Ensaio Larissa à espera de Vicente

Oração Lakota
“Wakan Tanka, Grande Mistério,
ensine-me a confiar
em meu coração,
em minha mente,
em minha intuição,
em minha sabedoria interna,
nos sentidos de meu corpo,
nas bênçãos do meu espírito.
Ensine-me a confiar nestas coisas,
para que possa entrar em meu Espaço Sagrado
e amar além do meu medo,
e assim Caminhar com Beleza
com a passagem de cada Sol glorioso.”

De acordo com o Povo Nativo, o Espaço Sagrado é o espaço entre a exalação e a inspiração.
Caminhar em com Beleza é ter o Céu (espiritualidade) e a Terra (físico) em Harmonia.

Nos ensaios fotográficos busco não só fotografar as pessoas, mas sim, ter um momento de quietude, de conexão com a natureza, consigo mesmo, com os ciclos internos. Pois acredito que a beleza está nesta conexão, nesta harmonia.

Busco muito mais que fazer um ensaio fotográfico, busco abrir um portal de beleza para cada uma das pessoas que estão participando, para que elas se reconheçam como parte de toda a beleza que existe no universo, e que esta beleza toda está primeiro dentro de nós.

Dedico este ensaio e a oração a Larissa, Renan e Vicente, que formam esta família linda e cheia de luz. Que vocês se reconheçam na beleza que exalam.

Equipe técnica:
Nathalie Gingold, fotografia e edição
Fernando Macaco, assistente de fotografia
Tamires Martins, making of e assistência

Equipe

Local: Duplo Céu, SP (Cachoeira do Talhadão)

Espero que gostem do resultado:

Making Of:

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Meu parto

Este relato é dividido e 4 partes:

1) pré-gravidez

2) a gravidez

3) o parto

4) o pós-parto

Minha historia começa ha seis anos atrás, quando eu engravidei da Sophia. Eu sempre quis ter um parto normal, pois sei como é uma cirurgia e a cesárea está entre uma das mais invasivas que existem. Não é bonito, é uma cirurgia, e a meu ver, sempre era usada em emergências e quando era opção da parturiente. Busquei um G.O. que fizesse parto normal e acreditei. Acreditei que todos os procedimentos e instruções eram para que tudo desse certo, que me levasse ao meu parto. Mas não tinha ideia do quão enganada eu estava. Por ter essa confiança nele, sequer procurei outras pessoas, afinal, ele era “O” medico todo fofo, atencioso… eu nem desconfiava que existisse um movimento pela humanização do parto, que existia a tal “violência obstétrica”, ou mesmo que ele pudesse, de fato, estar mentindo pra mim em algum momento. Gente, para e pensa: ele mentir seria algo antiético, certo? Enfim. Leiam o relato aqui (detalhe que na época em que a escrevi eu estava no começo do despertar, nem desconfiava que minha cesárea tivesse sido desnecessária).

2) a gravidez

Depois de um tempo, eu e meu marido cogitamos a ideia de ter outro filho, a Sophia já estava com 5 anos e estávamos numa fase muito tranquila e de segurança. Aos poucos fui conversando com a Adèle Valarini, que eu sempre via postando material relacionado ao parto e afins. Nós estudamos juntas quando pequenas mas não éramos amigas, só colegas, o facebook com suas ligações malucas nos reaproximou e foi lindo =).581892_10151661254275941_162335685_n

Voltando, eu fui metralhando ela de perguntas, abri a portinha do universo do parto humanizado, do parto domiciliar (que até então eu tinha aquela ideia manjada que, pra ter em casa, precisava ser milionária, ter ambulância na porta e equipe com GO, neonatologista, enfermeiras e tals), e vi meu primeiro parto :

 que marcou muito. Me fez chorar, me fez pensar. E ainda ouvi dela: Nath, você pode ter o parto dos teus sonhos. Me imaginei em casa, com a amoreira do meu jardim ao fundo, pessoas amadas ao meu redor e aquele momento de, literalmente, DAR A LUZ.

Em dois meses eu engravidei e comecei a buscar as opções da cidade, entrei em grupos do face relacionados ao assunto, vi  muitos vídeos de parto e li muito sobre cada duvida que surgia. Fui desmistificando tudo que pudesse ter relação com o parto. E olha, descobri um universo. Desde coisas maravilhosas como entender o nosso corpo e como ele age de forma perfeita, até ouvir relatos pavorosos de violência obstétrica, de mentiras deslavadas para levar a mulher (mesmo aquela que quer o parto normal) para a cesárea. Fui para Brasília conhecer os grupos de parto humanizado, a Adèle, e tudo mais relacionado, me lembro da emoção de conhecer a Sylvana Karla e ela me contar que teve os dois filhos em casa! Na minha cabeça era algo como “puxa, “elas” ( elas= mulheres que pariram em casa) existem mesmo” (uma experiência quase mística, como se eu pudesse, de alguma maneira conhecer uma deusa, sabe?). E também tomei conhecimento que a cidade onde moro (S.J. Rio Preto,SP) é uma das que tem o maior índice de cesáreas…do Brasil. Tem até professor de faculdade dizendo que a cesárea é melhor em todos os aspectos pra o nascimento (melhor pra quem, eu pergunto).deb5a491baff1661e0d3b9c55dbc9032

Enfim, ir para o hospital não se tornou uma opção, era praticamente certeza que, chegando lá, me encaminhariam para a césa. Ou eu teria que chegar com o neném saindo. Sem falar que, com muita, mas muita sorte eu encontraria uma equipe humanizada num plantão e mesmo assim as probabilidades de eu passar por várias  intervenções (mesmo num parto normal) era praticamente de 100%. Sem falar que, não sei você, mas eu tenho pavor de hospital, pra mim é um local de doenças, pessoas estranhas (e muitas vezes arredias), agulhas, álcool, frio,  macas duras…ainda mais no SUS. Não iria pro hospital sem necessidade, só isso.

Voltando, minha gravidez foi fisiológica e biologicamente  perfeita, não tive nenhum problema, nem sustos, nada. E mesmo assim, toda vez que eu comentava com a GO do postinho algo sobre parto normal ela falava da cesária anterior, ou que era muito cedo pra pensar nisso, ou que eu devia parar de ter esperanças em relação a isso e pensar em coisas mais “importantes”, pediu o último ultrassom dizendo: -ah, você quer parto normal? Vamos pedir o ultrassom só pra ver se ta tudo certinho pra isso, de repente né? (e, de fato, estava…nenhuma lenda urbana foi detectada, como circular de cordão ou bebê sentado ou placenta “velha” (eu poderia fazer uma lista engraçadíssima pra vocês de desculpas para césa vistas num ultrassom ou sem nada, alias, vejam por si mesmos: http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html)

O mais incrível é que essa GO, mesmo que eu quisesse, não teria nada a ver com o parto, ela só faz o pré-natal, e eu me pergunto: -pra quê fazer esse terrorismo se ela sequer vai estar ou ganhar nada com o parto? Eu vejo esse discurso (e vários outros) relacionados a um terrorismo da ideia do parto normal sendo feito não só pelos profissionais “interessados” na cesárea, mas também pela mídia, por grandes meios de comunicação, por pessoas que reproduzem a fala do “sistema” e nunca se questionaram acerca dos fatos na história…enfim, tem muita lenda nessa área, muitos segredos que só ajudam aqueles que não vão passar por um parto. Porque, depois que você passa, você entende do que estou falando. Entender que tive que passar por uma cirurgia tão grande, com proporções psicológicas, de maneira desnecessária, sem respeito algum pelas minhas escolhas e vontades, pelas minhas peculiaridades culturais e pessoais, dói. E muito. 

