do mais puro amor. Ele me dá colo. Enxuga minhas lágrimas quando me vê chorando. Eu me abri pro amor.

Deixei pra trás a carga carregada pelas minhas ancestrais. Ficou lá no passado.
Eu também mereço ser amada. E você também.”


Texto pela querida Isa Rebello

Relato de parto natural – Débora e Maria Eduarda

“Foi na Sta. Casa de São José do Rio Preto, SP, com Dr. Marcos Lelis e doula Daniela Maria, pelo SUS e natural

“Parto normal, para mim, é cesárea!”

Era essa a frase que eu dizia sempre que me perguntavam se eu queria parto normal ou cesárea. E foi assim até completar 37 semanas de gestação, quando minha decisão de parto tomou um rumo jamais antes imaginado.
Como engravidei sem plano de saúde, meu parto seria todo pago, desde a internação no hospital até os profissionais envolvidos. Já estava tudo definido e isso não se discutiu em nenhum momento antes de chegar a 37ª semana. Mas sabe aquelas surpresinhas que a vida traz? Pois é, a minha chegou nesse momento.10805055_681446411971731_854533413_n
Do dia para a noite, decidi que não queria pagar nada pelo parto. Eu poderia ter a minha filha pelo SUS, tudo de graça. Era assim com tantas mulheres, porque não poderia ser assim comigo também? Eu só não teria um quarto só para mim, nem meu marido como acompanhante, nem uma mesinha para colocar minhas lembrancinhas fofas (que eu nem tinha feito ainda!)… Ah, e claro, não teria a minha tão esperada cesárea! Sim, porque no SUS a prioridade é o parto normal, e a cesárea só acontece em último caso (salvo algumas exceções, tipo médicos “bonzinhos” ou que não têm paciência para esperar um parto normal, por exemplo). Então eu não gastaria nem 1 real mas, em compensação, passaria por todas aquelas terríveis dores e longa espera de um parto normal… Me dava arrepios só de pensar.
Lembrei de tudo que já havia escutado sobre parto normal a minha vida toda: que doía demais, que demorava horas e horas, que a espera ia muito além das 39 ou 40 semanas, que a bexiga poderia sair do lugar e eu teria de fazer uma cirurgia, que teria incontinência urinária, que sentiria dores para ir ao banheiro durante 1 ano inteiro… Era tanta coisa que, se fosse escrever, daria um mini livro! Fora isso, tinha meu marido dizendo que era super arriscado, que se algo acontecesse comigo ou com nossa filha ele não se perdoaria nunca, que eu tinha de ter mais responsabilidade e juízo e não ficar querendo ter esse tipo de parto nessa altura do campeonato… Ou seja, apoio ZERO e medo SUPER!
Mas quando coloco algo na cabeça, eu vou até o fim e não sossego enquanto não fizer. E, como num passe de mágica – e depois de conhecer a maternidade, as salas de pré-parto e de parto, conversar com mulheres que já haviam parido e adoraram, e ter o apoio delas – comecei a desejar o parto normal tal qual eu desejava as guloseimas que me davam água na boca durante toda a gestação. Sim, eu comecei a querer MUITO um parto normal, e era isso que eu teria, no que dependesse de mim!
Falei com uma amiga querida, a Thais, também grávida e decidida a ter um parto normal desde o início da gestação. Ela me sugeriu contratar uma doula porque me ajudaria muito na hora do parto. A principio neguei e agradeci, pois assim como não quis gastar com o parto, também não queria ter de pagar uma pessoa para isso. Disse que teria meu parto com a cara e a coragem (sabia de nada, a inocente). Ainda bem que marido foi muito mais sensato que eu e aceitou a idéia da doula. E foi assim que a Daniela entrou nessa história.
Agora estava tudo certo: 37 semanas, decisão pelo parto normal, amiga grávida no mesmo barco e doula pra ajudar a fazer tudo acontecer. Sempre desejei a cesárea, não por gostar de cirurgia, mas sim por não gostar de sentir dor (oh, céus!), porém sempre estive informada sobre tudo o que acontece no mundo dos partos normais. Lia relatos, assistia programas na TV, sabia dos procedimentos que eram aplicados… Engraçado, né? Era pra ser mesmo, a vida já estava me preparando a todo o momento, e eu nunca desconfiei de nada. Prefiro dizer que foi Deus, mesmo. Ele já sabia de tudo, como sempre. Em 3 semanas li ainda mais, me aprofundei em cada assunto, tirei dúvidas, assisti filme, mais programas de TV… Era o significado da palavra “empoderamento” se aplicando na minha vida.
Terça-feira, 39 semanas e 6 dias. Nada de sinais de trabalho de parto. O medinho de a gestação chegar às 41 ou 42 semanas às vezes batia, mesmo eu sabendo que isso não era problema. Estava sendo monitorada pelo GO que faria meu parto (ele era plantonista no hospital, na realidade. Deus tinha de me abençoar para poder ser ele no dia que fosse ter a Maria Eduarda. E eu confiava que isso aconteceria.) e ele já havia dito que, se não tivesse sinal do início do TP até o próximo domingo, eu seria internada para a indução. Vale informar que fiz todo o pré-natal com um GO, e meu parto seria feito por outro.
Como até então a ordem era descansar, eu que ficava em casa praticamente o dia todo sentada ou deitada, estava sendo massacrada cada dia mais por dores chatas nos quadris. Na terça-feira mesmo decidi ajudar a Duda a vir pra esse mundo. Fui ao shopping com a cunhada e o sobrinho pequeno e andamos por cerca de 5 horas seguidas. Eu poderia andar mais 5 horas, pois estava super bem. As dores sumiam quando andava. Saímos do shopping e, por orientação da Dani, fiz exercícios na bola de pilates. Dia super intenso e finalmente fui pra casa.
Tomei banho e, já deitada, falando pelo celular com a Thais sobre parto (claro!), senti umas mexidas muito fortes na barriga. Parecia que ela estava mudando de posição lá dentro. Nem deu tempo de achar muito estranho, senti uma dor e, ao virar de lado, ploft… a bolsa rompeu! Chamei o marido para confirmar se era aquilo mesmo, mas não tinha dúvida, o liquido não parava mais de sair. Foram minutos um pouco conturbados e até engraçados, porque minha mala ainda nem estava ponta, e fiquei meio desorientada com aquele líquido vazando, que cheguei a pensar em não ir para o hospital porque não queria que eles estourassem minha bolsa – oi?! – rs. Decidi ir logo para o hospital porque não conseguiria mesmo pegar tudo o que faltava, minha cabeça estava a mil e eu estava super feliz. Avisei a Dani e fomos.
Cheguei no hospital por volta de 1hr da manhã, fui examinada pelo GO de plantão que me informou: 1 cm de dilatação. Fiquei um pouco triste porque achava que com o mega passeio pelo shopping mais os exercícios na bola, estaria logo com uns 5 cm. Mas tudo bem. Logo a Dani chegou e meu marido precisou ir embora. No SUS, na sala de pré-parto, só é permitida a presença de mulheres, então ele só poderia assistir ao parto em si, quando chegasse a hora.
