O mapa astral inicial

Estou numa nova fase de minha vida, onde aceito os dons que tenho e os coloco a serviço da transformação do mundo.
Já são antigos meus estudos em astrologia, mas agora, venho oferecer interpretação do mapa astral, onde faço a leitura dos planetas e signos astrológicos.
Quem tiver interesse neste serviço, é só entrar em contato pelo email: nathgingold@gmail.com , serei muito grata em atendê-los.

Aqui, um pouco das funções dos planetas nos signos Astrológicos

Os signos representam as energias básicas da Astrologia. São os arquétipos (ou símbolos) primordiais, dos quais surge todo o conhecimento astrológico.

Planetas pessoais nos signos
Sol Sol Como a pessoa é (o ser), como experimenta a vida e expressa a sua identidade
Lua Lua Forma como a pessoa reage com base na sua predisposição do subconsciente, como se nutre emocionalmente e usa a sua sensibilidade
Mercúrio Mercúrio Modo como a pessoa se expressa e como comunica, como aprende e usa suas habilidades mentais
Vénus Vénus Como expressa o seu afeto, como se sente apreciado e se dá aos outros, como se valoriza e usa seus recursos
Marte Marte Como a pessoa afirma e expressa os seus desejos, como usa a sua capacidade de iniciativa, se é independente e como expressa a sua individualidade
Planetas Sociais nos signos
Júpiter Júpiter Como a pessoa procura o seu crescimento pessoal, direção de vida, experimentar a confiança na vida, como expressa a sua verdade interna
Saturno Saturno Forma como a pessoa procura estabelecer e preservar o EU através da responsabilização e do seu próprio esforço, a sua estruturação e se sabe colocar limites ao que a si é externo, como e onde expressa os seus medos
Planetas transpessoais nos signos
Úrano Úrano Estes 3 planetas representam profundas fontes de mudança e são considerados como planetas com energia profundas transformadoras. A posição destes planetas nos signos indicam atitudes de gerações, no entanto no mapa astrológico Natal individual, os signos onde se situam representam menor importância do que o posicionamento dos planetas nas casas e os seus aspectos
Neptuno Neptuno
Plutão Plutão

Interpretação do Mapa Astral, Pontos chave

Interpretação do Mapa Astral, Pontos chaveÀ medida que se aprofunda o estudo de interpretação astrológica, torna-se mais simples descobrir um método de leitura que seja mais fiel e intuitivo e que nos ajude a ter uma consciência mais clara sobre este labirinto, que é a interpretação do Mapa Astral.

Pontos chave na interpretação do Mapa Astral

É necessário ter em conta que, esta é uma visão de interpretação do mapa astral muito básica e dirige-se a pessoas que se querem iniciar na arte de interpretação astrológica. Com o tempo, conhecimento, experiência e sabedoria,  estes aspectos nos servem simplesmente como ponto de partida para uma visão mais abrangente, intuitiva e fiel à essência do próprio horóscopo individual.

Planetas

Os planetas em astrologia, representam no horóscopo  princípios básicos de experiência ou energias e vida. Os planetas aparecem em cada mapa astral individual, no entanto, manifestam-se de diferentes modos e com potencias e potenciados de formas diversas.

Signos do Zodíaco na interpretação do mapa astral

Os signos representam estilos ou modos de expressão  Os signos, na interpretação do mapa astral, são as lentes através das quais as energias planetárias se filtram e brilham, adquirindo sombras e intensidades variáveis  Apesar de todos os mapas apresentarem todos os signos, no entanto tem diferentes graus de importância dependendo do todo representado pelo horóscopo individual.

Casas Astrológicas

As casas Astrológicas representam, na interpretação do mapa astral, campos de actividade  ou áreas de experiência que serão destacadas consoante a afluência energética da presença e planetas ou outras influencias significativas que evidenciam determinadas áreas de vida. As casas abrangem tudo o que se relaciona com a vida, no entanto cada casa adquire diferentes níveis de importância e destaque, dependendo da configuração gráfica do horóscopo individual.

Aspectos Astrológicos

De acordo com cada representação gráfica do horóscopo individual, surgem ligações angulares entre os astros e outros elementos tidos como importantes na interpreta ao do mapa astral, que representam as forcas que se unem entre os planetas. Os aspectos criam uma estrutura dinâmica no mapa astral que revelam forcas e padrões  conscientes ou inconscientes que se revelam nas mais diversas áreas de vida e situações.

Assim, conclui-se que, de uma forma de interpretação do mapa astral individual mais superficial, cada unidade de leitura e a representação de uma energia planetária que se manifesta através de um signo em particular enfocando os assuntos da casa na qual esta colocada e unindo-se ao resto do mapa pela posição.

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Relato de Parto Domiciliar Isa e Gael