Fui atrás de parteira, GO ou Enf., Obstetra que pudesse acompanhar meu parto, mesmo que fosse para vir de outra cidade. E tava bem complicado, as semanas iam passando, o parto se tornando próximo e nada… Quando encontrava alguém essa pessoa não poderia vir, ou teria parto na mesma época, ou só se eu fosse pra tal cidade…e eu querendo ter meu parto aqui, na minha casa mesmo. Me senti mal, pensei em alternativas malucas como ir pro hospital com o bebê saindo, ou ter em casa só com meu marido, mas não queria de maneira alguma colocar a minha ou a saúde do bebê em risco. Não desisti e continuei procurando. Não adianta também você chamar alguém só por essa pessoa “poder” fazer o teu parto, você tem que se sentir segura, amparada e ter certeza que o profissional é qualificado para um parto.
A ideia de um parto assistido é exatamente o que a palavra diz, você e seu filho serem assistidos em tudo durante o parto. E, para quem tem dúvidas, ele é qualificado tanto para pequenas emergências quanto para saber que aquela situação pede uma transferência para um hospital. E esse tempo é o mesmo utilizado para uma emergência hospitalar. Selecionei dois ótimos artigos para quem sabe pouco sobre o tal parto domiciliar:
Alguns mitos sobre o parto domiciliar

Um novo olhar sobre o nascimento: o parto domiciliar

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Heis que, la pela 35 semana, eu consegui uma indicação pela doula Helena Junqueira (de Ribeirão Preto, SP) de uma enf. obst. de São Paulo-capital  que costumava viajar para fazer partos. A Luciana Lourenço.
Ao falar com ela tive uma baita surpresa pois ela estaria em Rio Preto em 3 dias por conta de uma consulta de outra grávida que, (pasmem!) também teria um parto domiciliar em São José do Rio Preto. Eu cheguei a dar gritinhos histéricos de felicidades e achei que ela estava brincando comigo. E não estava.
Implorei por uma consulta no mesmo dia e deu tudo certo. Ela veio, conversamos, nos entendemos e deixamos tudo claro:  -valores, vontades, como faríamos no dia… enfim. Quando eu chegasse perto das 40 semanas, nós nos comunicaríamos todo dia para saber de sinais do parto e, assim que ela achasse necessário, viria pra cá de carro. E assim, os últimos dias foram seguindo, com aquele inchaço básico de fim de gravidez, com faltas de ar pelo bebê já estar enorme, com noites mal dormidas… 472749_4523084329870_388246708_o 891911_4420084314934_348480846_o
E eu tentando não ficar ansiosa, via vídeos de partos lindos, pensava na minha cesárea, na ansiedade do parto da Sophia… e sentia ainda fresquinha a dor da cesárea. E sabia, que essa cicatriz só pararia de doer na próxima etapa: o parto.

3)o parto

A ideia inicial era a de que, se eu tivesse algum sinal (na verdade, eu tava quase contando sobre tudo) eu falaria com a Luciana (por tel, face, mensagem) e ela viria pra cá assim que achasse necessário. Também estava contando com a Lucélia Caires , amiga de longa data, também enfermeira obstetra, que, na duvida, viria me ver para que não acontecesse nenhum imprevisto ou que, pelo menos, diminuísse minha ansiedade. Mas, não aconteceu nada conforme o esperado, foi melhor. A Luciana veio pra Rio Preto antes por conta da outra grávida (a Vanessa), que estava com a bolsa rota e aproveitou para me examinar na quinta, depois voltou pra casa da Vanessa. E o pequeno Enzo nasceu! Depois do parto da Vanessa, que foi lindo (leia o relato aqui), ela voltou a minha casa e percebeu que meu colo do útero já estava diferente, mais fino, dilatado, e eu ainda sem dores. Ela ficou na duvida…pensou em ir pra SP no domingo de manhã, mas depois de me examinar novamente, achou mais prudente ficar. Afinal, ela já havia perdido o aniversario do marido (que foi no sábado dia 11) e, pelo jeito, perderia o dia das mães também.

Ficou. Eu em nítidos pródromos quase indo pro TP ativo mesmo, mas sem dores, sem muitos desconfortos. Ela até me fez um chá, que ajuda a entrar em TP. A Lucélia também veio me ver e aos poucos eu fui achando que, puxa…acho que ta começando.1-IMG_9715

Na segunda feira, por conta de um exame de toque (pois era só assim que elas podiam saber como estava o meu TP (Trabalho de Parto), por eu não sentir dores, elas me relataram que a bolsa de liquido amniótico estava muito rente a cabeça do bebê, (e esta bem encaixadinha e baixa) e que, isso poderia ser um sinal de mecônio. Daria pra ver o liquido através de um exame, mas, por conta da bolsa tão grudadinha a cabeça dele, tava impossível ver qualquer coisa. Resolvemos esperar. No fim do dia, por receio de mecônio (e se fosse, eu seria transferida pro hospital para não haver risco de aspiração de mecônio), elas resolveram verificar novamente, e nada havia mudado. Tentamos desencaixar um pouco o bebê para tentar ver o liquido, mas nada. E, em conjunto, la pelas 2h-3h da madrugada de segunda pra terça, achamos mais seguro estourar a bolsa para verificar o liquido ao invés de ficar com receio do mecônio. Foi o primeiro momento durante o parto que eu tive que enfrentar meus mais terríveis pensamentos, que tive que me manter firme que aquilo era o melhor e mais seguro para mim e pro bebê, e que, se fosse necessário, iria pro hospital. Me mantive firme e forte, segura da minha equipe e da minha escolha. E elas fizeram o procedimento. Resultado? Liquido limpinho, perfeito, clarinho. Ou seja, nada de mecônio! Ah, e o melhor estava por vir, em uma ou duas horas, meu TP ativo começou! Eu comecei a sentir as tais contrações doloridas e pulamos todas de felicidade quando começou! Sim! Parece loucura, mas eu estava muito feliz com minhas dores. Era como se, durante esse tempo todo eu estivesse na fila para “aquela” montanha russa incrível, e agora, com as contrações e dores, eu tivesse acabado de embarcar no carrinho. Estava eufórica. Alias, todas nós estávamos.

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Tenho que relatar também que, meu colo estava posterior (e se manteve assim por um longo tempo) o que fazia com que o exame de toque fosse bem incomodo e também, com que o TP demorasse. Essa foi a parte dolorida e chata do parto, pronto, falei.

Voltando. Nessa primeira parte, eu sentia as dores e estava bem consciente, me lembrava da famosa respiração “cheira flor, assopra vela”, de vocalizar quando necessário (vocalizar aqui é emitir um som quase que gutural, mais grave, abrindo bem a boca, a faringe. Ajuda a relaxar e a dilatar o colo do útero, pois são sistemas que se conectam. Não confundir com gritos histéricos de dor), de tomar água, de comer…enfim. Em casa, o telefone foi desligado, o meu marido ainda foi fazer uma filmagem (acho que ele estava tão ansioso que conseguiu um pretexto para sair um pouco e voltar mais calmo), a minha filha em casa, duas amigas e duas enf. obstetras. Fomos visitados por um beija-flor, por velas de mel, por orações, por carinhos. Os cachorros nunca ficaram tão quietos e o dia se arrastou da maneira mais surreal do mundo.