Não demorou e a Dani chegou. Confesso que estava meio sem jeito, sem saber o que aconteceria. A conhecia há bem pouco tempo, a tinha visto apenas uma vez e estava tímida. Entrava no banheiro para me trocar, pra ela não me ver nua. Ela com toda naturalidade ajeitou tudo e começou: massagem nas costas, exercícios na bola, cheirinho de canela (aromaterapia), música… Estava gostando muito de tudo aquilo!
Logo começaram as contrações, bem fraquinhas, todas desritmadas ainda. Caminhamos bastante, conversamos, rimos. As contrações vinham e eu parava, encostava na parede mais próxima, fechava os olhos, fazia uma carinha de risada misturada com careta de dor, esperava passar e logo continuávamos a caminhar. Eu sempre perguntava para a Dani se aquilo ia piorar, pois estava achando até tranqüilo. As pessoas passavam por nós e perguntavam, algumas desesperadas: “Ela está passando mal?”. Eu só ouvia, nunca respondia. A Dani dizia com a maior tranqüilidade do universo: “Não, não… é só uma contração!”. Risos. Isso me tirava a dor na hora, dava muita risada.
No quarto de pré-parto havia chegado uma grávida, bastante nervosa, ansiosa, louca por soro, louca por exames de toque, doidinha por uma cesárea. A apelidamos de “minha ocitocina natural”, pois sempre que eu olhava pra ela, vinha uma contração. Era impressionante, estava caminhando sem contração alguma, já por algum tempo, até desanimada, mas quando cruzava com ela, vinha na hora! Segundo a Dani, isso me ajudou bastante a ter as contrações mais ritmadas. Assim fomos a madrugada toda, e por volta das 8hr da manhã (acredito eu, não me lembro muito bem os horários) o meu tão desejado médico plantonista chegou e tive meu segundo exame de toque. Nada fácil, por sinal.
Fiquei toda inocente na maca, esperando ansiosa para saber se já tinha evoluído alguma coisa na dilatação e super feliz por o médico ali. Mas, quando ele fez o exame, aí sim eu quase morri! Não sei nem dizer como foi, sei que foi tão “forte”, tão “profundo”, que gritei… Uma, duas, três vezes. Foi muita dor, demais, tão grande que achei que ia parir ali naquela hora. Cheguei a subir o corpo pela maca, mas ele não parava. Depois que terminou, fiquei ali deitada, imóvel, olhos fechados. Só pensava: “porque ele fez isso? Eu confiava tanto nele, nunca imaginei que fosse fazer uma coisa dessas…”. Chorei, mais por dentro do que por fora. Só consegui derramar uma lágrima, mas não deixei isso me atrapalhar. A Dani ficou do meu lado o tempo todo, segurava minha mão e me pedia para ficar calma. Eu sabia que se me entregasse a minha tristeza ali naquela hora, nunca mais iria parar de chorar, ia desistir de tudo e não teria condições nem de enfrentar uma cesárea.
Respirei, ouvi as orientações da Dani, fingi que nada daquilo havia acontecido, abri os olhos e levantei para continuarmos nossa caminhada pelo hospital. Não ia ser isso que estragaria tudo. Depois fiquei sabendo que ele fez aquilo para ajudar na dilatação. Eu ainda estava com 1 cm e depois do toque, cheguei a 2cm. Não deixou de ser uma violência, penso eu, mas se foi para ajudar, valeu. Se não fosse também, pra mim não tinha problema. Como eu disse nada, muito menos isso, me faria desistir de tudo o que eu queria. E eu sabia que aquele médico era o melhor que eu poderia ter, então isso não me abalou, não.
Nesse tempo, fiz alguns exames de cardiotocografia, para ver como estavam os batimentos dela – estavam ótimos, sempre. Às 9:15h o médico avisa que, dali há duas horas, aplicaria o soro com ocitocina, para adiantar, pois a dilatação estava lenta e o colo do útero já estava quase apagado. Eu logo levantei o dedo e disse que não aceitaria o soro, e a Dani em seguida disse também que não o colocariam em mim, que dava muito bem para continuar sem ele. Falamos isso e ele saiu da sala, meio que aceitando nossa imposição. Achei aquilo demais! Ah, ele já estava perdoado pelo exame de toque dolorido, rs.
Andamos mais pelo hospital todo, para fugir do médico e do soro. Passaram as 2 horas e ele nem atrás de nós foi mais. Ótimo!
Não me lembro a ordem dos acontecimentos, mas fui para o chuveiro, fiquei mais tempo na bola, almocei em cima dela, mais massagem, caminhada, e aí começaram as contrações mais fortes. Nunca me esquecia de perguntar para a Dani se iriam piorar. A resposta era sempre sim. Passei por mais um exame de toque e estava com 4 cm. Esse foi o ultimo. Foram 3 no total.
Me lembro de estar deitada na maca e ouvir a Dani pedir licença para ir buscar algo para ela comer (ela estava sem comer NADA desde a madrugada, quando pisou no hospital). Eu, claro, disse que ela deveria ir sim, e fiquei sozinha. Nessa hora me bateu um medinho, porque já havia outra gestante na maca ao lado, quaaaase parindo, e chorava muito. Quando me vi sozinha senti medo, e as contrações vinham cada vez mais forte, e eu sem a minha doula. Peguei logo o celular e quando estava para mandar a mensagem suplicando a volta dela, eis que a vejo entrando pela porta. Ela voltou muito rápido, para a minha alegria. Foi um alívio muito grande e, se não pedi, me lembro de ter ao menos pensado em nunca mais deixar a Dani sair de perto de mim.
As dores fortes eram chatas, não posso negar. Em todos os momentos, a Dani sempre pedia para eu me conectar com a dor. Pra esquecer tudo que estivesse ao meu redor e pensar só nela, e para que ela servia. Era pra trazer minha filha ao mundo, então era pra sentir prazer com aquilo tudo e pensar que era menos uma contração. Foi fácil? Não! Mas é totalmente possível! Quando comecei a pensar em ter um parto normal, me vinha a mente que eu não poderia morrer sem ter passado por esse parto, e tudo o que o acompanha. Quando você sabe o que quer e não aceita outra coisa além daquilo, você consegue. Eu queria passar por tudo aquilo, inclusive pelas dores, então a solução era me entregar mesmo.
Me lembro do médico voltando na sala para me oferecer analgesia. Dessa vez, perguntei o que a Dani achava. Nessa hora, como estava mais vulnerável por conta das contrações mais fortes, tudo que pudesse me tirar daquela situação seria bem vindo. Mas eu procurava lembrar porque estava ali, e como queria que tudo acontecesse. A Dani disse que eu estava indo muito bem e que não precisava de analgesia. Era tudo o que eu precisava ouvir. Segui em frente, firme e tentando ser forte. O médico saiu para fazer uma cesárea e pediu para que nós, eu e a outra gestante ao meu lado, não tivéssemos bebê antes do retorno dele. Nessa hora a Dani ainda brincou: “Esse parto quem vai fazer sou eu!”. Dani, cuidado com o que você fala!
Resolvemos então voltar para o chuveiro. E foi ali que tudo mudou. Nessa hora eu já alertava a Dani de que “iria morrer”, que não estava agüentando mais. Devo ter falado isso umas mil vezes. Pensava: “Porque me meti nisso? Porque fui inventar de ter esse parto?”. Lá dentro eu já não tinha mais vergonha de nada. Eu já estava dentro de mim, não conseguia ver mais nada ao meu redor, nem pensar em qualquer coisa que não as contrações. Elas vinham uma atrás da outra, quase não tinha mais tempo para descansar.