“EI, VC, JÁ LEU UM RELATO DE PARTO?
Dia 18 de julho de 2014. Eu sabia que aconteceria nesta data, na virada da lua minguante. Todo dia de manhã olhava a folhinha do calendário e contava quantos dias ainda faltava pra encontrar o Gael. A espera pelo nascimento mais parecia a ansiedade que eu sentia quando estava interessada em um cara: “Será que é hoje que vai acontece algo? Será que vai me ligar?”
Pois bem. Na noite anterior, três bruxinhas (Nath, Talita e Sophie) fizemos meu chá de bênçãos. Uma noite nem quente e nem fria, com fogueira, elementais, incensos, urucum e orixás. De fundo, uma música que me dizia: “Siente que el momiento llegas.” Eu sentia. Fui pra casa me sentindo plena e com algumas dores. Eu já estava nos pródomos fazia uns dias, então nem dei muita bola. Deitei com eles, Gael e a dor.
Sete horas da manhã do dia 18 de julho. Era pra ser mais um xixi matinal mas aquele veio acompanhado do meu tampão mucoso. Deu-me um aperto no coração! Olhei pra barriga e disse: “Chegou a hora, Gael. Vamos nos despedir da barriga, pois logo você estará aqui fora comigo.” E assim foi. As dores da noite passada haviam progredido. Comecei a contar o intervalo entre as “cólicas”. 3 em 3 minutos. Entrei em contato com a parteira-amiga Lucélia, que logo apareceu em casa. Engraçado que por mais que eu tivesse certeza de que aquilo era o início do meu trabalho de parto, algo não me deixava acreditar que, de fato, era. Poderia muito bem serem só os pródromos. Acho que foi por isso que eu não quis acreditar 100%.
A Lu achou melhor ir pra casa, pegar o restante do aparato e voltar aqui pra casa. Enquanto isso fiquei sozinha com a dor, me conectando com meu corpo e sentindo todo aquele movimento uterino. Sabe-se lá como consegui fazer um bolo, pra deixar pro pessoal comer durante o TP (o famoso bolo sabor contrações…rs). Enquanto isso, avisei as amigas-doulas Nath e Talita, e o amigo Samuel, quem faria a filmagem do parto.
As dores. Ahh, as dores!!! Se não fossem as paredes de casa pra me apoiarem. Comecei a ver qual a real das vocalizaçãoes. Todo mundo dizia que ajudava, que era importante. Tentei e achei estranho, bobo. Mal eu sabia que horas mais tarde eu estaria uivando no apartamento.
Lu voltou e logo chegou a outra parteira. Talita apareceu aqui com uma caixa de comidas. Minha cabeça não conseguia assimilar o que estava acontecendo. E no meio de um pensamento e outro, mais dores. Resolvi ir pro banho, pelando! A água quente mais parecia um afago de mãe, de tão confortante. Lu me vestiu: “Você precisa ficar bem quentinha, Isa. Parto é fogo, é calor.”
A piscina começou a ser cheia. Eis aí meu primeiro drama: o barulho, a movimentação que foi encher a piscina. Sempre me considerei uma pessoa tolerante mas naquele momento, eu queria apertar o MUDO do apartamento. Eu gemia de dor. Não queria barulho nenhum. Queria atenção silenciosa. Só isso.
Mesmo sem conseguir racionalizar a situação, minha intuição me dizia: “Você precisa se alimentar, comer bem.” Era sinal de que meu corpo precisava de energia para as horas que viriam pela frente. Comi legumes cozidos. Parava de mastigar a cada 3 minutos por conta das dores. Como me incomodavam! O lado bom das dores eram as massagens que eu recebia a todo momento.
Houve uma hora em que as contrações deram uma espaçada. Resolvi deitar um pouco e descansar. Doce ilusão! Ficar deitada durante as contrações mais parecia tortura chinesa (rs)!
Por volta das 15h a Nath chegou. Não lembro se nesse momento o Samuel já estava aqui mas acho que não. E assim seguiram as próximas horas: dores, massagens, uma conversa aqui, outra ali. Por falar em conversa paralela, isso também me incomodou. Eu havia escrito no meu Plano de Parto que queria silêncio, sem celular e tal. Não foi o que aconteceu.
Por volta das 17h eu senti que o parto iria engrenar. Na penumbra da sala e com minha playlist de Daime e Ayahuasca, minha preta velha chegou, na sua força e energia, de emocionar os mais sensitivos e sensíveis seres que ali estavam. Pra mim, foi o divisor de águas. A partir dali, tudo começaria. Eu já predizia que o Gael nasceria durante a noite e assim começamos a caminhada.
Eu leoa, loba, comecei a sair da toca. Uivos, gemidos de dor. A cada contração que passava eu dizia: “Menos uma.” Lembro-me de ter pedido silêncio. Vinha da cozinha um barulho insuportável. Neste momento de total conexão com meu corpo, eu não queria nada além de ouvir o som e ficar quietinha. Mas tantas vezes vieram falar comigo durante as contrações. Poxa, como aquilo incomodava! Meu corpo se esquivava das vozes.
Resolvi tentar a piscina. A noite tava fria, a água, morna. Minha vontade era de ficar em frente ao aquecedor e não sair mais dali. A sensação de estar na água dava outro sentido às contrações, que ficaram um pouco mais suportáveis. A cada dor, eu abraçava a Nath, a Lu. Era como se eu dissesse: “Não me deixe aqui sozinha, por favor.” Eu tinha a necessidade de saber se o TP estava evoluindo. Perguntava, constantemente, quantos centímetros já havia dilatado. Não lembro mais a evolução da dilatação ao longo do tempo, o que sei é que a linha púrpura me salvou de alguns toques (não todos, infelizmente).
Lembro que a equipe me pedia, de tempos em tempos, pra mudar de posição, pra ir pro chuveiro, pra bola, pra banqueta. Mas ali, no cantinho da piscina, eu estava num trabalho árduo. Só eu sei quanta energia eu coloquei ali. Resolvi tantas coisas com o Gael, com meus mentores espirituais. A tarefa era perdoar. Meu filho estava vindo pra me ensinar o perdão e, enquanto eu não me perdoasse e não pedisse perdão à ele, ele não nasceria. Eu tinha consciência disso. Por isso, pouco me importava se a bolsa estava íntegra, se eu estava de cócoras na piscina, quicando na bola ou de pé fazendo a dança pro bebê encaixar. Era isso o que eu queria, que fosse naturalmente um processo não só de nascimento do Gael , mas também da minha morte. Sentir-me morrendo foi uma experiência única. Em muitos momentos era como se eu estivesse sumindo. E acho que muitas vezes eu sumi da sala e de mim mesma. Mas tiveram momentos também em que eu senti prazer naquela dor. Lembro-me de ter dado umas risadas durante as contrações.
Da piscina eu fui pro chuveiro, dancei com a Nath, fui pra cama, voltei pra piscina e depois pra banqueta e depois pra bola. Ahh! Não gosto de lembrar dessa movimentação toda. Fizeram uma manobra de chacoalhar a minha barriga, pra ver se o Gael descia. E, poxa, que coisa mais incômoda!
Daí veio a questão: romper ou não a bolsa (sim, ela ainda estava íntegra). Tudo o que eu não queria era ouvir essas opções (ponto colocado no Plano de Parto). Se fosse pra nascer empelicado, lindo! Eu não estava com pressa, apesar de reclamar tanto da dor. Eu não queria alternativas. Queria apenas que acolhessem a minha dor, que me exaltassem, que dissessem: “Isa, estamos com você e você vai conseguir.” Mas o que eu ouvia: “Se estourarmos a bolsa, o Gael desce e nasce mais rápido.” Esquivei-me dessas palavras até onde consegui mas a exaustão física me fez ceder. “Então, rompam a bolsa.” Foram duas tentativas… frustradas. Não conseguiam rompê-la. A cada tentativa era mais dor e incômodo que eu sentia e saber que ela não havia sido rompida me deixava furiosa e impaciente. Pedi que não tentassem mais.
E eu fiquei ali, na piscina, por mais um tempo. Ganhei açaí na boca, né Talita? Lembro de observar em volta da piscina e ver os olhares mais lindos vindo em minha direção. No intervalo de uma contração a pessoa que menos entendia de trabalho de parto (Samuel) pegou minha mão e fez um carinho. Que coisa linda! Era de gestos simples como este que eu precisava. Nada além.
Quantas vezes pedi ao meu corpo um pouco de descanso. E ele atendia. Dava-me uns 6 minutos de trégua, momento em que eu até cochilava. Mas depois vinham duas contrações na sequência e eu uivava. Lindo foi, em determinados momento, ouvir um coro das minhas vocalizações. Talita e Nath me acompanhavam. Era tão gostoso parir com elas!
E mais uma vez a questão da bolsa veio à tona. Ela foi rompida e eu senti uma pressão no ventre. Sentia o Gael vindo. Neste momento acho que eu já estava no expulsivo. Dizem que fiquei neste período durante 2h. Ele já havia passado do osso da pelve e estacionou por ali. Levaram-me pro chuveiro e depois pra cama. Encanei que era o cocô que estava impedindo do Gael nascer. Recebi muita massagem; consegui fazer um pouquinho de cocô e voltei pra piscina. Era chegada a hora.
Fiquei de joelhos, apoiada no colo da Lu. Incrível como nesta hora o corpo sabe o que fazer. Coloquei em prática a respiração que aprendi durante a gravidez. Eu fazia força na hora certa: durante as contrações. Até o tom da minha vocalização estava diferente. Ele estava vindo. Eu colocava a mão na vagina e sentia os cabelinhos dele, dançando na água. A cada contração eu sentia a cabeça do Gael empurrando a parede do meu canal. Que coisa mais linda! A cabeça vinha e voltava, massageando meu períneo. A força vinha de dentro. Nós dois ali, trabalhando um pelo outro, numa simbiose de amor. Estávamos os dois em estado de meditação, totalmente presentes naquele momento, vivendo para o mesmo propósito: nascer com Amor.
E num uivo eis que saiu a cabeça do caboclo. E logo, o seu corpo todo. Posso viver mil anos que vou sempre lembrar aquela sensação. Peguei minha cria nos braços. É claro que era você, só podia ser você, Gael, com essa carinha, esse bico, essa perfeição! O corpo coberto por vérnix grudou no meu e chorou, me dando as boas vindas. Nosso choro podia ser traduzido por palavras de gratidão. Graças à ele, eu vivi as melhores horas da minha vida.

