Corpo e suas lindas marcas

Vamos desmistificar o nosso corpo?

Site mostra e relata (em inglês) várias mulheres e seus corpos pós-gravidez.
Sabe aquelas atrizes famosas que, em dois dias depois do parto já estão magras e em forma? Desculpa, mas é mentira.
O que quero dizer é: vocês não estão sozinhas e não, seu corpo não é feio por ter mudado. O valores da nossa sociedade é que são.

http://theshapeofamother.com/

Eu esperando

Eu posso confessar que em relação ao meu corpo, a gravidez não o mudou muito.
O que aconteceu foi:
engordei 13 quilos na minha gravidez, não tive estrias e afins, a Sophia nasceu e em 5 meses já tinha emagrecido uns 20 quilos (sim, no final, eu emagreci mais que o necessário). Durante os primeiros meses pós nascimento, minha barriga estava super flácida, e a sensação era super bizarra. Meus seios cresceram bastante (sendo que, normalmente são piquitinhos) e amamentei a minha filhota até seus 10 meses.
Hoje em dia, posso dizer que a única marca corporal que tive da minha gravidez é a da cesárea.

E sabem de outra coisa interessante? Depois da gravidez, passei a sentir mais o útero. Sério! Como sentimos o estômago, sabe? E acho que, ao invés do coração, passei a sentir com meu útero.

meu barrigão 2 dias antes da Sophia nascer

Mas, nem sempre acontece com as mulheres o que aconteceu comigo, e isso não é motivo de vergonha ou mesmo de “feiura”. Ao contrário das modeletes/atrizetes que desfilam com seus corpos em forma uma semana depois de parir, meu corpo foi se ajustando, se adaptando. Aos poucos. E, assim como minha cicatriz vejo as marcas de gravidez com orgulho, orgulho de ver o corpo mudar, amadurecer, vencer. Temos que falar sobre isso e pararmos de cobrar da mulher esse lance de beleza estereotipada.

Beleza vai muito além. Beleza é se sentir bem e segura com o seu corpo, e isso implica em entender que ele não terá 15 aninhos de idade pra sempre.  E isso é LINDO!

Outra coisa interessante, é que durante a gravidez, ninguém lembra de acolher a mulher nessa mudança corporal, que é brutal! Pensa, nosso corpo muda, cresce em anos… cada detalhe tem seu tempo. Mas, durante a gravidez ocorre uma mudança corporal muito grande, e é normal se sentir estranha, não se reconhecer, ou até se sentir mal. Se falássemos mais sobre isso, as sensações ruins diminuiriam, pois quando há consciência, acalanto e respeito, a adaptação é maior e mais eficiente.
Vamos falar sobre isso?

Aqui, alguns links que falam do mesmo assunto:

“A imagem vendida do corpo por si só não representa sua totalidade. O nosso corpo é todo especial porque traz a gente dentro dele. É como se fosse uma casa na qual a gente mora a vida toda. E tanto tempo em um lugar deixa marcas. Nós não somos apenas as nossas estrias, mas sim, somos as nossas estrias. As nossas rugas, cicatrizes, manchas, olheiras… tudo isso é um pedaço da nossa história que ficou marcado em nós.”
http://ativismodesofa.blogspot.com.br/2012/08/as-linhas-da-nossa-historia.html

O projeto “Corpo de Mãe” foi pensado por mulheres reais para dividir com outras mães (e grávidas), como nós somos de verdade!
Porque o padrão de beleza imposto pela sociedade passa longe da realidade.

Mande a sua foto através do email: corpodemae@gmail.com
(Não precisa se identificar, se assim achar melhor)

Em breve também receberemos depoimentos :)

Se quiserem participar, mandem as fotos no: corpodemae@gmail.com (anonimamente, se prefeir)

“A beleza ainda é mais difícil de contar do que a felicidade.”
Simone de Beauvoir

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5 pensamentos sobre “Corpo e suas lindas marcas

  1. Nath, eu saí da maternidade quase sem inchaço algum. Teve gente que, no corredor do hospital, não botava fé que aquele bebezinho que estávamos levando embora, era meu. Ganhei uma estria em cada seio, um risco largo, de cada lado. E só. Ganhei 11kg na gestação, e perdi 6kg depois, o que me deixou, digamos, mais gostosa, já que eu pesava 38kg quando engravidei.
    A genética colabora, claro, já que minha avó teve 7 filhos e sempre manteve a silhueta de garota (ninguém diz que ela vai fazer 73 anos, e que é bisavó de uma menina de 11!).
    Hoje, aos 34, tenho plena consciencia das mudanças do meu corpo, da barriguinha de sedentária e bebedora de cerveja, das ruguinhas, dos pelos que não tinha antes, das dores e sabores que contam a minha história.
    Como sempre, a sua sensibilidade me encanta!
    Um beijo, linda!

  2. Tive minha primeira aos 17 anos e engordei 30 quilos exatos, devo ter perdido uns 12 ou 15 quilos depois, 1 ano depois olha eu gravida de novo rsrsr mais 20 quilos. Meus seios cresceram bastante, amamentei por quase 2 anos minha segunda filha ( e morro de sdd) fiquei com estrias nos seios e na barriga , sem contar q a gravidade fez seu trabalho lindamente rsrsr
    Meu peso nunca mais foi o mesmo, hj com quase 30 anos ainda carrego uns bons quilos extras, e confesso que por muito tempo me achei horrivel, nao tirava a roupa na frente de ninguem e piscina então, nem pensar. Mas sei la, o tempo e a idade tem seus beneficios, há alguns anos que já não me importo (tanto rs) com isso. Num geral me acho muito bonita, gosto demais dos meus seios e os admiro com bastante frequência na frente do espelho rsrsr e já não me incomodo com o fato de estar de biquini ou completamente sem roupa, tiro, e tiro com a luz acesa rsrs . Aprendi a me amar!
    Ler esse texto hj só me deixou mais feliz ainda comigo mesma. Maravilhoso!!!! =)

  3. Suas lindas!
    Obrigada por compartilharem essas historias pessoais comigo e com quem mais estiver lendo!
    Acredito que, o problema nem é , de fato, não se achar bonita, mas sim, ter consciencia de si mesma, e conseguir se desvencilhar desses malditos (mesmo) estereótipos femininos.
    Vivem mostrando em tudo quanto é lugar como é lindo a mulher que deu a luz e ja está magérrima, mas na verdade isso é que é o freak! Pensem comigo!
    O normal, o que devia ser aceito como tal é o corpo mudar.
    Tem um video que me mandaram por conta do post:

    E nele, que está todo em inglês, fala basicamente que: nossos corpos deviam ser respeitados em suas mudanças, quando há mudança quer dizer que há vida! Tudo que é vivo está sempre se transformando. O que não muda é aquilo que já morreu.

    Grandes abraços queridas guerreiras!

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