A pressão lá embaixo já tinha começado, era uma sensação muito diferente. Eu me lembrava dos relatos que havia lido, das mulheres dizendo que o corpo pedia para fazer isso e aquilo. Saber disso me ajudou muito a entender tudo o que estava acontecendo. Fiquei sentada na cadeira debaixo da água, encostei minha cabeça na parede e ali apaguei. Finalmente era a tal “partolândia” que eu tanto havia ouvido falar. E eu achava que isso era “viagem” das gestantes. Eu simplesmente adormeci, não sei por quanto tempo, mas eu “sumi” dali. Segundo a Dani, ficamos quase 1 hora no chuveiro. Lembro que acordei e pedi para sair dali. Achava que ia morrer (de novo), porque estava muito abafado e senti minha pressão baixar. Fiquei com dó da Dani todo o tempo, imaginava o calor que ela não estava passando ali dentro, mas não conseguia falar nada, e não queria que ela saísse dali. Ela me enxugou, me ajudou a vestir minha camisola hospitalar de luxo e saímos.
A pressão era bem forte, eu já sentia vontade de fazer força, mas achava que não conseguiria, por conta da dor. Não imaginava como eu conseguiria fazer força com aquela dor. Pedi o “remédio” pra Dani, mas implorei para ela não sair de perto de mim. Imagina como ela ficou confusa, coitada. Eu pedia o “remédio”, mas não queria de verdade. Pedia porque era minha fraqueza. Numa dessas a Dani disse que já tinha pedido, e o médico já estava chegando com ele. Chegava gente da China, mas não chegava meu médico!
Em uma contração, senti uma vontade de gritar, um grito bem lá do fundo da garganta, incontrolável, e agachei ao pé da cama. Quando levantei, saiu um jato de líquido de mim. Olhei pra Dani e a cara era de espanto. Ela abaixou e viu a cabeça da bebê já aparecendo. Ela me disse que pensou que iria nascer ali mesmo, e ficou preocupada em conseguir algum pano para pelo menos forrar o chão. Ela só me pedia para ir para a maca, mas estava difícil até para andar. Logo veio uma enfermeira e pediu para eu subir em outra maca, para irmos para a sala de parto. Eu disse que não tinha condição nenhuma de sair de onde eu estava, que ficaria ali, e a Dani completou: “Ela vai ter o bebê aqui!”. A enfermeira, fofa, só concordou e perguntou sobre a episiotomia, e logo a Dani também respondeu: “Não vai ter episio”. Que maravilha! Estávamos chegando ao fim de tudo e não tinha sofrido nenhuma intervenção ainda. Eu podia contar o exame de toque dolorido como uma intervenção, mas lembra que perdoei o médico? Perdão liberado, assunto encerrado.
Finalmente consegui deitar na maca, e vi a Dani vestindo uma luva. Imagina meu pensamento: minha doula vai realmente fazer meu parto! O encosto da maca estava bem levantado, então fiquei numa posição quase sentada. Naquela hora, até se estivesse plantando bananeira estaria bom pra mim. Brincadeiras a parte, eu não queria era estar deitada, e isso já não aconteceria.
Comecei então a fazer força, quando me pediam. Finalmente o médico chegou. Achava que depois de duas forcinhas, no máximo três, já teria um bebê no meu colo. Se eu tivesse colaborado, talvez fosse mesmo. Segundo a Dani, quando o médico chegou, eu resolvi ficar tímida e fechava a perna! Me lembro dele vindo na minha direção com o dedo levantado, e eu pedindo para que ele não fizesse mais nenhum exame de toque porque não queria sentir mais nada entrando ali. A Dani riu e disse que não dava pra fazer mais nada, porque a cabeça dela já estava apontando! Me pediu para colocar a mão e sentir, mas eu não queria. Não queria que ninguém tocasse ali, nem eu, porque sentia ardendo já. Mas ele colocou a mão, não teve jeito. A Dani me avisou e disse que ele faria isso para tentar preservar meu períneo ao máximo das lacerações. Nem questionei, claro. Eu continuava fazendo força. Sem analgesia nem nada.
Finalmente saiu a cabeça. E o alívio é realmente imediato. Acaba o ardor, acaba a dor. É uma sensação única e muito gostosa. A mina preocupação agora era fazer sair o corpo. Fiz um pouco mais de força, senti o corpo dela deslizando e finalmente a Maria Eduarda havia nascido. As 13h15, 49cm e pesando 3.120kg.
Um corpinho muito gostoso, muito quentinho, foi muito emocionante. Logo me entregaram minha filha, ligada ainda a mim pelo cordão umbilical, que só foi cortado após parar de pulsar. Fiquei ali com ela e pude oferecer meu peito como tanto sonhei e que não seria permitido caso eu tivesse uma cesárea (meu outro GO já havia negado isso a mim, com a desculpa de que isso poderia causar uma infecção nela). Depois do corte do cordão, a levaram para aquecê-la. Logo me trouxeram aquele pacotinho de novo. Era muito mais do que eu imaginava, juro.
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Cinco minutos depois do nascimento dela, nasceu também a placenta. Achei que teria nojo ao vê-la, mas tive foi um carinho e respeito por ela. Pisei sem querer em cima dela e quase pedi desculpas. Me chamem de louca, mas foi isso mesmo que pensei. Era o alimento da minha filha, era algo especial para nós. E eu renasci.
Agradeci. A Deus. A Dani. E ao Doutor, que me disse que não havia feito nada, que eu tinha feito tudo sozinha. Só o que ele fez foi amparar a cabecinha dela, para não ficar caída na maca. Ah, que alegria! Nem eu acreditava em tudo aquilo que estava acontecendo.
Finalmente saí daquela sala e fui para a sala de parto, para fazer os pontos. Foram necessários, mas foram poucos, segundo o médico. Foi mais chato do que todas as dores, mas passou e eu estava nova em folha. Dizem que depois da cesárea as mulheres ficam meio dopadas. Já eu estava ligada no 220 v! Era muita adrenalina, muita emoção para uma pessoa só. Não conseguia nem sentir o cansaço, se é que ele existia.
E esse foi o meu tão sonhado e super cheio de surpresas, parto normal, natural. Com exatamente 40 semanas. Se eu faria de novo? Mil vezes, se fosse possível. Não vejo a hora de poder viver uma nova experiência, fazer o que não fiz nesse, viver mais, me conectar ainda mais, aproveitar muito mais. Ainda quando ando pelos corredores do hospital, me lembro de tudo e tenho vontade de chorar. De dor, de saudade, de amor.
Gratidão sempre eterna a Deus por me mostrar que eu sei e posso parir. A Dani, por ter sido essencial para que tudo acontecesse, e por ter sido tão carinhosa e amorosa. Ao meu médico e as enfermeiras fofas, que respeitam a mulher e o parto normal, mesmo sendo SUS. E ao marido lindo, que mesmo não gostando da idéia, aceitou e ficou feliz com tudo. Se ele assistiu o parto? Não! Não deu tempo… Mas o próximo ele não perde, podem ter certeza!”

