Há um tempo fiz este incrível em homenagem à Frida Kahlo.
E por algum motivo ele ficou aqui, quietinho esperando para ser publicado….
Foi um ensaio muito emocionante e bonito. Emocionante não só por ser uma homenagem à uma das artistas que mais admiro, mas por me envolver com toda uma aura dela.
A Vanessa (modelo) tem uma trajetória que lembra e muito a da própria Frida, além do que o diário dela estava presenta no ensaio e isso trouxe um “algo a mais”. Podem ou não acreditar em espíritos, energias e afins, mas sinto que, no mínimo o simbolo de liberdade, força e paixão que a Frida tem, estava presente.
Posso não ter tido o privilégio de conhecer a Frida em pessoa, mas me sinto privilegiada em poder homenageá-la com pessoas tão iluminadas e tão próximas de suas obras, de sua vida e beleza.
(Milton e Vanessa também tem um exercício cênico chamado “Kahlos”, sobre o diário da Frida.)
Madalena Carmen Frida Kahlo (1907-1954), uma mulher transgressora, desafiante, valente, ferida e feroz. Assim se pode descrever esta artista mexicana, grande ícone da pintura ibero-americana.
A vida de Frida Kahlo esteve marcada pela dor, pelas tragédias, pelo sofrimento. Daí, que a sua pintura convertesse-se no seu refúgio, na sua maneira de fazer-se sentir, numa biografia da sua vida: da sua luta, da sua dor, da sua terra e da sua época. Conhecida pelos auto-retratos ela mesma se justifica dizendo:
“Pinto-me a mim mesma porque estou com freqüência sozinha, e porque sou a pessoa a qual melhor conheço”.
Clique para ver ensaio completo
Para Frida a pintura foi uma maneira de inventar-se a si mesma, mas também foi um modo de exorcizar a dor e de fazer tolerável o desespero das numerosas convalescenças que teve que defrontar ao longo da sua vida.
Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos contraiu poliomelite, o que à deixou coxa. O constrangimento causado por essas seqüelas acabou criando um fato extremamente interessante. Para encobrir a deficiência ela começou a usar saias longas como as das indígenas mexicanas. Mais adiante, quando Já famosa, as intelectuais de sua época e as mulheres de um modo geral acharam que ela estava lançando moda e começaram a também usar aquelas saias longas.
Fotos reais:
Clique para ver mais
Aos 18 anos Frida sofreu um gravíssimo acidente! O bonde em que passeava chocou-se contra um ônibus. Ela sofreu múltiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama.
Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua cama. Frida sempre pintou a si mesma. Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido Diego Rivera.
Por conta da fratura de pelve, ela não poderia ter filhos de parto normal, e era recomendável, portanto que evitasse engravidar. O acidente também destruiu seu sonho de ser médica. Em 1929 ela sofreu o primeiro aborto; em 1932, o segundo e último. Seu grande desejo era ter filhos, e a impossibilidade de concretizá-lo naturalmente deixou-a extremamente traumatizada.
Nesse período, Frida pintou o quadro “O Hospital Henry Ford”,também conhecido como A Cama Voadora (1932). O quadro mostra a pintora deitada na cama do hospital, flutuando sobre o leito, um feto do sexo masculino, um caramujo e um modelo anatômico de abdome e de pelve. No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um autoclave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical. O lençol sob Frida está bastante ensangüentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Em 2 julho de 1954 Frida participou, em cadeira de rodas, da manifestação contra a intervenção americana na Guatemala.
Frida Kahlo viveu como Diego Rivera recomendou, um dia, a ela:
“Pega da vida tudo o que ela te der, seja o que for, sempre que te interesse e possa dar certo.”
Ela costumava dizer que “a tragédia é o mais ridículo que há” e“nada vale mais do que a risada”.
Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante “fortes”, não eram surrealistas:
“Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade.”
Aqui video da Frida (real)
Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas:
“Espero alegre a saída e espero nunca voltar – Frida”.
“Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade.” essa é a frase q mais me fascina… e assim tudo mais e a vida que pinta todos nós… e a gente borra.. a vida transborda,, por todos os lados.
Foi um dia muito especial… daqueles que se guarda p’r sempre.
Grande dia!! Obrigada a vc e ao sr. Monkey! O Miltinho já é de casa. 😉
“Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade.” essa é a frase q mais me fascina… e assim tudo mais e a vida que pinta todos nós… e a gente borra.. a vida transborda,, por todos os lados.
Foi um dia muito especial… daqueles que se guarda p’r sempre.
Grande dia!! Obrigada a vc e ao sr. Monkey! O Miltinho já é de casa. 😉