Eu me sentia num belo ritual pagão, onde a natureza era parte, onde os elementos se interligavam, onde os espíritos de luz caminhavam entre nós. E eu, com as dores ficando mais intensas, entrava cada vez mais na grande caverna da deusa Gaia, a grande mãe. Me lembro de seguir os meus instintos e de ouvir os conselhos da Luciana e da Lucélia, mas tudo foi ficando muito inconsciente, eu entrava e saia de um transe muito forte a cada contração. Não me lembro de que roupa eu usei (se é que usei), não me lembro da sequência lógica do dia, só me lembro de fazer exercícios com um pano amarrado a amoreira, o que me fazia sentir muito bem e feliz, me lembro de fazer exercícios com a bola de pilates no banho, na sala, no quintal, me lembro de vocalizar e sentir meu corpo vibrar com isso, não me lembro em que momento parei de comer (pois parecia muito impossível comer algo), e o dia foi seguindo…1-IMG_9859

Lá pelas 16h eu estava com 7 cm de dilatação e o colo do útero ainda posterior. E tive meu segundo momento tenso, onde, mais uma vez tive que “me” enfrentar. Por conta do colo posterior, o TP estava lento, e por conta da bolsa rota esse TP não poderia passar das 17h, sendo então necessária a administração de antibióticos para evitar possíveis infecções, e isso só pode ser feito onde? Num hospital. E eu, só de ouvir a palavra “Hospital” gelava. Tentaríamos “acertar” o colo, para que ele ficasse mediano e, provavelmente, o TP seguisse feliz e com um tempo bom. Seria um procedimento dolorido, mas depois de tudo que fiz e passei, olhei para elas e disse: – Vamos, façam, confio em vocês e em meu corpo. (ou algo assim). Fizeram. E, em uma hora eu já estava com dilatação total e meu colo permaneceu mediano. Eu estava muito feliz, mas ao mesmo tempo num transe tão louco que me lembro de sentir a felicidade lá no fundo, porque por fora eu estava muito concentrada nas últimas contrações. Sentia um calor incrível, não conseguia comer nadica de nada, e adormecia entre uma contração e outra. Sério. E então, veio a última parte: a piscina.1-IMG_9908

A água estava morna, eu nua, todos ao redor, inclusive minha filha Sophia (que tem 5 anos), que ficou ao meu lado o tempo todo, jogando água em minhas costas.

Do lado de fora eu pude ver pela janela (e depois, pelo que me contaram) a amoreira, uma bela nuvem de chuva e sol. Um cheiro de mel (por conta das velas), um silêncio e meus urros. Sim, durante estas últimas contrações minhas vocalizações se tornaram urros, que me davam força, me aliviavam. Sentia minha alma instintiva gritar a mesma voz. A Leoa tomou meu ser e a cada gota de chuva que caia no quintal mais eu entrava nos meus instintos, mais eu sentia cada célula feral tomar conta de mim, mais eu sentia a exuberante luz preenchendo minha vagina e meu ser racional e medroso morrendo. Tive lapsos de consciência, mas as contrações me puxavam de volta. E eu tinha que segurar nas mãos de alguém. Nem lembro quais mãos eu peguei, mas tinha que segurar em alguém.  De repente, senti uma mãozinha bater na minha coxa e dei meu último urro. Depois de 30 minutos de expulsivo na piscina, as 17h38 do dia 14 de Maio de 2013, nosso iluminado Aldebaran nasceu com 3kg560 e 50cm. Todos choraram. Olhei para ele e ouvi alguém falando : -Vai, pega ele. E eu peguei. E tive o momento. Segurei ele junto a mim, lhe dei as boas vindas e senti o universo abençoando aquele momento. Um momento de luz e renascimento. Onde todos choravam felizes. Onde minha cicatriz se curara. Onde as palavras não tinham vez. Só os olhares.

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4) Pós parto.

Após alguns minutos, o cordão parou de pulsar e meu marido o cortou. O Aldebaran foi examinado pela Luciana enquanto eu saia as pressas da piscina pois minha placenta queria “vir ao mundo”. A Luciana aqueceu o Aldebaran e depois colocou ele em meu colo para mamar. Enquanto isso, foi me examinar, ver se a placenta estava integra, se eu precisaria de alguns pontos, enfim. Perdi bastante sangue, mas tudo estava bem e normal, este, aliás, foi o único momento em que minha filha ficou assustada, pois ela tem pavor de sangue. Foram dados 2 pontinhos na mucosa (só por precaução, pois não tive lacerações musculares nem nada), pois o Aldebaran nasceu com a mãozinha no rosto.

Estávamos todos em êxtase. Eu voltei a ouvir minha voz, pois, durante o TP eu percebi que não ouvia a minha voz, não via as coisas da mesma maneira, e de repente voltei “ao mundo”. Estava radiante. Todos estávamos.

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Eu achava que, depois de 14h de TP estaria sem forças, cansada, abatida…mas aconteceu exatamente o contrário. Ninguém negava o cansaço físico, mas este era superado pelo êxtase praticamente espiritual. A todo o momento eu me perguntava: – puxa, isso realmente está acontecendo? Será que não estou sonhando? Não conseguia acreditar. Senti que, se eu fui capaz de enfrentar tudo que enfrentei, desde a jornada antes do parto, até o parto em si, seria capaz de enfrentar qualquer coisa. Senti que tudo vem de encontro com o que pedimos e fazemos, e sim, nada é impossível. Uma ultra superação pessoal, física, espiritual. Algo que desejei muito, tanto pelas minhas razões pessoais, quanto por todas as outras mulheres que, assim como eu, passaram por cesáreas desnecessárias ou qualquer violência obstétrica, para mostrar que sim, podemos mudar essa realidade, que podemos confiar em nossos corpos, que somos forte e sagradas, que temos o DIREITO de parir e de sentir toda essa luz. Que podemos mais. Sempre.

Busquem a verdade. Lutem pelos seus diretos. Vivam seus sonhos. Vamos mudar juntas o nascimento de um novo mundo.

Agradeço do fundo do meu coração e da minha alma a todos e todas que me ajudaram, que oraram, que torceram por este parto. Em especial ao meu marido, minha filha e filho, a Luciana, a Lucélia, a Larissa, a Mariana e a Adèle.

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Relato por Adele Valarini (doula) http://adeledoula.blogspot.com.br/2013/06/relato-da-gravidez-e-parto-de-nathalie.html

Libido #04

Este mês a Libido Mag volta à ativa….trazemos um ensaio diferente, inspirado na grande Diva Marilyn Monroe, mas não no seu lado claro e brilhante, mas em seu lado poetiza e solitário.
O ensaio tentou trazer à tona a diva em tons de mortal. Misturamos a beleza da modelo e poemas da própria Marilyn.

Venha…delicie-se e conheça esta diva como mulher, como real, como você…

Clique na imagem
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http://issuu.com/nathgingold/docs/libido04

Fotografia e edição Nathalie Gingold
Modelo Daniela Sousa
Make Reider Pereira
Produção Milton F. Verderi
Assistente de fotografia Fernando Makaco
Locação Galo De Briga Filmes

E aqui, os links para as Libidos anteriores, para vocês, queridos leitores se deliciarem…

Libido #01

Libido #02

Libido #03

Preview….Libido #04

Heis que no penúltimo dia do ano de 2012, resolvemos retomar a Libido.
Aqui o preview do ensaio pro mês de Janeiro/2013.