Relato gentilmente cedido por Débora Loureiro para o blog ❤ Gratidão querida!

Corpo

“Escuta, o seu corpo não é um templo. Templos podem ser destruídos e profanados. O seu corpo é uma floresta – densas copas de árvores de bordo e flores silvestres de perfume doce brotando na relva. Você vai voltar a crescer, de novo e de novo, não importa o quanto você seja devastada.”corpo

Nosso corpo e meus devaneios

Se tem um tema que tem batido muito esses últimos meses é sobre o nosso corpo. Mais exatamente a quem de fato ele pertence.
Digo isso pois o tema tem se estendido desde uma conversa sobre gravidez ativa, pêlos, marcas de cesárea, slushaming, beleza, um documentário sobre a felicidade (“Eu maior”), a violência obstétrica, o nu até a volta do meu projeto “Musas de Si” (que para quem não conhece, fala sobre a ideia de ter como padrão de beleza nós mesmas, para sermos nossas próprias musas inspiradoras. Aqui um link falando mais: https://agrandegaia.wordpress.com/2011/05/25/musas-de-si/ ).

A quem, afinal, pertence o nosso corpo? Martela, martela e martela minha cabeça. Naquela sensação que diz : – Vai logo, faz alguma coisa!
Martela pela dor que vejo transpirando das pessoas. Martela a distorção de valores por coisas simples. Martela por ver mulheres se suicidando por ter mostrado sua sexualidade. Martela a beleza escondida por dietas, roupas e ilusões. Martela a sensação de paralisia, impotencia e silêncio por uma cesárea forçada. Martela a hiper sexualização das crianças. Martela o fato de eu ser um ser desperto, de entender que se sinto e posso fazer algo para ajudar e mudar essa realidade, pois então eu devo fazer. Não por mim. Não por um ideal. Mas por fazer parte. Por empatia em seu mais puro sentido. Eu também sou você que sofre.Image

Algo está sendo gerado aqui, e o nosso corpo será ouvido.

De volta para casa

Vídeo/ documentário lindo para todos aqueles que pensam em parto domiciliar, sendo como grávidas ou profissionais da saúde.
Eu chorei muito e percebi o tanto que ainda tenho que elaborar do meu primeiro parto, que foi uma cesárea.
Espero que faça você pensar e que nos dê forças para aprendermos com nossa natureza instintiva e selvagem. Sim, podemos parir em nosso ninho.
Visto aqui http://networkedblogs.com/BMXD6

De volta pra casa

(é só clicar no link)

Grandes abraços!

Ensaio Pré-casamento Ingrid e Fabiane

“Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (…) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.”
(Antoine de Saint-Exupéry, in ‘Cidadela’)

Tive o prazer de fotografar o ensaio deste casal, que apesar de todos os empecilhos provam que o que realmente importa é o amor.
Pela liberdade do amor, pois ele sim é importante.
Fotografia e edição:  Nathalie Gingold

Maquiagem: Reider Pereira

Local: Cachoeira do Mirtão
Making of: (é só clicar na foto)

Ensaio completo: (é só clicar na foto)

Primeira Expo Musas de Si= Sucesso!

Porque foi tudo lindo. Perfeito em cada imperfeição. Sincero em cada olhar. Emocionante em cada voz. Forte em cada gesto. E transcendeu em cada cor.
A primeira exposição do meu projeto Musas de Si foi mais que um sucesso, foi algo quase místico, que pulou o momento e se antecedeu à nova era.

Agradecerei infinitamente à todos que me apoiam e que me amam.
Vocês são SIM, MUSAS (e , pq não, MUSOS (?) )E me inspiram à fazer o melhor.

Só faltou agradecer à Camila Fernandes e à musa Fernanda Tavares!

Em breve fotos !

 

Primeira Expo MUSAS DE SI!

Flyer da primeira expo do meu projeto Musas de Si! Todos por Camila Fernandes ou  Mila F.

Aqui no blog eu já escrevi sobre o projeto. Não viu? Vai lá!! MUSAS DE SI

 

Ganhou o prêmio de fomento à cultura “Nelson Seixas” da prefeitura de S.J. Rio Preto, SP, em 2011.

Será na Casa Kenty, de Alexandre Kaldera   ! (Veja aqui reportagem)  O design da exposição contou com os incríveis Natália Shinagawa (arquiteta) e Diogo Moita (Designer), e também conto com apoio do Timbre Coletivo e artistas envolvidos, amigos, musas…enfim, mega time!

Além da exposição em si, teremos vários artistas falando através da arte, sobre o tema em debate: o que é ser Musa? O que é beleza?

Dança com a apresentação “Born never asked”, inspirada na obra da fotógrafa Francesca Woodman e interpretada por dançarinos clássicos e modernos: Carolina Campos e Thayná Barbosa da companhia Isadora Duncan e Roni Roda do Fusão de Rua.
Teatro com uma cena da peça “Kahlos”, sobre a vida de Frida Kahlos. Com direção de Milton Verderi e atuação de Vanessa Cornélio e Lawrence William Garcia.
Apresentação musical em homenagem às grandes musas da música, interpretadas por Alessandra Lofran e Victor Campos (ambos da banda Contos de Réis)
Karaokê ao vivo, onde a música é tocada na hora e quem quiser cantar é só pegar o microfone, com a banda Lolirock, dos músicos Daniel Verlotta e Bruno Ravagnani

E paines em grafitti inspirados nas musas por Patrícia Campos, Lucas Campos e Fátima Salomeh

Além de muita gente bonita e interessante, num local delicioso para se inspirar e se debater um tema onde todos estão envolvidos.
Será na sexta, dia 15 de junho, em S.J. Rio Preto, vem!!
https://www.facebook.com/events/400569503308360/

Flyer por Camila Fernandes Mila F


Conheça um pouco mais do projeto aqui:
www.wix.com/gingold/musas ou aqui:
https://www.facebook.com/pages/Musas-de-Si/393703130670430


Quero todo mundo lá!!! 

Ao invés de censura, amor por favor!

‎17 DE MAIO, DIA INTERNACIONAL DE LUTA E COMBATE A HOMOFOBIA.

Casamento Fabiane e Ingrid. – S.J. Rio Preto, SP – Abril-2012
Foto por Nathalie Gingold.

Slut Club

Clique e veja mais!

Fizemos um ensaio inspirado no filme “Fight Clube (clube da luta)”, só que só com mulheres.  Sim, mesmas regras.

Fotografia e edição: Nathalie Gingold
Produção e locação: Julia Caputi e Adriano Amendola
Modelos:  Julia Caputi, Natália Campanholo, Hellen Rosa, Carla Mariel, Marina Cananda, Raphaela França, Melinda Visalli, Arlete, Carla, Aline e Zeza.
Make up e efeitos especiais: Reider Pereira
Local: Espaço Contracultural Baratazul (Mirassol-SP)
E agradecimento pelo apoio para:  Fatima Salomeh, Jorge Etecheber, Galo de Briga, Unilago,  Espaço Contracultural Baratazul e todos os envolvidos que nos ajudaram de alguma forma.

As vezes me pergunto se o fizemos simplesmente para fazer um contra-ponto ao masculino (do filme) ou à liberdade de também poder fazer isso, mesmo sendo mulher. Será que dá no mesmo?