Parto Isa e Gael
Eu poderia parar o relato aqui mas há a outra parte, importante ser dita também. Tiraram-nos da piscina e fomos pra cama. Que frio eu senti! Meu corpo todo tremia. A exaustão das 17h de trabalho de parto havia culminado naquele momento. Eu mal conseguia falar. E vinha mais contrações, agora pra expulsar a placenta. Mexiam no cordão e aquilo doía demais. Precisei pedir pra parar de mexer umas 3x.
E quanto à laceração? De início não souberam avaliar se a laceração havia atingido a uretra. O Gael nasceu com a mão na cabeça e com distócia de ombro, o que causou a laceração. Esse impasse, de não saber o que havia acontecido comigo “lá embaixo”, foi me apavorando e eu não conseguia nem curtir o momento. Eu imaginava que, após o nascimento, eu teria um tempo gostoso pra ficar admirando o Gael. Mas não foi tranquilo assim. E entre esse “lacerou o que”, eu pedia pra me levarem pro hospital. Eu ligava pro meu GO (Paulo Fasanelli) e nada! Não me atendia. Quanta aflição! Ir pro hospital com o Gael? Sem o Gael?
Achei melhor ir sozinha. Tive medo de internarem meu bebê e fazerem todos os protocolos médicos que eu tanto tinha lutado pra evitar. Que dor no coração deixá-lo aqui. Ele ficou com a Nath e a Talita. Uma coisa que eu não pensei na hora e que agora vejo que não foi legal foi o fato de não ter ficado uma enfermeira aqui, caso acontecesse algo com o Gael. Na hora a única coisa que eu pensava é que eu não estaria do lado dele, pra sentir meu cheiro, pra procurar o peito e mamar. Isso doeu em mim.
O percurso de casa até o hospital durou uma eternidade! Tenho a impressão de ter ficado fora de casa umas 5h mas na verdade foram 2h. Primeiramente, fui atendida pelo plantonista. Se há pessoas desumanizadas, tenho certeza que ele é uma delas. Mas por sorte conseguiram contatar o meu GO, que fez a sutura com todo cuidado do mundo. Foram 6 pontos, localizados dentro da vagina, no períneo e na região anal.
Voltei pra casa e peguei meu pacotinho de gente. Todo embrulhadinho e aquecido no amor (e na teta da Talita) das minhas queridas! Tomei banho e depois comi um pouco. Eu estava exausta! A equipe ficou aqui para organizar a casa, esvaziar a piscina…
E o que eu tanto havia esperado estava ali no meu colo, gemendo e respirando. O grande encontro aconteceu, do qual não voltarei a ser a mesma.
Eu agradeço, do fundo do coração, por cada detalhe que aconteceu, principalmente os que não gostei. Foram eles que fizeram deste parto um momento mágico, não só pra mim mas acredito que pra todos que estavam presentes (e conectados). Acredito que até as energias que quiseram atrapalhar, no fundo, só ajudaram. Agradeço por cada abraço, cada olhar de ternura. As massagens, o respeito, o colo que vocês nos deram. Hoje fica o sentimento de gratidão. Frustração? Não tem nem como sentir isso. Eu pari, do jeito que eu e ele escolhemos.”