Libido #04

Modelo Daniela Sousa
Make Reider Pereira
Produção Milton F. Verderi
Assistente de fotografia Fernando Makaco
Locação Galo De Briga Filmes
Fotografia e edição Nathalie Gingold
E aqui, os links para as Libidos anteriores, para vocês, queridos leitores se deliciarem…

Libido #01

Libido #02

Libido #03

Relato de Tessie Marcondes – Vbac

Meu nome é Tessie Marcondes, tenho 24 anos, dois filhos, três gestações e algumas historias para contar…

Minha primeira gestação aconteceu de forma acidental aos meus 16 anos, demorei em aceitar a ideia, mas acabei curtindo e comecei a me preparar.

Por alguns dias notei que acordava molhada , como se tivesse feito xixi na cama , e falei com o ginecologista que estava me acompanhando, ele havia dito que era normal, aliás, para ele tudo era normal, mas me pediu uma ultrassonografia, entre os exames de rotina, resolvi faze-la no mesmo dia.

Fui acompanhada pela minha sogra e cunhada na época, vibrei ao ver que existiam bracinhos, perninhas tudo perfeito, de repente algo errado estava acontecendo , algo que o médico não me falou, disse pra eu me levantar e limpar o gel, entregou meus exames a minha sogra e fui encaminhada ao hospital, assim que cheguei o medico que me atendeu , virou da forma mais estupida do mundo e falou , vamos para a curetagem, eu não entendia o que ele falava ai eu perguntei meio perdida ”o que é isso” e ele me disse – deite na maca e tire a parte de baixo o feto morreu ha uma semana, vamos fazer a raspagem! Eu chorava, eu queria sair correndo e aquele monstro enfiava o bico de pato como se eu fosse um animal, não conseguia acreditar no que estava acontecendo e lembro-me de repetir para algumas enfermeiras ” mas o coração dele pode voltar a bater de novo e ele vai crescer ‘‘. Foram cinco dias introduzindo comprimidos abortivos para que eu expelisse o feto ou abrisse o colo do meu útero ,nada adiantou , fiquei cinco dias só ingerindo líquidos, sem poder comer nada sólido por que teria que ir para a sala de cirurgia, foi cinco dias em que as enfermeiras me olhavam feio talvez achando que eu tivesse provocado o aborto, forma cinco dias em que eu quis morrer por estar no mesmo quarto que mulheres que acabaram de ter seus filhos, com seus bebes nos braços, felizes e eu sabendo que meu bebe não iria chegar. E foi feita uma curetagem.

Na segunda gestação eu tinha 18 anos, e pelo fato da dor de ter perdido o primeiro bebe, ela foi muito comemorada por mim e muito desejada.

Comecei a ter sangramentos e fui para no hospital, era época de copa e todos no hospital estavam bem ocupados assistindo os jogos, fiz uma ultrassonografia e o que apareceu foi que eu tinha um feto de cinco semanas, mas um saco gestacional correspondente a nove semanas, mais uma vez com ausência de batimentos cardíacos, meu mundo caiu e os médicos e enfermeiros preocupados com o resultado do jogo. Um único medico veio me explicar fazendo uma analogia nada coerente, mas que na época me pareceu caridosa ” sabe as galinhas (cômico se não fosse trágico) às vezes elas botam ovos (jura?) elas cuidam com carinho dos ovos, mas às vezes ele goram Tessie o seu ovinho gorou de novo ‘‘.

Fiquei desolada, ele marcou a curetagem para segunda feira de manhã, minha mãe foi me visitar e não sei se por intuição, pediu para que fosse realizada uma nova ultrassonografia, e o hospital se negou a fazer se não fosse paga uma quantia X, por ser final de semana, ela fez um escândalo e fez uma alta pedida, fomos para a santa casa, chegando lá ouvi a mesma coisa, que ficaria em jejum, mas que fariam pela manhã uma nova ultrassonografia, mas que não haveria muito jeito pelo que aparecia no ultimo ultrassom.

Passei a noite em claro, e pela manhã fui fazer a ultrassom, a minha surpresa foi ,quando vi o coração da minha filha pulsando , ela estava viva! Se eu tivesse ficado no outro hospital provavelmente teriam feito um aborto. Quanto ao parto foi uma cesárea induzida pela medica, mas no caso eu estava deprimida e muito ansiosa e tomando antidepressivos. Psicologicamente reconheço que não aguentaria um parto normal nas condições em que eu estava, embora tenha tido reações, como vomito e dores fortes de cabeça durante o parto e ficado totalmente isolada e triste na sala de recuperação tentando mexer a perna a todo custo para ir logo amamentar minha filha, que na minha cabeça estava aos berros morrendo de fome.

Minha filha foi diagnosticada desde o começo da gestação com um feto P.I.G. (Pequeno para idade gestacional) e nasceu com 2,050 g. e 43 cm. Muito pequena, mas espertinha, quanto ao aleitamento, confesso que fui muito bem auxiliada pela equipe medica do da santa casa, me ensinaram a técnica corretamente e eu não tive problemas.

Voltamos pra casa e por mais que eu tivesse passado por uma cesárea, não senti as dores comuns. Na época morava em são José do Rio preto o mês era  janeiro, estava muito calor e minha pequena teve hipoglicemia , não acordava para mamar ,nem tinha força pra isso liguei para o pediatra do hospital e ele me respondeu da seguinte forma ”Dê leite NAN” , fiquei inconformada e liguei para uma prima que havia tido bebê há pouco tempo e tinha bastante informações , ela me disse para leva-la a Unimed ,que tinha um trabalho chamado BE-A-BÁ BEBÊ ,que era gratuito e que poderia encontrar o auxilio de doulas que me ajudariam com o aleitamento. Fomos eu, minha mãe e irmã (também gestante na época) e fomos muito bem recebidas, me ensinaram como tirar leite sem uso de bombinha, a desempedrar os seios e com a ajuda de uma sonda infantil e um copinho me ajudaram a fazer minha filha beber o leite usando a sonda de canudo, vibramos com aquilo, achamos o máximo e a pequena voltou ao normal amamentei até os sete meses, parei por opção da minha filha.

A terceira gestação foi muito ativa e com bem mais informação no que diz respeito a parto e primeiros cuidados básicos com o bebe, tudo correu bem, fiz o pré-natal com o mesmo medico que fazia minhas ultrassonografias, coloquei a ideia do parto normal e ele me deixou a vontade para prosseguir se eu achasse a melhor escolha e ficamos assim, sem data marcada para cesariana,

No dia 24 de março, as exatas 07h00min da manhã comecei a sentir contrações, contrações mesmo, e fui para o hospital, chegando lá não tinha condições de andar, sentia meu filho saindo e bastante dor que pra mi eram as dores do parto e não apenas dores de contração, fui examinada, na tentativa de fazer exame de toque viram que não seria necessário, existiam 10 dedos de dilatação, sem rompimento de bolsa, achei que deixariam evoluir e que a bolsa estouraria sozinha porem, alegaram que o tecido da minha bolsa era muito rígido e que o bebe não conseguira estourar como não sabia que existia a possibilidade do bebe nascer envolvido com a bolsa e deixei que estourassem ela e as dores aumentaram. Deitaram-me na maca com as pernas nos apoios, eu estava morrendo de dor e gritava, neste momento ouvi a pérola ” Na hora de fazer você não gritou né?!” e eu rapidamente respondi ”E QUEM TE FALOU QUE NÃO GRITEI” a enfermeira se irritou e falou que eu não tinha educação, a dor me fez ignora-la, a anestesista chegou e foi a única que me tratou de forma gentil e disse que aplicaria a anestesia só para que eu não sentisse a cabeça do bebe passar, mas que as dores das contrações não cessariam, até que enfim alguém me explicara algo! A medica entrou, olhou, sem a minha autorização e sem que eu tivesse visto realizou uma episiotomia, e disse a enfermeira   ” – vou deixar ela evoluindo ( me lembrei dos Pokémons ), vou tomar um café, qualquer coisa me chame’‘.