“Escutem aqui, vermes. Vocês não são especiais. Vocês não são um belo ou único floco de neve. Vocês são feitos da mesma matéria orgânica em decomposição como tudo no mundo.” (Clube da luta)

Não é incentivar algo violento, mas sim, se expressar de maneira livre e lúdica nossos instintos e impulsos primitivos, supondo que existam tais.
O nome é uma homenagem à “Slut Walk” (em português Marcha das Vadias) manifestação que ocorre em diversos países e que começou ano passado:

“A Marcha das Vadias ou Marcha das Vagabundas (em inglês: slutwalk) iniciou-se em 3 de abril de 2011 em Toronto no Canadá e desde então tornou-se um movimento internacional realizado por diversas pessoas em todo o mundo. A Marcha das Vadias protesta contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro pediram isso devido as suas vestimentas. As mulheres durante a marcha usam roupas provocantes: como blusinhas transparentes, lingerie, saias, salto altoou apenas o sutiã.”

Resumindo: é para questionar mesmo, subverter, colocar à prova, quem disse que o papel das mulheres é o da Donzela indefesa? Incapaz de se defender, de sentir raiva, de bater em alguém. Somos donas e protagonistas da nossa própria história.

Estereótipos? Tô Fora! E bora brigar! Hoje colocarei alguns cartazes e fotos 😉 Em breve, tem mais!

Ah sim! Simultaneamente ao ensaio, foi filmado um curta-metragem por Fernando Macaco…aguardem!!!!
Cliquem na imagem para verem o ensaio completo!

Clique para ver todas as fotos
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Musas de Si

1º Expo na Kenty, Rio Preto: 15 de junho!! Em S.J. Rio Preto, SP
https://www.facebook.com/events/400569503308360/?ref=notif&notif_t=plan_user_joined

Venha conhecer o projeto:
www.wix.com/gingold/musas

Musas 

e dê um curtir na fan page:
https://www.facebook.com/pages/Musas-de-Si/393703130670430

Preview Casamento Ingrid e Fabiane

Aqui uma prévia do casamento da Fabiane com a Ingrid, foi tão mágico e lindo…estou aqui me coçando para postar mais 😉
Foi em Abril, em S.J. Rio Preto, SP.

Aguardem…

Musas de Si

Clique e leia mais

Venha conhecer o projeto:
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Making of Ensaio Janis

E para quem ficou curioso e gostou do ensaio em homenagem à Janis Joplin com a querida Raphaela França, aqui vão as fotos do making of, com um pouco do local, produção e cenas engraçadas 😉

Fotos e tratamento: Nathalie Gingold

Produção: Raphaella França e Jaqueline Rosa

Make e cabelo: Reider Pereira

Assistência geral: Fernando Macaco

É só clicar na foto para ver a galeria!
Clica!

Preview Frida….

Em breve….ensaio em homenagem à Frida Kahlo…

Ensaio Janis Rapha Joplin

Este ensaio foi feito com alegria e liberdade.

Uma homenagem à querida e talentosa Janis Joplin. A Raphaela serviu de modelo pois transpira uma aura como a da cantora, embora seja atriz, é também fã do trabalho e da imagem desta que sempre estará marcada em nosso imaginário.
Incluí trechos de algumas músicas nas fotos.

Fotos e tratamento: Nathalie Gingold

Produção: Raphaella França e Jaqueline Rosa

Make e cabelo: Reider Pereira

Assistência geral: Fernando Macaco 

Aproveitem! Cry Baby 😉 Clique na foto e veja todas as fotos

Clique na foto para ver galeria

http://grooveshark.com/songWidget.swf

Me and Bobby Mcgee

Preview – Ensaio pré-casamento

Aqui, só uma foto para vocês terem o gostinho do ensaio das lindíssimas Ingrid e Fabiane, que se casam em Abril deste ano.

Escolhemo a natureza para ser testemunha deste belo casal.
Em breve, mais fotos.

Grandes abraços!

Libido #03

Terceira edição da Libido!
Tem ensaio masculino pra lá de sensual, textos sobre sexualidade, poemas e contos eróticos e muita, mas muita polêmica.

Atreva-se. Liberte-se. Libido.

Clique na imagem para ver a revista LIBIDO

Aqui você lê um pouco sobre a experiência do Valmir (modelo da Libido deste mês) de posar para mim. Nenhuma das pessoas que posaram para a revista são modelos profissionais e esta foi a primeira que fizeram um trabalho assim.
http://sopadedragoes.blogspot.com/2012/02/voce-nao-vai-acreditar.html
Abraços!

APAVOREXXX na Kenty

Editorial party Apavorexx na Kenty, teve arte, beleza, timbre coletivo, teatro, música ao vivo, diversão, profissionais e claro, cerveja 😉

 

Foto: Nathalie Gingold
Produção Executiva: Alexandre Kaldera

Make e look: May van Bell

Modelos: Nathália Gongora Silva , Rafaa Arcurio,  Daniela Barreira Sousa,  Vanessa Morelli , Kamila Moreira, Angelica Arcanjo (Raquel Felipe MGMT)

Clique na foto para ver a galeria completa !

 

Clique na imagem para ver galeria completa
Clique na imagem para ver galeria completa

Sexta 13 na Kenty

Editorial Party, dia 13 de Janeiro, na Kenty….demorei, mas postei!

 

Foto: Nathalie Gingold
Produção Executiva: Alexandre Kaldera
Make: Pâmella Mesquita
Look: May van Bell
Modelos: Nathália Gongora Silva , Daniela Barreira Sousa, Luana Verri, Ludmila Verri (Raquel Felipe MGMT)

E convidados: PoetizaPâmella Mesquita, Gerrah Tenfus, Thassia Almeida, Juliana Merengue.

Clique na foto para ver a galeria completa

 

Clique na imagem para ver galeria

Libido #02

Sexta-feira é um ótimo dia para lançar a Libido #02…

Esta segunda edição da revista Libido vem repleta de carinhosos beijos e demorados abraços.

Fotografei a Rapha, o Mauro e o Murilo, em estado de puro amor e sensualidade.

Seus lindos!

Cliquem na foto e boa sexta!

Para quem ficou curioso em ver a primeira edição, clica aqui:  https://agrandegaia.wordpress.com/2011/11/28/libido-01/

Grandes abraços!!!

Kenty’s house

#ocupeakenty 2012…. ja começou a invasão da arte….

Aconteceu na última quarta-feira (28/12) uma invasão de arte em S.J. Rio Preto!

No Studio Kenty vários artistas se reuniram para respirar arte, criar e claro, celebrar a vida!
E que venha 2012 com muita arte !

Alguns dos artistas que estavam por lá:

Alexandre Caldeira, Fernando Macaco, Lucas Campos, Reider Pereira, Wagner Orniz, Jef Telles, Pedro Gabriel Torres, Gerrah Tenfus, Marcos Madi, Vanessa Morelli, Daniela Barreira Sousa, Graziella Cavalcanti, Renato Alfer, Nathália Gongorra Silva….Esqueci de alguém?

Que prazer fazer parte disso tudo! Venha com tudo 2012!

A mulher selvagem 01

Hoje inicio um série de posts sobre um livro que amo: Women Who Run with the Wolves – de Clarissa Pínkola Estés (Mulheres que correm com os lobos).
Este livro é uma obra extremamente profissional, resultado de um trabalho exaustivo da autora em trazer à tona antigos mitos, que segundo ela, trazem a chave para nos entendermos melhor e entrarmos em contato com nosso lado primal.
Adoraria comprar um livro deste para cada mulher da minha vida, mas como ainda não ganhei na Mega, vou compartilhando pedaços dele para vocês acompanharem essa bela e incrível aventura para dentro de si mesmas.

