Vamos desmistificar o nosso corpo?
Site mostra e relata (em inglês) várias mulheres e seus corpos pós-gravidez.
Sabe aquelas atrizes famosas que, em dois dias depois do parto já estão magras e em forma? Desculpa, mas é mentira.
O que quero dizer é: vocês não estão sozinhas e não, seu corpo não é feio por ter mudado. O valores da nossa sociedade é que são.

Eu posso confessar que em relação ao meu corpo, a gravidez não o mudou muito.
O que aconteceu foi:
engordei 13 quilos na minha gravidez, não tive estrias e afins, a Sophia nasceu e em 5 meses já tinha emagrecido uns 20 quilos (sim, no final, eu emagreci mais que o necessário). Durante os primeiros meses pós nascimento, minha barriga estava super flácida, e a sensação era super bizarra. Meus seios cresceram bastante (sendo que, normalmente são piquitinhos) e amamentei a minha filhota até seus 10 meses.
Hoje em dia, posso dizer que a única marca corporal que tive da minha gravidez é a da cesárea.
E sabem de outra coisa interessante? Depois da gravidez, passei a sentir mais o útero. Sério! Como sentimos o estômago, sabe? E acho que, ao invés do coração, passei a sentir com meu útero.

Mas, nem sempre acontece com as mulheres o que aconteceu comigo, e isso não é motivo de vergonha ou mesmo de “feiura”. Ao contrário das modeletes/atrizetes que desfilam com seus corpos em forma uma semana depois de parir, meu corpo foi se ajustando, se adaptando. Aos poucos. E, assim como minha cicatriz vejo as marcas de gravidez com orgulho, orgulho de ver o corpo mudar, amadurecer, vencer. Temos que falar sobre isso e pararmos de cobrar da mulher esse lance de beleza estereotipada.
Beleza vai muito além. Beleza é se sentir bem e segura com o seu corpo, e isso implica em entender que ele não terá 15 aninhos de idade pra sempre. E isso é LINDO!
Outra coisa interessante, é que durante a gravidez, ninguém lembra de acolher a mulher nessa mudança corporal, que é brutal! Pensa, nosso corpo muda, cresce em anos… cada detalhe tem seu tempo. Mas, durante a gravidez ocorre uma mudança corporal muito grande, e é normal se sentir estranha, não se reconhecer, ou até se sentir mal. Se falássemos mais sobre isso, as sensações ruins diminuiriam, pois quando há consciência, acalanto e respeito, a adaptação é maior e mais eficiente.
Vamos falar sobre isso?
Aqui, alguns links que falam do mesmo assunto:
“A imagem vendida do corpo por si só não representa sua totalidade. O nosso corpo é todo especial porque traz a gente dentro dele. É como se fosse uma casa na qual a gente mora a vida toda. E tanto tempo em um lugar deixa marcas. Nós não somos apenas as nossas estrias, mas sim, somos as nossas estrias. As nossas rugas, cicatrizes, manchas, olheiras… tudo isso é um pedaço da nossa história que ficou marcado em nós.”
http://ativismodesofa.blogspot.com.br/2012/08/as-linhas-da-nossa-historia.html
”
O projeto “Corpo de Mãe” foi pensado por mulheres reais para dividir com outras mães (e grávidas), como nós somos de verdade!
Porque o padrão de beleza imposto pela sociedade passa longe da realidade.
Mande a sua foto através do email: corpodemae@gmail.com
(Não precisa se identificar, se assim achar melhor)
Em breve também receberemos depoimentos ![]()
Se quiserem participar, mandem as fotos no: corpodemae@gmail.com (anonimamente, se prefeir)
“A beleza ainda é mais difícil de contar do que a felicidade.”
Simone de Beauvoir