Aqui o video 

, feito pela Cinemacaco

Relato escrito por Isa que gentilmente cedeu o conteúdo para o Blog.
Gratidão irmã, sempre juntas ❤

Meu parto

Este relato é dividido e 4 partes:

1) pré-gravidez

2) a gravidez

3) o parto

4) o pós-parto

Minha historia começa ha seis anos atrás, quando eu engravidei da Sophia. Eu sempre quis ter um parto normal, pois sei como é uma cirurgia e a cesárea está entre uma das mais invasivas que existem. Não é bonito, é uma cirurgia, e a meu ver, sempre era usada em emergências e quando era opção da parturiente. Busquei um G.O. que fizesse parto normal e acreditei. Acreditei que todos os procedimentos e instruções eram para que tudo desse certo, que me levasse ao meu parto. Mas não tinha ideia do quão enganada eu estava. Por ter essa confiança nele, sequer procurei outras pessoas, afinal, ele era “O” medico todo fofo, atencioso… eu nem desconfiava que existisse um movimento pela humanização do parto, que existia a tal “violência obstétrica”, ou mesmo que ele pudesse, de fato, estar mentindo pra mim em algum momento. Gente, para e pensa: ele mentir seria algo antiético, certo? Enfim. Leiam o relato aqui (detalhe que na época em que a escrevi eu estava no começo do despertar, nem desconfiava que minha cesárea tivesse sido desnecessária).

2) a gravidez

Depois de um tempo, eu e meu marido cogitamos a ideia de ter outro filho, a Sophia já estava com 5 anos e estávamos numa fase muito tranquila e de segurança. Aos poucos fui conversando com a Adèle Valarini, que eu sempre via postando material relacionado ao parto e afins. Nós estudamos juntas quando pequenas mas não éramos amigas, só colegas, o facebook com suas ligações malucas nos reaproximou e foi lindo =).581892_10151661254275941_162335685_n

Voltando, eu fui metralhando ela de perguntas, abri a portinha do universo do parto humanizado, do parto domiciliar (que até então eu tinha aquela ideia manjada que, pra ter em casa, precisava ser milionária, ter ambulância na porta e equipe com GO, neonatologista, enfermeiras e tals), e vi meu primeiro parto :

 que marcou muito. Me fez chorar, me fez pensar. E ainda ouvi dela: Nath, você pode ter o parto dos teus sonhos. Me imaginei em casa, com a amoreira do meu jardim ao fundo, pessoas amadas ao meu redor e aquele momento de, literalmente, DAR A LUZ.

Em dois meses eu engravidei e comecei a buscar as opções da cidade, entrei em grupos do face relacionados ao assunto, vi  muitos vídeos de parto e li muito sobre cada duvida que surgia. Fui desmistificando tudo que pudesse ter relação com o parto. E olha, descobri um universo. Desde coisas maravilhosas como entender o nosso corpo e como ele age de forma perfeita, até ouvir relatos pavorosos de violência obstétrica, de mentiras deslavadas para levar a mulher (mesmo aquela que quer o parto normal) para a cesárea. Fui para Brasília conhecer os grupos de parto humanizado, a Adèle, e tudo mais relacionado, me lembro da emoção de conhecer a Sylvana Karla e ela me contar que teve os dois filhos em casa! Na minha cabeça era algo como “puxa, “elas” ( elas= mulheres que pariram em casa) existem mesmo” (uma experiência quase mística, como se eu pudesse, de alguma maneira conhecer uma deusa, sabe?). E também tomei conhecimento que a cidade onde moro (S.J. Rio Preto,SP) é uma das que tem o maior índice de cesáreas…do Brasil. Tem até professor de faculdade dizendo que a cesárea é melhor em todos os aspectos pra o nascimento (melhor pra quem, eu pergunto).deb5a491baff1661e0d3b9c55dbc9032

Enfim, ir para o hospital não se tornou uma opção, era praticamente certeza que, chegando lá, me encaminhariam para a césa. Ou eu teria que chegar com o neném saindo. Sem falar que, com muita, mas muita sorte eu encontraria uma equipe humanizada num plantão e mesmo assim as probabilidades de eu passar por várias  intervenções (mesmo num parto normal) era praticamente de 100%. Sem falar que, não sei você, mas eu tenho pavor de hospital, pra mim é um local de doenças, pessoas estranhas (e muitas vezes arredias), agulhas, álcool, frio,  macas duras…ainda mais no SUS. Não iria pro hospital sem necessidade, só isso.

Voltando, minha gravidez foi fisiológica e biologicamente  perfeita, não tive nenhum problema, nem sustos, nada. E mesmo assim, toda vez que eu comentava com a GO do postinho algo sobre parto normal ela falava da cesária anterior, ou que era muito cedo pra pensar nisso, ou que eu devia parar de ter esperanças em relação a isso e pensar em coisas mais “importantes”, pediu o último ultrassom dizendo: -ah, você quer parto normal? Vamos pedir o ultrassom só pra ver se ta tudo certinho pra isso, de repente né? (e, de fato, estava…nenhuma lenda urbana foi detectada, como circular de cordão ou bebê sentado ou placenta “velha” (eu poderia fazer uma lista engraçadíssima pra vocês de desculpas para césa vistas num ultrassom ou sem nada, alias, vejam por si mesmos: http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html)

O mais incrível é que essa GO, mesmo que eu quisesse, não teria nada a ver com o parto, ela só faz o pré-natal, e eu me pergunto: -pra quê fazer esse terrorismo se ela sequer vai estar ou ganhar nada com o parto? Eu vejo esse discurso (e vários outros) relacionados a um terrorismo da ideia do parto normal sendo feito não só pelos profissionais “interessados” na cesárea, mas também pela mídia, por grandes meios de comunicação, por pessoas que reproduzem a fala do “sistema” e nunca se questionaram acerca dos fatos na história…enfim, tem muita lenda nessa área, muitos segredos que só ajudam aqueles que não vão passar por um parto. Porque, depois que você passa, você entende do que estou falando. Entender que tive que passar por uma cirurgia tão grande, com proporções psicológicas, de maneira desnecessária, sem respeito algum pelas minhas escolhas e vontades, pelas minhas peculiaridades culturais e pessoais, dói. E muito. 