Aqui o link para quem quiser comprar online

Enjoy:

“Uma mulher saudável assemelha-se muito a um lobo; robusta, plena, com
grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa,
leal, que gosta de perambular. Entretanto, a separação da natureza selvagem faz com
que a personalidade da mulher se torne mesquinha, parca, fantasmagórica, espectral.
Não fomos feitas para ser franzinas, de cabelos frágeis, incapazes de saltar, de
perseguir, de parir, de criar uma vida. Quando as vidas das mulheres estão em estase,
tédio, já está na hora de a mulher selvática aflorar. Chegou a hora de a função
criadora da psique fertilizar a aridez.
De que maneira a Mulher Selvagem afeta as mulheres? Tendo a Mulher
Selvagem como aliada, como líder, modelo, mestra, passamos a ver, não com dois
olhos, mas com a intuição, que dispõe de muitos olhos. Quando afirmamos a
intuição, somos, portanto, como a noite estrelada: fitamos o mundo com milhares de
olhos.

(não encontrei o autor desta bela imagem)

A Mulher Selvagem carrega consigo os elementos para a cura; traz tudo o que a
mulher precisa ser e saber. Ela dispõe do remédio para todos os males. Ela carrega
histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. Ela é tanto o veículo quanto
o destino.
Aproximar-se da natureza instintiva não significa desestruturar-se, mudar
tudo da esquerda para a direita, do preto para o branco, passar o oeste para o leste,
agir como louca ou descontrolada. Não significa perder as socializações básicas outornar-se menos humana.

Significa exatamente o oposto. A natureza selvagem possui
uma vasta integridade.
Ela implica delimitar territórios, encontrar nossa matilha, ocupar nosso corpo
com segurança e orgulho independentemente dos dons e das limitações desse corpo,
falar e agir em defesa própria, estar consciente, alerta, recorrer aos poderes da
intuição e do pressentimento inatos às mulheres, adequar-se aos próprios ciclos,
descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de
consciência possível.”  Trecho do livro Women Who Run with the Wolves – de Clarissa Pínkola Estés (Mulheres que correm com os lobos), todos os direitos reservados à autora.

O quanto estamos trilhando o caminho da mulher selvagem?

Wallpaper Banco+Cachoeira

Olá queridos, mais um wallpaper para vocês!

Essa foto foi feita no sul do Paraná, cidade de Agudos do Sul.

É só clicar na foto correspondente ao tamanho da sua tela e copiar a imagem, é presente ^-^ !

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Abraços!

Libido #01

Trago para vocês uma publicação repleta de beleza e sensualidade, tanto nas palavras, quanto nas imagens.

Libido.

Esta revista virtual tem como ideal buscar a libido, em sua forma, simbologia e sabor,  transcrevê-la, quase que literalmente.

Atreva-se e clique na foto…

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Libido #01

Festival Percussivo e Entardecer na Represa

Sempre que anunciam algo no anfiteatro da represa, tenho vontade de ir, só pelo lugar. Te garante um dos melhores poentes da cidade e ainda por cima regado à arte!

Domingo passado, foi a vez do Festival Percussivo!

E eu me acabei!
Me emocionei com a dança, com a música, com a beleza…e me acabei de dançar também!

Abaixo algumas fotos e em breve um video, por Fernando Macaco, aguardem!

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E aqui um incrível video, por Fernando Macaco

Velho Vento

Esse poema me faz lembrar de minha adolescencia, quando assistia às aulas de supletivo e minha querida professora Jadhe, me falava do poema.
Foto feita em Janeiro, na Praia Grande.
VELHO VENTO
(Fragmentos)
Velho vento vagabundo!
No teu rosnar sonolento
Leva ao longe este lamento,
Além do escárnio do mundo.
*
Tu que soltas pesadelos
Nos campos e nas florestas
E fazes, por noites mestas,
Arrepiar os cabelos.
*
Tu que sabes mil segredos,
Mistérios negros, atrozes
E formas as dúbias vozes
Dos soturnos arvoredos.
*
Que tornas o mar sanhudo,
Implacável, formidando,
As brutas trompas soprando
Sob um céu trevoso e mudo.
*
Que penetras velhas portas,
Atravessando por frinchas…
E sopras, zargunchas, guinchas
Nas ermas aldeias mortas.
*
Eu quero perder-me a fundo
No teu segredo nevoento,
Ó velho e velado vento,
Velho vento vagabundo!
(Cruz e Sousa)

Para ler o poema inteiro , clique > Velho_Vento

 

Abraços!

Wallpaper Pavão

Criando enquanto espero, aí vai para vocês um presentinho, um wallpaper exclusivo:

(é só clicar na imagem correspondente à sua tela e copiar)

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Ensaio Pin Up

Tudo começou com um contato da Tv Tem, sobre uma matéria no programa “De ponta à ponta” sobre os anos 50. Decidimos fazer um ensaio de pin-up no Lucy ‘n Burguer. Em dois dias o produtor Wagner Orniz foi atrás de tudo. E no dia do ensaio, todos ansiosos.

O Lucy’N Burguer é todo inspirado nessa época, com as cores, ícones (como  Marilyn e o Elvis) e até pratos, você se sente numa viagem ao tempo, em plena América do Norte. É fascinante.

Depois que a produção do Wagner Orniz e da May Van Bell (aliás, é dela a maioria dos figurinos, e quando eu digo “dela” quero dizer que ela os criou e costurou) chegaram…tive certeza: seria um ensaio incrível.

A modelo L. V., foi mostrando aos poucos seus traços de diva e o maquiador Carlos Martins, realçando cada detalhe…
A equipe da Tv Tem já estava à postos para as suas imagens, assim como o Fernando Macaco (que fez o Making of) e a Nádia (a solution girl).

Aos poucos começamos o baile…dois passos pra lá, luzes, música ambiente e um belo milkshake!

Depois seguimos para o estúdio Kenty do querido Alexandre Caldera, onde terminamos o ensaio com chave de ouro.

Queridos, equipe, profissionais: obrigada. Vocês são ótimos e o resultado não teria como ser outro!

Confiram as fotos!

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E confiram o incrível making of , filmado e editado por Fernando Macaco:

Ensaio de pin up feito no Lucy’n Burguer Rio Preto e no estúdio da Kenty, do Alexandre Caldera.
Modelo: Ludmilla V.
Fotografia: Nathalie Gingold e Wagner Orniz
Produção: Wagner Orniz
Styling: Wagner Orniz e May Van Bell
Make up: Carlos Martins
Hair stylist: May Van Bell
Making of: Fernando Macaco
Assistente de fotografia e produção: Nadia Nagel

Agradecimentos à Anderson Müller e Bárbara Scossa,

da Tv Tem, que gravou uma matéria, juntamente com o ensaio pro programa “de ponta à ponta”
Obrigada à todos!

Bodas de Prata Jamil e Adislei Nassif

“25 anos passam rápido quando o amor é o alicerce de um lar como o de vocês.”

Foi um prazer fazer a festa de Bodas de Prata do casal Jamil e Adislei Nassif. Num clima extremamente sofisticado e intimo, eles reafirmaram seus votos e mostraram o quanto o amor, quando visto com os olhos do tempo, soa belo e harmonioso. Emoção é pouco. Ver os filhos, os amigos e os parentes ali, chorando de emoção e acompanhando com carinho cada palavra da história do casal.

Parabéns mesmo. Que venham mais 25 anos de amor e harmonia!!!