A dor era grande e eu sentia a cabeça do meu filho já saindo, a enfermeira já muito irritada com o meu choro me disse ” – se esta doendo faz força bem’‘, tirei as pernas dos apoios, me sentei segurei nos mesmos e fiz força ela me olhou, eu fiz de novo e ela começou a gritar chamando pela medica dizendo que o bebe estava nascendo, ela correu e o meu pequeno veio ao mundo, graças acho que só a mim, que fiz meu parto confiando em mim mesmo, sem contar com a ajuda de quem estava lá exatamente pra isso.

Me sentei pedi meu filho na mesma hora e após um minuto olhando pra ele entreguei ao pediatra, e entreguei a roupa, em 10 ou 15 minutos me entregaram ele ainda no corredor e fomos para o quarto, me senti tão poderosa naquele momento, me senti grande, senti que poderia fazer qualquer coisa no mundo e me acho sim muito corajosa de ter passado por tudo isso e ter superado tudo tão bem.

Meu Raphinha e eu

 

Minhas três gravidezes por Kyanja Lee -2VbaC

Minhas três gravidezes

Nunca me sonhei grávida, quando mais nova. Mas eis que o tempo passa, e as circunstâncias ajudam, e um belo dia você se vê casada e fazendo planos para… ser mãe!

Fui mãe tardia: com 35 anos tive meu primeiro filho. Mas não fiquei com neura nenhuma durante a gravidez. Não pensei em gerar filho com defeito genético; nem antecipei as dores do parto. Ia todo mês fazer o pré-natal com o meu médico (nessa época eu morava em Sampa e trabalhava na Vila Buarque, perto do Mackenzie. Dali até o consultório do médico, na Higienópolis, era um pulo.)

Nem passava pela minha cabeça fazer cesariana e tampouco me senti coagida pelo médico para tal. Eis que, numa bela madrugada, senti a bolsa romper. Estava deitada na cama e senti aquele líquido vazando. Corri para a maternidade, o Santa Joana, no Paraíso, enquanto meu marido ligava para o meu obstetra.

Chegando ao hospital, fizeram o exame de toque e me disseram:

“Vamos ter de fazer cesariana. O nenê engoliu mecônio.”

Eu tinha expectativa de ter filho de parto normal? Tinha. Estava preparada para fazer cesariana? Não. Mas confesso que não fiquei assim tão frustrada. Acho que vivia uma fase tão conturbada, no dia a dia, que não estava focada apenas na gravidez. Contra  a minha vontade, eu tinha entrado em licença-maternidade na empresa em que trabalhava, umas duas ou três semanas antes do bebê nascer. Isso sim, me frustrou bastante: afinal, queria ficar mais tempo fora da empresa no período que já estivesse com meu filho no colo! Mas o médico achou por bem que eu saísse antes; não estava gostando do meu inchaço: nariz de bolinha, olhos entumecidos, mãos e pés de pão…

Na sala de parto, fui sedada e, consciente, acompanhei todos os movimentos do médico e de sua equipe. Mas não senti absolutamente nada! Foi estranho: tirando o fato da bolsa ter estourado, não tive contração e muito menos dilatação. Quando percebi, o Luca nascia, chorava, e era aconchegado ao meu peito. Chorei de emoção e, a despeito dos momentos prévios que podem dar a impressão de que não ocorreria a ligação entre mãe e bebê, eu amei instantaneamente meu filho! Mas ele nasceu bem dentro do prognósticos médicos: com diferença de 3 a 4 dias, quando muito.

Se eu não senti nada nesse momento, detestei os momentos posteriores ao parto. Que dor para subir e descer da cama de hospital, devido ao corte na barriga! Que tortura ao ir embora de carro: com Luca no meu colo, no banco traseiro, mesmo o meu marido dirigindo com cautela, cada vez que passava em uma pista mais irregular, eu tinha dores atrozes! E para espirrar? E para dar risada? Não, ninguém me fizesse rir eu implorava, pois juro por Deus que, no pós-parto de cesariana, a mulher fica mais de um mês sentindo muita dor. Para quem não sabe, o corte é bem profundo, pois se atravessam várias camadas de pele e músculo, até chegar ao útero.

Eu demorei um pouco a entender por que tive de passar por uma cesariana. A despeito do sofrimento fetal que o Luca estava sendo submetido ‒ o sinal mais evidente era a presença de mecônio na bolsa ‒, parece-me que algo em meu organismo não funcionou bem. Minha natureza também não ajudou: caso contrário, teria tido os outros sintomas clássicos que antecipam um parto normal: contrações, dilatação.

Ao ganhar meu segundo filho, estava certa de que seria mais um parto cesariana. Nessa época, eu já morava em Varginha (sul de Minas). Como não tinha passado pela experiência de um parto normal, não sabia quando seria a hora de ir à maternidade, de avisar a médica. Comecei a sentir contrações às 9 horas da noite, mas não dei muita importância. Quando a coisa começou a ficar feia, iniciava-se a madrugada. Com cólicas, passei a ir a toda hora no banheiro para esvaziar o intestino. Mas eu fiquei preocupada em perturbar a médica àquela hora. Imagine só: só eu mesma para ter um pensamento desses: não querer atrapalhar o sono da minha obstetra (risos). Assim, fui deixando o tempo passar, a madrugada avançar, até que não me aguentei mais de dor e liguei para a médica. Dizem que o chamado “patamar de dor” é um mecanismo variável de pessoa para pessoa. No meu caso, ele é alto. Se eu finalmente decidi ligar para a médica, era porque definitivamente estava quase ultrapassando o limite da dor.

Tanto é que, quando me deitei para fazer exame de toque e verificar em que estágio eu estava do parto, praticamente não me aguentava me deitar ‒ a pior posição que tem para a mulher, quando está nos momentos culminantes de ganhar o bebê.

‒ Vai ser cesariana? ‒ perguntei, mais como uma forma de entabular uma conversa, do que propriamente fora uma pergunta.

‒ Não… Vai ser parto normal e vai ser… JÁ!! Você está com 10 centímetros de dilatação.

Se eu estava com tudo isso de dilatação significava que, se eu bobeasse, poderia ter dado à luz a caminho do hospital. E a verdade é que, por questão de minutos, quase que o anestesista não chegava a tempo. A sorte é que Varginha, ainda mais naquela época, há 13 anos, era uma cidade pacata, sem trânsito. Bem… Considerando o horário, também não enfrentaria trânsito de qualquer maneira: Jean nasceu exatamente às 5:00 h da manhã.