Fui atrás de parteira, GO ou Enf., Obstetra que pudesse acompanhar meu parto, mesmo que fosse para vir de outra cidade. E tava bem complicado, as semanas iam passando, o parto se tornando próximo e nada… Quando encontrava alguém essa pessoa não poderia vir, ou teria parto na mesma época, ou só se eu fosse pra tal cidade…e eu querendo ter meu parto aqui, na minha casa mesmo. Me senti mal, pensei em alternativas malucas como ir pro hospital com o bebê saindo, ou ter em casa só com meu marido, mas não queria de maneira alguma colocar a minha ou a saúde do bebê em risco. Não desisti e continuei procurando. Não adianta também você chamar alguém só por essa pessoa “poder” fazer o teu parto, você tem que se sentir segura, amparada e ter certeza que o profissional é qualificado para um parto.
A ideia de um parto assistido é exatamente o que a palavra diz, você e seu filho serem assistidos em tudo durante o parto. E, para quem tem dúvidas, ele é qualificado tanto para pequenas emergências quanto para saber que aquela situação pede uma transferência para um hospital. E esse tempo é o mesmo utilizado para uma emergência hospitalar. Selecionei dois ótimos artigos para quem sabe pouco sobre o tal parto domiciliar:
Alguns mitos sobre o parto domiciliar

Um novo olhar sobre o nascimento: o parto domiciliar

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Heis que, la pela 35 semana, eu consegui uma indicação pela doula Helena Junqueira (de Ribeirão Preto, SP) de uma enf. obst. de São Paulo-capital  que costumava viajar para fazer partos. A Luciana Lourenço.
Ao falar com ela tive uma baita surpresa pois ela estaria em Rio Preto em 3 dias por conta de uma consulta de outra grávida que, (pasmem!) também teria um parto domiciliar em São José do Rio Preto. Eu cheguei a dar gritinhos histéricos de felicidades e achei que ela estava brincando comigo. E não estava.
Implorei por uma consulta no mesmo dia e deu tudo certo. Ela veio, conversamos, nos entendemos e deixamos tudo claro:  -valores, vontades, como faríamos no dia… enfim. Quando eu chegasse perto das 40 semanas, nós nos comunicaríamos todo dia para saber de sinais do parto e, assim que ela achasse necessário, viria pra cá de carro. E assim, os últimos dias foram seguindo, com aquele inchaço básico de fim de gravidez, com faltas de ar pelo bebê já estar enorme, com noites mal dormidas… 472749_4523084329870_388246708_o 891911_4420084314934_348480846_o
E eu tentando não ficar ansiosa, via vídeos de partos lindos, pensava na minha cesárea, na ansiedade do parto da Sophia… e sentia ainda fresquinha a dor da cesárea. E sabia, que essa cicatriz só pararia de doer na próxima etapa: o parto.

3)o parto

A ideia inicial era a de que, se eu tivesse algum sinal (na verdade, eu tava quase contando sobre tudo) eu falaria com a Luciana (por tel, face, mensagem) e ela viria pra cá assim que achasse necessário. Também estava contando com a Lucélia Caires , amiga de longa data, também enfermeira obstetra, que, na duvida, viria me ver para que não acontecesse nenhum imprevisto ou que, pelo menos, diminuísse minha ansiedade. Mas, não aconteceu nada conforme o esperado, foi melhor. A Luciana veio pra Rio Preto antes por conta da outra grávida (a Vanessa), que estava com a bolsa rota e aproveitou para me examinar na quinta, depois voltou pra casa da Vanessa. E o pequeno Enzo nasceu! Depois do parto da Vanessa, que foi lindo (leia o relato aqui), ela voltou a minha casa e percebeu que meu colo do útero já estava diferente, mais fino, dilatado, e eu ainda sem dores. Ela ficou na duvida…pensou em ir pra SP no domingo de manhã, mas depois de me examinar novamente, achou mais prudente ficar. Afinal, ela já havia perdido o aniversario do marido (que foi no sábado dia 11) e, pelo jeito, perderia o dia das mães também.

Ficou. Eu em nítidos pródromos quase indo pro TP ativo mesmo, mas sem dores, sem muitos desconfortos. Ela até me fez um chá, que ajuda a entrar em TP. A Lucélia também veio me ver e aos poucos eu fui achando que, puxa…acho que ta começando.1-IMG_9715

Na segunda feira, por conta de um exame de toque (pois era só assim que elas podiam saber como estava o meu TP (Trabalho de Parto), por eu não sentir dores, elas me relataram que a bolsa de liquido amniótico estava muito rente a cabeça do bebê, (e esta bem encaixadinha e baixa) e que, isso poderia ser um sinal de mecônio. Daria pra ver o liquido através de um exame, mas, por conta da bolsa tão grudadinha a cabeça dele, tava impossível ver qualquer coisa. Resolvemos esperar. No fim do dia, por receio de mecônio (e se fosse, eu seria transferida pro hospital para não haver risco de aspiração de mecônio), elas resolveram verificar novamente, e nada havia mudado. Tentamos desencaixar um pouco o bebê para tentar ver o liquido, mas nada. E, em conjunto, la pelas 2h-3h da madrugada de segunda pra terça, achamos mais seguro estourar a bolsa para verificar o liquido ao invés de ficar com receio do mecônio. Foi o primeiro momento durante o parto que eu tive que enfrentar meus mais terríveis pensamentos, que tive que me manter firme que aquilo era o melhor e mais seguro para mim e pro bebê, e que, se fosse necessário, iria pro hospital. Me mantive firme e forte, segura da minha equipe e da minha escolha. E elas fizeram o procedimento. Resultado? Liquido limpinho, perfeito, clarinho. Ou seja, nada de mecônio! Ah, e o melhor estava por vir, em uma ou duas horas, meu TP ativo começou! Eu comecei a sentir as tais contrações doloridas e pulamos todas de felicidade quando começou! Sim! Parece loucura, mas eu estava muito feliz com minhas dores. Era como se, durante esse tempo todo eu estivesse na fila para “aquela” montanha russa incrível, e agora, com as contrações e dores, eu tivesse acabado de embarcar no carrinho. Estava eufórica. Alias, todas nós estávamos.

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Tenho que relatar também que, meu colo estava posterior (e se manteve assim por um longo tempo) o que fazia com que o exame de toque fosse bem incomodo e também, com que o TP demorasse. Essa foi a parte dolorida e chata do parto, pronto, falei.

Voltando. Nessa primeira parte, eu sentia as dores e estava bem consciente, me lembrava da famosa respiração “cheira flor, assopra vela”, de vocalizar quando necessário (vocalizar aqui é emitir um som quase que gutural, mais grave, abrindo bem a boca, a faringe. Ajuda a relaxar e a dilatar o colo do útero, pois são sistemas que se conectam. Não confundir com gritos histéricos de dor), de tomar água, de comer…enfim. Em casa, o telefone foi desligado, o meu marido ainda foi fazer uma filmagem (acho que ele estava tão ansioso que conseguiu um pretexto para sair um pouco e voltar mais calmo), a minha filha em casa, duas amigas e duas enf. obstetras. Fomos visitados por um beija-flor, por velas de mel, por orações, por carinhos. Os cachorros nunca ficaram tão quietos e o dia se arrastou da maneira mais surreal do mundo.