A cerimonia e festa foram realizadas na casa do casal e a decoração foi feita pela Astérias Flores (17) 322 778 07

Confiram as fotos:

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Preview Ensaio Pin Up

Fiquem com o gostinhao de quero mais…

Ensaio de pin up  feito no Lucy’n Burguer Rio Preto e no estúdio da Kenty, do Alexandre Caldera.

Modelo: Ludmilla Verri
Fotografia: Nathalie Gingold e Wagner Orniz
Produção: Wagner Orniz
Styling: Wagner Orniz e May Van Bell
Make up: Carlos Martins
Hair stylist: May Van Bell
Making off: Fernando Macaco
Assistente de fotografia e produção: Nadia Nagel

Agradecimentos à Anderson Müller e Bárbara Scossa, da Tv Tem, que gravou uma matéria, juntamente com o ensaio pro programa “de ponta à ponta”

Aguardem…

Casamento Manú e Thi

Este casamento é daqueles que, além de um incrível trabalho, nos traz amigos e boas lembranças.

Eu e o casal, nos entendemos de primeiro, conversamos e eles foram me explicando os detalhes da festa. Me contaram a história deles, que já conta 12 anos de namoro. Me falaram sobre a lua. Me falaram sobre a vida. Me falaram de amor. Eu estava ansiosa para participar da festa, sim, porque neste caso eu me sentia parte daquilo tudo, daquela felicidade e amor. Não só como simples espectadora que sou, mas como um detalhe importante do todo.
No dia 16/07/2011,  eu e o Fernando Macaco acompanhamos os noivos se preparando para a festa.

O casamento foi todo feito num restaurante em Mirassol, no lindo e requintado LA NOSTRA BEA   ,  foram 15 convidados e um carinho enorme envolvendo cada detalhe.
Aos poucos fomos rodeados por aquela linda família, em cada conversa, em cada olhar…me senti mais do que lisonjeada (e, porque não sortuda?!) de estar ali, naquele exato momento, de poder fazer parte de algo tão mágico. Momento este que, como venho contando, contagiava.

Fiquem com as fotos, e contagiem-se por este lindo casal:

Clique aqui para ver a galeria completa

Casamento Carol e Wellington

 

“O milagre do amor é que ele nos é dado para que possamos dividi-lo com os outros.”

 

Tive o prazer de fotografar o belíssimo e requintado casamento da Carol com o Wellington.

Ela se preparou no Laimer Hair Studio http://www.laimer.com.br/ . A cerimônia religiosa e a festa foram no O.B.B. ( Organização Bernadete Buffet ) – www.obbbuffet.com.br 

 

Clique na imagem para ver galeria completa

 

Grandes abraços!

 

 

Musas de Si no Jornal Bom Dia

Hoje foi publicada uma matéria sobre o meu projeto “Musas de Si” no jornal Bom Dia Rio Preto, aqui da cidade. Tivemos o privilégio da capa do caderno Viva com uma ótima matéria falando do projeto. Fui entrevistada pelo jornalista Fernando Belucci durante a semana e ele conseguiu transcrever boa parte da idéia, ele também entrevistou uma das retratadas no projeto, a Jhenifer.

Para quem ainda não viu, já escrevi no blog sobre o projeto, aqui

Enviei algumas fotos e : voilá!

Quem quiser ler a matéria completa, ou compra o jornal ou (para quem não é de Rio Preto) entre aqui: http://www2.redebomdia.com.br/flip/rio_preto/2011/5/29/index.html que é uma versão online do jornal.

Só tenho um detalhe, ele errou o nome do livro na matéria…colocou Musas EM si. Mas, nada que uma nota não resolva 😉

Grandes abraços e muito obrigada ao jornal por incentivar projetos artísticos da nossa cidade, precisamos cada vez mais disso!

Metamorfose e Ademar Guerra

Como vocês já devem ter visto, em post anterior ( aqui ) faço parte de um grupo de intervenções urbanas chamada de Cia. Núcleo 2 , e estamos com o projeto do “Processo Metamorfose”.  E porque esse nome? Pois transforma uma intervenção urbana, totalmente teatral, em algo audiovisual, em um curta-metragem. Ou seja, o registro do momento já é diferenciado e se transmuta em audio e video, tomando novas e diferentes formas.

No grupo: Jef Telles, Fernando Macaco, Gustavo Hidalgo, Cássio Henrique e eu !

Bom, este ano estaremos com duas intervenções “oficiais” no Festival Internacional de Teatro (FIT) de São José do Rio Preto,SP, cidade sede do nosso grupo. Dê uma olhada aqui:

Como as coisas estão

Linha do Tempo

E também fazemos parte do projeto Ademar Guerra Ademar Guerra :

“Criado em 1997, o projeto do Governo de São Paulo tem por objetivo propiciar orientação artística a grupos teatrais em atividade no interior e litoral do Estado.”

No último sábado recebemos o nosso orientador, que seguirá no acompanhando até o fim do ano.

Ele é o Clayton Mariano, confiram um pouco da carga dele:

” Clayton é formado pela escola de Arte Dramática em São Paulo (EAD/ECA/USP) e bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo. É fundador do grupo Tablado de Arruar    no qual se dedica ao trabalho de ator e pesquisador de teatro e intervenção urbana. Junto com sua companhia esteve recentemente em Berlim para a montagem do espetáculo Haut aus Gold/Novos Argonautas (estréia prevista no Brasil em 2010) com direção de Tilman Koeller e seu coletivo em parceria com o Maxim Gorki Theater de Berlim.
É organizador do livro Teatro de Rua em Movimento 1 e como autor prepara mais duas publicações para serem lançadas no próximo ano.
E participou como ator do filme “Lula, o filho do Brasil”  , como o personagem Lambari.”  Visto  aqui

Veja mais trabalhos aqui 

Foi um encontro incrível, com uma  intensa troca de informações e de idéias. Em breve mais informações dos encontros e também dos nossos ensaios, que serão divulgados, tanto aqui quanto no www.glupt.org

Aqui, algumas fotos o encontro:

Clique aqui para ver a galeria completa

Grandes abraços e até o próximo post!

Musas de Si – Atualizado

 “essa imagem de si de que o outro reveste você e que a veste e que, quando desta é desinvestida, a deixa? O que ser embaixo dela? (…) sua nudez ficou por cima a lhe dar seu brilho?” (LACAN, 2003, p.201).

CORPO IMAGEM LACAN

Hoje irei falar sobre um projeto: Musas de Si.

Tudo começou meio que sem querer, com o ensaio da  Jhenifer quando estava grávida. Ela me pediu: quero um nu. E o seu resultado foi inesperado e interessante, após o ensaio, ela olhou para as fotos e não gostou de quase nenhuma. Não que meu trabalho tenha que ser bom sempre, mas eu não via o que ela estava vendo. Eu não encontrava as imperfeições e críticas naquele ensaio, ele estava inexoravelmente belo e forte. Ela sequer quis pegar as fotos naquele dia. Eu fiquei pensando a respeito e deixei as coisas como estavam, escolhi as fotos que mais gostei, editei e aguardei. Isto foi em maio de 2010.

Um pouco antes disso tudo, eu havia me deparado com alguns textos sobre o corpo e a imagem de Lacan e percebido o quanto a imagem está ligada à nossa identidade e às movimentações psíquicas, colocando em xeque a nossa percepção daquilo que é realidade. Nem quando nos olhamos no espelho enxergamos o que é real. Tanto pelo próprio objeto, que nos mostra invertido, quanto pelo nosso olhar, impregnado de significados e significantes. “O real não é a realidade” (Santaela). É aquilo que o Simbólico não consegue simbolizar e que sobra como resto do Imaginário.