A vantagem do parto normal eu descobriria logo: recebi alta naquele mesmo dia. No dia seguinte, eu estava em pé e até em condições de cozinhar e varrer a casa (e de fato, eu fiz isso). Nunca senti tanta autonomia em relação ao meu corpo, assim que nasceu o meu filho do meio. E o melhor de tudo é que a minha barriga voltaria ao normal bem mais rápido, ao contrário do inchaço com que permaneci por várias semanas, após dar à luz ao meu primeiro filho. Apesar das horas de sofrimento que me autoinfligi (por inexperiência), valeu a pena a experiência do parto normal.

No meu terceiro parto foi mais tranquilo ainda. Eu morava em Ribeirão Preto nessa época. Alguns dias antes eu perdi o tampão mucoso (constatei isso ao olhar o vaso sanitário).Quando senti as primeiras contrações, mais experiente, não me demorei para me dirigir à maternidade.  Sofri todas as dores de parto, contrações, etc., mas foi igualmente recompensador estar com meu corpo inteiro, logo após o parto. Ainda bem, né? Com mais dois filhos pequenos para tomar conta, nada melhor do que estar pronta pra ser novamente “pau pra toda obra”!

Concluindo: de minhas experiências de gravidezes, posso dizer que cada uma foi totalmente diferente da outra: diferentes profissionais envolvidos, diferentes maternidades (a maternidade em Varginha era pública, um Hospital Regional,  praticamente o oposto da Maternidade Santa Joana, que é referência em termos de maternidade em São Paulo; a camisola que ganhei tinha até furos… Hehehe…), diferentes sintomas. Nenhuma foi melhor ou superior a outra, mas confesso que a última experiência (principalmente por ter sido parto normal) foi beeem mais tranquila. Nem teria como ser diferente, não?

sobre ondas de pensamentos…

Tem dias que tudo me parece estranho…

Não sei se são hormônios, se a sensação de estar em “outro” mundo é pertinente à gravidez e suas nuances psicológicas ou se sou eu mesma, que sou assim, esse ser estranho e não muito bem familiarizado com as pessoas. Entendam, não é que não goste das pessoas, aliás, de fato, tenho um certo fascínio em descobrir as várias facetas de cada um. Mas quando esta ou aquela se aproxima de mais, ou muito rápido ou fora da minha zona de segurança, a dificuldade em lidar com o problema é enorme. Me sinto na obrigação de tentar reverter a situação, de me “relacionar”, de me conectar, sei lá. E quando forço, e as situações incomodas continuam, é meio obvio que a situação piora.  Exemplificando, eu não me forço a gostar das pessoas, mas me parece que isso ofende. Sim, porque, em situação muito recente, me dei conta que não gostava de determinada pessoa que convive me meu circulo de amizades. E não tenho nada a discutir com essa pessoa, seria como chegar em alguém e falar assim, bem, infantil: olha, não gosto de você e não quero ser sua amiga. Ou seja, totalmente dispensável de discussões. Mas a pessoa força a barra, como se fossemos amigos de longa intimidade. Ai me afasto. E ao me afastar, exatamente para não haver um confronto desnecessário, o tal circulo de amigos/conhecidos muda e me percebo tendo que:

-a) aguentar a pessoa e virar zen budista

-b)me afastar desse circulo de amigos/conhecidos bora tocar a vida.

Mas e aí. Me encontro várias vezes em minha intimidade me questionando se é assim a melhor maneira de me relacionar. O fato é que mudei muito e hoje em dia até me permito entrar em contato com sentimentos e situações mais fortes, boas ou ruins (fato que, digamos, na minha adolescência não acontecia, eu era um ovinho fechado).
Viver e nos relacionar é tão difícil, né?

O lado bom disso tudo é que sim, os reais amigos que tenho os são de verdade. Me sinto bem, a vontade e acolhida.

Não sei se a gravidez me deixou mais sensível e recolhida, mas sim, mesmo sendo a segunda, me faz pensar muito além das coisas de grávida.  E outro fato: me sinto na obrigação e na mega vontade de voltar à meditar.

Os primeiros meses…

Demorei bastante para escrever aqui de novo.
Acontece que são os primeiros meses da gravidez que me pegaram, de jeito alias.
Mesmo sem ter essa intenção, a gente acaba comparando com a primeira gravidez, e nela eu não tive enjoos, e nem muitas mudanças no começo da minha gravidez, só o corpo mesmo que mudou. Agora nesta segunda, veio um turbilhão de sensações diferentes, tive enjoos, vomitei (pouco), fiquei (e ainda estou) com muito sono e muito instavel emocionalmente. Sinto que tem a ver com fato de que nenhuma gravidez é igual e também porque estou me permitindo ter contato maior com meu corpo. Pelos videos, por ler sobre, olho para ele, converso com ele. Tento compreender a mágica da gravidez do ponto de vista do próprio ser em transformação, eu e o bebê.

E enfrentei alguns dilemas, como me sentir inútil por sequer conseguir limpar minha casa, minhas coisas… Eu consigo tirar um tempo para ler, conversar e fazer minhas coisas, mas tudo pela metade, quando percebo já estou bocejando ou morrendo de fome.
Outro foi conseguir me entender com meu marido, que sim, continua com sua vida normal, e eu aqui, doida só falando de partos e bebês. Conversamos muito, pedi apoio ele me pediu compreensão. E assim estamos caminhando, ele agora até começou a compartilhar posts sobre partos, fala comigo sobre o assunto, porque tava tudo meio empacado.

Fui na minha primeira consulta com a GO do postinho…e foi uma decepção. Me falou com todas as letras que com o meu “histórico” eu podia parar de pensar em parto normal, afinal, nossa, meu parto nao teve dilatação, dificilmente vou conseguir neste. :/ Nivel de frustração level mega-blaster. Sem falar que eu falei da minha doula e ela: Hein? O que é doula? Admito que sai da consult querendo chorar muito, e chorei. Mas depois de conversar com a Adele e com meu marido, me acalmei. Sem falar no grupo Parto Natural do face, que super me ajuda.

Bom, outra coisa foi que decidi que quero fazer um curso de doulas! Surgiu uma oportunidade de bolsa num curso e to tentando aqui.

Ah sim, outra coisa, também já me reuni com a cineasta Bia Lelles e o Cinemacaco para organizarmos o roteiro do documentário sobre o meu parto/parto natural em rio preto, e agora é gravar e gravar e gravar o meu diário.
Minha barriguinha está muito bem, crescendo feliz e contente. Já estamos na 10 semana.
Beijoes!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E aproveito para deixar um parto lindo! Um daqueles que sonho pra chamar de meu!

 

Oi, to grávida!

Seguinte, na segunda-feira dia 10/09 eu senti cólicas e tava com um mau humor terrível, pensei comigo: bom, amanhã eu menstruo. Nem tava mais pensando na gravidez planejada (como tinha ficado mês passado).
E, heis que a menstruação não veio.
E comprei o teste de farmácia mais barato e deu positivo.
E meus seios começaram a doer e mudar de cor e forma.
E fiz o BetaHcG: Positivíssimo!

Dizer que estamos felizes é muito pouco perto do que, de fato, estamos sentindo. Esse lance de ver o meu corpo mudando, criando um novo ser, uma nova pessoa, alguém totalmente único e ao mesmo tempo parecido com a gente, de sentir uma espécie de formigamento corporal e ao mesmo tempo espiritual… Olha, realmente, estou transbordando de amor e felicidade.
Pelos cálculos vou entrar na 6 semana e a DPP é pra 18/05/13.