Eu me sentia num belo ritual pagão, onde a natureza era parte, onde os elementos se interligavam, onde os espíritos de luz caminhavam entre nós. E eu, com as dores ficando mais intensas, entrava cada vez mais na grande caverna da deusa Gaia, a grande mãe. Me lembro de seguir os meus instintos e de ouvir os conselhos da Luciana e da Lucélia, mas tudo foi ficando muito inconsciente, eu entrava e saia de um transe muito forte a cada contração. Não me lembro de que roupa eu usei (se é que usei), não me lembro da sequência lógica do dia, só me lembro de fazer exercícios com um pano amarrado a amoreira, o que me fazia sentir muito bem e feliz, me lembro de fazer exercícios com a bola de pilates no banho, na sala, no quintal, me lembro de vocalizar e sentir meu corpo vibrar com isso, não me lembro em que momento parei de comer (pois parecia muito impossível comer algo), e o dia foi seguindo…1-IMG_9859

Lá pelas 16h eu estava com 7 cm de dilatação e o colo do útero ainda posterior. E tive meu segundo momento tenso, onde, mais uma vez tive que “me” enfrentar. Por conta do colo posterior, o TP estava lento, e por conta da bolsa rota esse TP não poderia passar das 17h, sendo então necessária a administração de antibióticos para evitar possíveis infecções, e isso só pode ser feito onde? Num hospital. E eu, só de ouvir a palavra “Hospital” gelava. Tentaríamos “acertar” o colo, para que ele ficasse mediano e, provavelmente, o TP seguisse feliz e com um tempo bom. Seria um procedimento dolorido, mas depois de tudo que fiz e passei, olhei para elas e disse: – Vamos, façam, confio em vocês e em meu corpo. (ou algo assim). Fizeram. E, em uma hora eu já estava com dilatação total e meu colo permaneceu mediano. Eu estava muito feliz, mas ao mesmo tempo num transe tão louco que me lembro de sentir a felicidade lá no fundo, porque por fora eu estava muito concentrada nas últimas contrações. Sentia um calor incrível, não conseguia comer nadica de nada, e adormecia entre uma contração e outra. Sério. E então, veio a última parte: a piscina.1-IMG_9908

A água estava morna, eu nua, todos ao redor, inclusive minha filha Sophia (que tem 5 anos), que ficou ao meu lado o tempo todo, jogando água em minhas costas.

Do lado de fora eu pude ver pela janela (e depois, pelo que me contaram) a amoreira, uma bela nuvem de chuva e sol. Um cheiro de mel (por conta das velas), um silêncio e meus urros. Sim, durante estas últimas contrações minhas vocalizações se tornaram urros, que me davam força, me aliviavam. Sentia minha alma instintiva gritar a mesma voz. A Leoa tomou meu ser e a cada gota de chuva que caia no quintal mais eu entrava nos meus instintos, mais eu sentia cada célula feral tomar conta de mim, mais eu sentia a exuberante luz preenchendo minha vagina e meu ser racional e medroso morrendo. Tive lapsos de consciência, mas as contrações me puxavam de volta. E eu tinha que segurar nas mãos de alguém. Nem lembro quais mãos eu peguei, mas tinha que segurar em alguém.  De repente, senti uma mãozinha bater na minha coxa e dei meu último urro. Depois de 30 minutos de expulsivo na piscina, as 17h38 do dia 14 de Maio de 2013, nosso iluminado Aldebaran nasceu com 3kg560 e 50cm. Todos choraram. Olhei para ele e ouvi alguém falando : -Vai, pega ele. E eu peguei. E tive o momento. Segurei ele junto a mim, lhe dei as boas vindas e senti o universo abençoando aquele momento. Um momento de luz e renascimento. Onde todos choravam felizes. Onde minha cicatriz se curara. Onde as palavras não tinham vez. Só os olhares.

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4) Pós parto.

Após alguns minutos, o cordão parou de pulsar e meu marido o cortou. O Aldebaran foi examinado pela Luciana enquanto eu saia as pressas da piscina pois minha placenta queria “vir ao mundo”. A Luciana aqueceu o Aldebaran e depois colocou ele em meu colo para mamar. Enquanto isso, foi me examinar, ver se a placenta estava integra, se eu precisaria de alguns pontos, enfim. Perdi bastante sangue, mas tudo estava bem e normal, este, aliás, foi o único momento em que minha filha ficou assustada, pois ela tem pavor de sangue. Foram dados 2 pontinhos na mucosa (só por precaução, pois não tive lacerações musculares nem nada), pois o Aldebaran nasceu com a mãozinha no rosto.

Estávamos todos em êxtase. Eu voltei a ouvir minha voz, pois, durante o TP eu percebi que não ouvia a minha voz, não via as coisas da mesma maneira, e de repente voltei “ao mundo”. Estava radiante. Todos estávamos.

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Eu achava que, depois de 14h de TP estaria sem forças, cansada, abatida…mas aconteceu exatamente o contrário. Ninguém negava o cansaço físico, mas este era superado pelo êxtase praticamente espiritual. A todo o momento eu me perguntava: – puxa, isso realmente está acontecendo? Será que não estou sonhando? Não conseguia acreditar. Senti que, se eu fui capaz de enfrentar tudo que enfrentei, desde a jornada antes do parto, até o parto em si, seria capaz de enfrentar qualquer coisa. Senti que tudo vem de encontro com o que pedimos e fazemos, e sim, nada é impossível. Uma ultra superação pessoal, física, espiritual. Algo que desejei muito, tanto pelas minhas razões pessoais, quanto por todas as outras mulheres que, assim como eu, passaram por cesáreas desnecessárias ou qualquer violência obstétrica, para mostrar que sim, podemos mudar essa realidade, que podemos confiar em nossos corpos, que somos forte e sagradas, que temos o DIREITO de parir e de sentir toda essa luz. Que podemos mais. Sempre.

Busquem a verdade. Lutem pelos seus diretos. Vivam seus sonhos. Vamos mudar juntas o nascimento de um novo mundo.

Agradeço do fundo do meu coração e da minha alma a todos e todas que me ajudaram, que oraram, que torceram por este parto. Em especial ao meu marido, minha filha e filho, a Luciana, a Lucélia, a Larissa, a Mariana e a Adèle.