Em torno de dois meses depois ela veio buscar as fotos e desta vez, olhou para as fotos e se emocionou. “Estão maravilhosas” ela me disse.

Todo este processo me encantou e percebi ali uma possibilidade quase terapêutica de trabalho com a auto-imagem da retratada.  Me deparei também com todo um campo de estudo tanto na área mais técnica da fotografia (estudo de luz sobre o corpo nu), quanto no questionamento  simbólico/social acerca da beleza.
No caso específico do ensaio da Jhenifer o que interferiu foi o fato de que ela estava passando por momentos delicados em sua gravidez, que refletiu em sua identidade corporal.

Achei a idéia de fazer ensaios de nus femininos, buscando esta reflexão, tão incrível que comecei a estruturar meu projeto.

O que quero com esses ensaios é dar voz ao corpo, é deixá-lo gritar sem mordaças sociais. Quero deixá-los livres para falar, tanto com quem está de fora, quanto com a própria pessoa retratada. Comecei a falar com algumas amigas e colegas sobre a ideia e as candidatas foram aparecendo aos poucos, meio tímidas no início, mas cheias de vontade de trazer algo à tona. Decidi que queria fazer um livro, compartilhar este projeto com outras pessoas, com quem não estava envolvido e com quem só estava curioso.

Isto tudo começou em Setembro de 2010, de lá pra cá, fiz 20 ensaios, com a mais variada gama de personalidades e belezas. Com mulheres de São Paulo e São José do Rio Preto, SP. Com escritoras, secretárias, estudantes, mães, agentes de viagens, jornalistas, advogadas, dançarinas, ilustradoras, atrizes, pesquisadoras, sendo o único critério de seleção o fato de ser mulher e de querer entrar em profunda reflexão de seu próprio corpo e beleza.

Com este primeiro post, inicio uma série falando deste projeto, de seu andamento e de suas peculiaridades. Não postarei fotos dos ensaios que mostrem o corpo das modelos, mas sim, algumas de perfil.

Farei exposições antes do lançamento do livro, que serão devidamente divulgadas.

Algumas das modelos, já escreveram sobre os próprios ensaios, confiram:

Mila Fernandes

Nathy Silva

Paty Soares

Roberta Nunes

Fernanda Tavares

Estar do outro lado dos ensaios foi igualmente mágico e eu me senti entre deusas. Entre Musas gregas .
Deusas dos olhares. Deusas das curvas. Deusas das sombras e das luzes. Deusas registradas pelas lentes de uma mortal, pasma de tanta beleza, de tanta vida e de tanta coragem.Mulheres lindas e normais, sem as imposições sociais do que é ou não belo.

Cada uma com um ensaio completamente distinto, sendo o nu o único ponto em comum.

Musas de Si pois inspiram, através da própria beleza, a transformação da realidade, da arte, do mundo, do outro, de si mesmas.

Márcia Oliveira, SP.

“Não é sair bonita na foto que faz uma mulher se sentir bem. É sentir-se bem que faz uma mulher sair bonita na foto. ” ( Mila Fernandes )

Que sejamos a beleza que queremos no mundo.

Até o próximo post!!!

Casamento Sandra e André

“… E os dois tornar-se-ão apenas um!”

Tive o prazer de fotografar o belíssimo casamento da Sandra e do André.

A noiva se preparou no salão Romano Cabeleireiro , a cerimônia religiosa foi na  Paróquia Menino Jesus de Praga e a festa na Casa de Portugal .

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Grandes abraços!

Monkeys

Monkeys…

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Fotos tiradas no Bosque Municipal de S.J.Rio Preto,SP

Praia Grande

Praia Grande, Praia Grande beleza e glórias mil;
espelho do mundo inteiro e grandeza do meu Brasil;
Praia Grande, Praia Grande, orgulho de uma nação;
o seu lema é trabalhar com a força da união;
Praia Grande, Praia Grande, coberta com um céu de anil (bis);
com as estrelas brilhantes no coração do Brasil”.

Foi oficializado em 25 de abril de 1990 como HINO da Estância Balneária de Praia Grande a música “PRAIA GRANDE”, letra e música de autoria de Oscar Gomes Cardim.

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Sampa

Nasci e me criei na maior cidade da américa do sul. Tenho tantas lembranças de lá, que um simples post seria inútil para tentar contar.

Esses dias dei uma passadinha por lá, pois precisava ir ao consulado francês, aproveitei e dei uma voltinha pelo centro e tirei algumas fotos.

Eu sempre fui fascinada pelas formas e pela singularidade da cidade.

Espero que vocês gostem 😉

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Grandes abraços e muitas saudades…

Preview Ensaio Jhenifer Grávida

Em Breve….

Grandes Abraços!

Site no ar!

Puxa vida, depois de uma maratona, onde tive que escolher as melhores fotos, editá-las, escolher as sequências, escolher o layout…Heis que surge das cinzas do blog, o meu site! www.gingold.com.br

Com uma postura mais focada em fotografia, e com um layout super Nextel (ou seja, prático) ele vem trazer o melhor do meu trabalho, na área de Still, Eventos, Ensaios femininos. Incluí também uma galeria mais artística, com fotos aleatórias-Imagens.
Entrem lá, conheçam mais do meu trabalho e indiquem para seus amigos!

Eu espero que vocês gostem do site, que foi feito por uma grande amigo meu, e grande profissional da área de Web/Design, o Diovane, conheçam o site dele também www.diovane.com e se precisarem, façam um orçamento também 😉

Grandes abraços e sucesso a todos nós!

Ensaio Bianca-Fim dos tempos

Desta vez, optei por deixar as fotos falarem por si mesmas.

Grandes abraços

Meu jardim

Estes últimos dias, tenho feito muita coisa…sabem como é final de ano…. E hoje a tarde, resolvi meditar um pouco e fotografei o meu jardim. Para mim, são elementos únicos, singelos e complexos. As cores e formas quando se encontram com a luz….se transformam.

Espero que gostem. Desta vez, se você quiser ver a galeria completa, clique na foto que você irá para o Flickr. Lá as fotos são organizadas e carregam bem mais rápido, espero que facilite!

 

Clique na imagem para ver a galeria completa

Grandes abraços!

 

Livia Hair Show

O Lívia Hair Show 2009, aconteceu no dia 19 de Outubro, em S.J. Rio Preto, SP.

Este evento foi realizado pelas Lojas Lívia em comemoração ao Dia do Cabeleireiro, mostrando todo o apoio que dá aos profissionais de beleza da cidade.

Mais de 2 mil profissionais assistiram as apresentações de cortes e penteados dos mais renomados Hair Styles do pais, que foram:

-Marcelo Righetti – TAIFF, Leandro Pires – PROART, Márcia Maria – WELLA, Célio Faria – L´Oréal Professionnel, Angelo Marx – MATRIX.

Eu fotografei todo o evento, confiram aqui no site das Lojas Livia e aqui na minha galeria: (clique na foto)

Livia Hair Show-Nathalie Gingold-1742

Grandes abraços à todos! Foi um prazer prestigiar os profissionais de beleza de S.J.Rio Preto! Parabéns !