Mudanças corporais:
-Fome e sono aumentados
-Seios maiores e bicos com coloração e forma diferentes

Ja conversei com a Adele Doula (minha doula virtual de Brasilia), com a Lara Scanferla e a Lucélia Caires (ambas enfermeiras Obstétricas de Rio Preto,SP), tanto sobre a gravidez em si, quanto sobre a idéia de fazer o documentário sobre a minha gravidez. A idéia é aproximar as pessoas deste universo, esclarecer dúvidas (através das minhas próprias que vão surgindo) e falar sobre o PARTO ATIVO, onde a mulher é, de fato, a PROTAGONISTA de seu parto. Ou seja, que ela possa, através do conhecimento REAL, da consciência e das próprias crenças escolher com propriedade que tipo de parto e/ou intervenções quer. Não quero que todo mundo tenha seu filho em casa, mas quero sim, que todas possam (sem medos irreais) escolher em ter, seja em casa, seja na hospital, ou numa casa de parto.
Para tal, vou documentar através de filmagens e fotos a minha gravidez toda (a partir de agora) e a luta ou não em conseguir ter meu filho em casa.

Hoje fui numa consulta com a enfermeira do Posto de Saúde Americano (SUS) aqui perto de casa. Fui muito bem atendida (embora tenha demorado bastante para tal), ganhei um livreto onde anotaremo as consultas, os exames e tal. Nele também tem espaço para as anotações do bebê.
Também tomei as primeiras doses das vacinas contra a gripe A e Tétano (afinal, como boa adulta que sou, nem tenho ideia de onde foi parar minha caderneta de vacinação) e daqui uns dias volto para as outras doses. Um fato interessante que notei é que, na minha primeira gestação, que foi pelo convênio, eu não tomei uma vacina sequer. Porque será?
Amanhã vou colher sangue para a bateria de exames e dia 22/10 é a consulta com a GO.

Bom queridas, creio que,por enquanto seja só isso mesmo!

Abraços barrigudos!

Sobre o corpo

Sabem, me dei conta de uma coisa:

-o “criar” um novo ser (desde a concepção até a amamentaçã0) é um mistério para mim. E acho que também o é para a maioria das mulheres que vivem em cidades. Os ciclos da natureza se perderam nessa tecnologia toda.

Um mistério porque perdemos o contato com nossa natureza instintiva e corporal.
Eu estava vendo os videos da Ina May por exemplo, que falava sobre “esfincteres”, que eles são  involuntários e que têm, portanto, “vontade própria”. Se você está num banheiro, quietinho, e alguém entra e te assusta, você por um acaso continua fazendo o que estava fazendo? Duvido! Certeza que, sendo o esfincter anal ou uretral, ele irá se fechar na hora e pluft! Nada de xixi ou cocô. E porque alguém acha que o cérvix (por onde “sai” o bb) seria diferente?

Quando você vai parir e, por algum motivo se sente desconfortável, com medo, sem intimidade e controle da situação, é CLARO que vai ser difícil. Saca aquelas pessoas que ficam, as vezes dias, sem fazer cocô por estarem na casa de alguém? E é só um cocôzinho…não um bebê de 3 quilos.

E porque lá no começo falei do mistério? Pois, pra mim, até prestar atenção na maneira como “vamos ao banheiro” é algo relacionado á consciência corporal, instintiva.

Todos fazemos todos os dias, mas não percebemos o grande ritual que precisamos para tal. Não percebemos que temos um banheiro, que é quietinho la dentro. Que nos isolamos. Nos protegemos. Que sim, somos seres que desconhecemos nossos próprios rituais selvagens.
E, por conta do que tenho passado, percebi que, mesmo depois de já ter passado por um parto, este que vem a seguir será todo novo, cheio novidades e descobertas.

Foto do meu projeto Musas de SI, que fala bem dessa consciência:

Jhenifer grávida do Otto

A primeira (descoberta) é bem essa, meu corpo está PEDINDO para ser descoberto. Para ser aprendido. Para ser . Em cada detalhe, estando ou não grávida, tomar consciência dele é uma prioridade para mim agora. E, no que eu puder ajudar quem quiser ser ajudada, estarei aqui. 😉

Aqui os links dos videos (legendados):

http://www.youtube.com/watch?v=-ygvpxpYN3c&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=jdiaDYVeqyY&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=ihjP2ctPE1c&feature=player_embedded

Imperdíveis!

beijao!

Sobre o parto normal

Ina May Gaskin na “the Farm” para o projeto Parto pelo Mundo:

Relato de Lineimar

Recebi carinhosamente  de Lineimar Martins seu incrível relato de parto (cesárea):

“Desde o início da minha gravidez, meu médico me preveniu que eu faria uma cesariana . Diagnóstico implacável: placenta prévia. Desde o terceiro mês, bye bye emprego, bye bye  caminhadas, fiquei deitada durante seis meses. No início foi um choque, mas logo me adaptei a uma  agradável rotina de leitura, filmes, música e providenciais sonecas a qualquer hora do dia.

Na 33ª semana tive uma pequena hemorragia. Meu médico me hospitalizou, ali eu não pude me levantar para absolutamente nada. Uma semana depois fui liberada com sérias restrições de não me levantar nem para ir ao banheiro.  Alguns dias depois de voltar para casa não resisti e me levantei para tomar um banho. A hemorragia foi então mais grave. Meu médico me mandou voltar para o hospital dizendo que seria muito arriscado tentar segurar o bebê por mais tempo, ele faria a cezariana naquela noite. Estávamos na 35ª semana.

Lineimar e barrigón

Eu e meu marido fomos para o hospital relativamente calmos. Chegando lá, nos separaram. Ele teve que ir preencher papéis e eu fui diretamente para o pré-operatório. O tempo inteiro olhava para a porta esperando ver o meu chéri mas somente depois do parto soube que ele tinha sido proibido de assistir ao parto devido ao risco de ver nosso filho nascer roxinho ou com problemas mais sérios. Eu, até o último momento, estava completamente insconsciente dos riscos reais daquela situação.

Recebi todo o tratamento pré-operatório, fui para a sala de operações e imediatamente anestesiada. Meu filho nasceu muito rapidamente, em aproximadamente dez minutos. Os médicos não se dirigiram a mim, conversavam entre eles. Felizmente a anestesista era uma mulher e narrou os principais momentos já que uma cortina me impedia de ver o que estava acontecendo. « Eles estão tirando… olha … já nasceu ». Silêncio. Não houve choro. Levaram meu bebê para outra sala, eles queriam verificar se ele estava bem antes de o trazerem para mim. Alguns minutos mais tarde, não saberia dizer quantos, o pediatra trouxe meu filho: « Parabéns, você é mãe de um bebê saudável de 2.500kg e 46cm ». Como meus braços estavam amarrados para a anestesia e a recepção de morfina, não pude segurá-lo, consegui somente encostar minha cabeça no corpinho dele e dar um beijo « roubado ». Levaram-no para a encubadeira. Ele estava completamente formado porém tinha o « amarelão ».

Quatro horas mais tarde a cesárea terminou. Meu marido pôde entrar no quarto : « Eu vi nosso bebê, ele é muito lindo ! » Me deu um beijo e teve que sair pois eu havia perdido muito sangue. Fiquei cinco horas esperando passar a anestesia e somente então fui levada para o quarto onde reencontrei enfim meu marido.