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Relato por Adele Valarini (doula) http://adeledoula.blogspot.com.br/2013/06/relato-da-gravidez-e-parto-de-nathalie.html

Preview….Libido #04

Heis que no penúltimo dia do ano de 2012, resolvemos retomar a Libido.
Aqui o preview do ensaio pro mês de Janeiro/2013.

Libido #04

Modelo Daniela Sousa
Make Reider Pereira
Produção Milton F. Verderi
Assistente de fotografia Fernando Makaco
Locação Galo De Briga Filmes
Fotografia e edição Nathalie Gingold
E aqui, os links para as Libidos anteriores, para vocês, queridos leitores se deliciarem…

Libido #01

Libido #02

Libido #03

Relato de Tessie Marcondes – Vbac

Meu nome é Tessie Marcondes, tenho 24 anos, dois filhos, três gestações e algumas historias para contar…

Minha primeira gestação aconteceu de forma acidental aos meus 16 anos, demorei em aceitar a ideia, mas acabei curtindo e comecei a me preparar.

Por alguns dias notei que acordava molhada , como se tivesse feito xixi na cama , e falei com o ginecologista que estava me acompanhando, ele havia dito que era normal, aliás, para ele tudo era normal, mas me pediu uma ultrassonografia, entre os exames de rotina, resolvi faze-la no mesmo dia.

Fui acompanhada pela minha sogra e cunhada na época, vibrei ao ver que existiam bracinhos, perninhas tudo perfeito, de repente algo errado estava acontecendo , algo que o médico não me falou, disse pra eu me levantar e limpar o gel, entregou meus exames a minha sogra e fui encaminhada ao hospital, assim que cheguei o medico que me atendeu , virou da forma mais estupida do mundo e falou , vamos para a curetagem, eu não entendia o que ele falava ai eu perguntei meio perdida ”o que é isso” e ele me disse – deite na maca e tire a parte de baixo o feto morreu ha uma semana, vamos fazer a raspagem! Eu chorava, eu queria sair correndo e aquele monstro enfiava o bico de pato como se eu fosse um animal, não conseguia acreditar no que estava acontecendo e lembro-me de repetir para algumas enfermeiras ” mas o coração dele pode voltar a bater de novo e ele vai crescer ‘‘. Foram cinco dias introduzindo comprimidos abortivos para que eu expelisse o feto ou abrisse o colo do meu útero ,nada adiantou , fiquei cinco dias só ingerindo líquidos, sem poder comer nada sólido por que teria que ir para a sala de cirurgia, foi cinco dias em que as enfermeiras me olhavam feio talvez achando que eu tivesse provocado o aborto, forma cinco dias em que eu quis morrer por estar no mesmo quarto que mulheres que acabaram de ter seus filhos, com seus bebes nos braços, felizes e eu sabendo que meu bebe não iria chegar. E foi feita uma curetagem.

Na segunda gestação eu tinha 18 anos, e pelo fato da dor de ter perdido o primeiro bebe, ela foi muito comemorada por mim e muito desejada.

Comecei a ter sangramentos e fui para no hospital, era época de copa e todos no hospital estavam bem ocupados assistindo os jogos, fiz uma ultrassonografia e o que apareceu foi que eu tinha um feto de cinco semanas, mas um saco gestacional correspondente a nove semanas, mais uma vez com ausência de batimentos cardíacos, meu mundo caiu e os médicos e enfermeiros preocupados com o resultado do jogo. Um único medico veio me explicar fazendo uma analogia nada coerente, mas que na época me pareceu caridosa ” sabe as galinhas (cômico se não fosse trágico) às vezes elas botam ovos (jura?) elas cuidam com carinho dos ovos, mas às vezes ele goram Tessie o seu ovinho gorou de novo ‘‘.

Fiquei desolada, ele marcou a curetagem para segunda feira de manhã, minha mãe foi me visitar e não sei se por intuição, pediu para que fosse realizada uma nova ultrassonografia, e o hospital se negou a fazer se não fosse paga uma quantia X, por ser final de semana, ela fez um escândalo e fez uma alta pedida, fomos para a santa casa, chegando lá ouvi a mesma coisa, que ficaria em jejum, mas que fariam pela manhã uma nova ultrassonografia, mas que não haveria muito jeito pelo que aparecia no ultimo ultrassom.

Passei a noite em claro, e pela manhã fui fazer a ultrassom, a minha surpresa foi ,quando vi o coração da minha filha pulsando , ela estava viva! Se eu tivesse ficado no outro hospital provavelmente teriam feito um aborto. Quanto ao parto foi uma cesárea induzida pela medica, mas no caso eu estava deprimida e muito ansiosa e tomando antidepressivos. Psicologicamente reconheço que não aguentaria um parto normal nas condições em que eu estava, embora tenha tido reações, como vomito e dores fortes de cabeça durante o parto e ficado totalmente isolada e triste na sala de recuperação tentando mexer a perna a todo custo para ir logo amamentar minha filha, que na minha cabeça estava aos berros morrendo de fome.

Minha filha foi diagnosticada desde o começo da gestação com um feto P.I.G. (Pequeno para idade gestacional) e nasceu com 2,050 g. e 43 cm. Muito pequena, mas espertinha, quanto ao aleitamento, confesso que fui muito bem auxiliada pela equipe medica do da santa casa, me ensinaram a técnica corretamente e eu não tive problemas.

Voltamos pra casa e por mais que eu tivesse passado por uma cesárea, não senti as dores comuns. Na época morava em são José do Rio preto o mês era  janeiro, estava muito calor e minha pequena teve hipoglicemia , não acordava para mamar ,nem tinha força pra isso liguei para o pediatra do hospital e ele me respondeu da seguinte forma ”Dê leite NAN” , fiquei inconformada e liguei para uma prima que havia tido bebê há pouco tempo e tinha bastante informações , ela me disse para leva-la a Unimed ,que tinha um trabalho chamado BE-A-BÁ BEBÊ ,que era gratuito e que poderia encontrar o auxilio de doulas que me ajudariam com o aleitamento. Fomos eu, minha mãe e irmã (também gestante na época) e fomos muito bem recebidas, me ensinaram como tirar leite sem uso de bombinha, a desempedrar os seios e com a ajuda de uma sonda infantil e um copinho me ajudaram a fazer minha filha beber o leite usando a sonda de canudo, vibramos com aquilo, achamos o máximo e a pequena voltou ao normal amamentei até os sete meses, parei por opção da minha filha.

A terceira gestação foi muito ativa e com bem mais informação no que diz respeito a parto e primeiros cuidados básicos com o bebe, tudo correu bem, fiz o pré-natal com o mesmo medico que fazia minhas ultrassonografias, coloquei a ideia do parto normal e ele me deixou a vontade para prosseguir se eu achasse a melhor escolha e ficamos assim, sem data marcada para cesariana,

No dia 24 de março, as exatas 07h00min da manhã comecei a sentir contrações, contrações mesmo, e fui para o hospital, chegando lá não tinha condições de andar, sentia meu filho saindo e bastante dor que pra mi eram as dores do parto e não apenas dores de contração, fui examinada, na tentativa de fazer exame de toque viram que não seria necessário, existiam 10 dedos de dilatação, sem rompimento de bolsa, achei que deixariam evoluir e que a bolsa estouraria sozinha porem, alegaram que o tecido da minha bolsa era muito rígido e que o bebe não conseguira estourar como não sabia que existia a possibilidade do bebe nascer envolvido com a bolsa e deixei que estourassem ela e as dores aumentaram. Deitaram-me na maca com as pernas nos apoios, eu estava morrendo de dor e gritava, neste momento ouvi a pérola ” Na hora de fazer você não gritou né?!” e eu rapidamente respondi ”E QUEM TE FALOU QUE NÃO GRITEI” a enfermeira se irritou e falou que eu não tinha educação, a dor me fez ignora-la, a anestesista chegou e foi a única que me tratou de forma gentil e disse que aplicaria a anestesia só para que eu não sentisse a cabeça do bebe passar, mas que as dores das contrações não cessariam, até que enfim alguém me explicara algo! A medica entrou, olhou, sem a minha autorização e sem que eu tivesse visto realizou uma episiotomia, e disse a enfermeira   ” – vou deixar ela evoluindo ( me lembrei dos Pokémons ), vou tomar um café, qualquer coisa me chame’‘.

A dor era grande e eu sentia a cabeça do meu filho já saindo, a enfermeira já muito irritada com o meu choro me disse ” – se esta doendo faz força bem’‘, tirei as pernas dos apoios, me sentei segurei nos mesmos e fiz força ela me olhou, eu fiz de novo e ela começou a gritar chamando pela medica dizendo que o bebe estava nascendo, ela correu e o meu pequeno veio ao mundo, graças acho que só a mim, que fiz meu parto confiando em mim mesmo, sem contar com a ajuda de quem estava lá exatamente pra isso.

Me sentei pedi meu filho na mesma hora e após um minuto olhando pra ele entreguei ao pediatra, e entreguei a roupa, em 10 ou 15 minutos me entregaram ele ainda no corredor e fomos para o quarto, me senti tão poderosa naquele momento, me senti grande, senti que poderia fazer qualquer coisa no mundo e me acho sim muito corajosa de ter passado por tudo isso e ter superado tudo tão bem.

Meu Raphinha e eu

 

Sampa

Nasci e me criei na maior cidade da américa do sul. Tenho tantas lembranças de lá, que um simples post seria inútil para tentar contar.

Esses dias dei uma passadinha por lá, pois precisava ir ao consulado francês, aproveitei e dei uma voltinha pelo centro e tirei algumas fotos.

Eu sempre fui fascinada pelas formas e pela singularidade da cidade.

Espero que vocês gostem 😉

Clique na imagem para ver a galeria completa.

Grandes abraços e muitas saudades…

O Abraço- Curta Metragem Por Fernando Macaco

“Abraço, O: ato de transformar um mortal em um vampiro. O
Abraço requer que o vampiro drene todo o sangue da vítima e
então substitua aquele sangue por um pouco de seu próprio
sangue.”

Hoje, Senhoras e Senhores, apresento “O Abraço”!!! Curta-metragem dirigido pelo cineasta Fernando Macaco!
É um curta baseado no jogo de RPG “Vampiro – A Máscara”,  para quem não conheçe, aqui vão alguns links:

– docevampiro

vampire

wikipedia

O diretor apresenta o processo de transformação de uma humana para vampira, mas de uma forma inovadora e subjetiva. Pronto, falei! Subjetiva! Ou seja….quem gosta de filme pronto e óbvio vai ser uma frustração.

Falando um pouco do making of, o filme foi rodados no feriado do carnaval de 2008, editado durante um ano e finalizado em Setemrbo de 2009.
O filme inteiro foi feito por R$4,00, que gastamos para comprar café. Toda a equipe, desde atores, até assistentes e diretores, fizeram de graça…ou melhor pelo amor à arte.

Equipamento, cenografia, locação, maquiagem, efeitos especiais, figurino, etc – ou foi através de patrocínio (exemplo, as velas vieram de uma casa de umbanda), ou através da própria equipe (cada um traz o que tem em casa). Todo filmado e editado em São José do Rio Preto, SP.

Vejam o Teaser:

E assim, o filme foi.
Ele faz parte de uma trilogia, pois ainda tem muita coisa para falar e mostrar, e em breve, terei aqui uma entrevista exclusiva com ele, Fernando Macaco. Depois de muitas coisas, ele foi finalizado e agora, está aqui, disponível para vocês, seleto público, amigos, conhecidos, parentes e até desconhecidos.

E finalmente, o curta:

Espero que gostem, espero também os comentários!

Abraços (hihihihihi)

Livia Hair Show

O Lívia Hair Show 2009, aconteceu no dia 19 de Outubro, em S.J. Rio Preto, SP.

Este evento foi realizado pelas Lojas Lívia em comemoração ao Dia do Cabeleireiro, mostrando todo o apoio que dá aos profissionais de beleza da cidade.

Mais de 2 mil profissionais assistiram as apresentações de cortes e penteados dos mais renomados Hair Styles do pais, que foram:

-Marcelo Righetti – TAIFF, Leandro Pires – PROART, Márcia Maria – WELLA, Célio Faria – L´Oréal Professionnel, Angelo Marx – MATRIX.

Eu fotografei todo o evento, confiram aqui no site das Lojas Livia e aqui na minha galeria: (clique na foto)

Livia Hair Show-Nathalie Gingold-1742

Grandes abraços à todos! Foi um prazer prestigiar os profissionais de beleza de S.J.Rio Preto! Parabéns !