Dormi. No dia seguinte queria ver meu filho. O médico me desaconselhou  porque eu estava anêmica e muito fraca. Eu insisti, me levantei e desmaiei. Voltei para a cama, forçada. Fiquei meio histérica pedindo comida às enfermeiras, queria me alimentar, recuperar forças para poder ver enfim meu bebê. Pude vê-lo somente dois dias depois de seu nascimento. Mas tudo valeu a pena : quanta emoção ! quanto amor ! quanta felicidade ver esse serzinho lindo recém-saído de mim !

Ficamos uma semana no hospital. Eu descia até o berçário a cada três horas para amamentá-lo. No final desta semana fomos para nossa casa onde seu quartinho o esperava.

O mais cômico disso tudo foi quando alguém me perguntou : « Correu tudo bem ? » E eu respondi: « Ah sim, foi tudo ótimo ! » Resposta sincera pois depois de pegar meu bebê nos meus braços, todo aquele drama já era história do passado…”

Corpo e suas lindas marcas

Vamos desmistificar o nosso corpo?

Site mostra e relata (em inglês) várias mulheres e seus corpos pós-gravidez.
Sabe aquelas atrizes famosas que, em dois dias depois do parto já estão magras e em forma? Desculpa, mas é mentira.
O que quero dizer é: vocês não estão sozinhas e não, seu corpo não é feio por ter mudado. O valores da nossa sociedade é que são.

http://theshapeofamother.com/

Eu esperando

Eu posso confessar que em relação ao meu corpo, a gravidez não o mudou muito.
O que aconteceu foi:
engordei 13 quilos na minha gravidez, não tive estrias e afins, a Sophia nasceu e em 5 meses já tinha emagrecido uns 20 quilos (sim, no final, eu emagreci mais que o necessário). Durante os primeiros meses pós nascimento, minha barriga estava super flácida, e a sensação era super bizarra. Meus seios cresceram bastante (sendo que, normalmente são piquitinhos) e amamentei a minha filhota até seus 10 meses.
Hoje em dia, posso dizer que a única marca corporal que tive da minha gravidez é a da cesárea.

E sabem de outra coisa interessante? Depois da gravidez, passei a sentir mais o útero. Sério! Como sentimos o estômago, sabe? E acho que, ao invés do coração, passei a sentir com meu útero.

meu barrigão 2 dias antes da Sophia nascer

Mas, nem sempre acontece com as mulheres o que aconteceu comigo, e isso não é motivo de vergonha ou mesmo de “feiura”. Ao contrário das modeletes/atrizetes que desfilam com seus corpos em forma uma semana depois de parir, meu corpo foi se ajustando, se adaptando. Aos poucos. E, assim como minha cicatriz vejo as marcas de gravidez com orgulho, orgulho de ver o corpo mudar, amadurecer, vencer. Temos que falar sobre isso e pararmos de cobrar da mulher esse lance de beleza estereotipada.

Beleza vai muito além. Beleza é se sentir bem e segura com o seu corpo, e isso implica em entender que ele não terá 15 aninhos de idade pra sempre.  E isso é LINDO!

Outra coisa interessante, é que durante a gravidez, ninguém lembra de acolher a mulher nessa mudança corporal, que é brutal! Pensa, nosso corpo muda, cresce em anos… cada detalhe tem seu tempo. Mas, durante a gravidez ocorre uma mudança corporal muito grande, e é normal se sentir estranha, não se reconhecer, ou até se sentir mal. Se falássemos mais sobre isso, as sensações ruins diminuiriam, pois quando há consciência, acalanto e respeito, a adaptação é maior e mais eficiente.
Vamos falar sobre isso?

Aqui, alguns links que falam do mesmo assunto:

“A imagem vendida do corpo por si só não representa sua totalidade. O nosso corpo é todo especial porque traz a gente dentro dele. É como se fosse uma casa na qual a gente mora a vida toda. E tanto tempo em um lugar deixa marcas. Nós não somos apenas as nossas estrias, mas sim, somos as nossas estrias. As nossas rugas, cicatrizes, manchas, olheiras… tudo isso é um pedaço da nossa história que ficou marcado em nós.”
http://ativismodesofa.blogspot.com.br/2012/08/as-linhas-da-nossa-historia.html

O projeto “Corpo de Mãe” foi pensado por mulheres reais para dividir com outras mães (e grávidas), como nós somos de verdade!
Porque o padrão de beleza imposto pela sociedade passa longe da realidade.

Mande a sua foto através do email: corpodemae@gmail.com
(Não precisa se identificar, se assim achar melhor)

Em breve também receberemos depoimentos :)

Se quiserem participar, mandem as fotos no: corpodemae@gmail.com (anonimamente, se prefeir)

“A beleza ainda é mais difícil de contar do que a felicidade.”
Simone de Beauvoir

Ensaio Frida Kahlo

Há um tempo fiz este incrível em homenagem à Frida Kahlo.
E por algum motivo ele ficou aqui, quietinho esperando para ser publicado….

Foi um ensaio muito emocionante e bonito. Emocionante não só por ser uma homenagem à uma das artistas que mais admiro, mas por me envolver com toda uma aura dela.
A Vanessa (modelo) tem uma trajetória que lembra e muito a da própria Frida, além do que o diário dela estava presenta no ensaio e isso trouxe um “algo a mais”. Podem ou não acreditar em espíritos, energias e afins, mas sinto que, no mínimo o simbolo de liberdade, força e paixão que a Frida tem, estava presente.
Posso não ter tido o privilégio de conhecer a Frida em pessoa, mas me sinto privilegiada em poder homenageá-la com pessoas tão iluminadas e tão próximas de suas obras, de sua vida e beleza.

VIVA FRIDA!

produção :  Milton F. Verderi.
Modelo/atriz : Vanessa Cornélio
Assistente : Fernando Macaco
Fotos e edição: Nathalie Gingold

(Milton e Vanessa também tem um exercício cênico chamado “Kahlos”, sobre o diário da Frida.)

Madalena Carmen Frida Kahlo (1907-1954), uma mulher transgressora, desafiante, valente, ferida e feroz. Assim se pode descrever esta artista mexicana, grande ícone da pintura ibero-americana.
A vida de Frida Kahlo esteve marcada pela dor, pelas tragédias, pelo sofrimento. Daí, que a sua pintura convertesse-se no seu refúgio, na sua maneira de fazer-se sentir, numa biografia da sua vida: da sua luta, da sua dor, da sua terra e da sua época. Conhecida pelos auto-retratos ela mesma se justifica dizendo:
“Pinto-me a mim mesma porque estou com freqüência sozinha, e porque sou a pessoa a qual melhor conheço”.
Clique para ver ensaio completo

Para Frida a pintura foi uma maneira de inventar-se a si mesma, mas também foi um modo de exorcizar a dor e de fazer tolerável o desespero das numerosas convalescenças que teve que defrontar ao longo da sua vida.
Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos contraiu poliomelite, o que à deixou coxa. O constrangimento causado por essas seqüelas acabou criando um fato extremamente interessante. Para encobrir a deficiência ela começou a usar saias longas como as das indígenas mexicanas. Mais adiante, quando Já famosa, as intelectuais de sua época e as mulheres de um modo geral acharam que ela estava lançando moda e começaram a também usar aquelas saias longas.

Fotos reais:

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Aos 18 anos Frida sofreu um gravíssimo acidente! O bonde em que passeava chocou-se contra um ônibus. Ela sofreu múltiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama.
Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua cama. Frida sempre pintou a si mesma. Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido Diego Rivera.
Por conta da fratura de pelve, ela não poderia ter filhos de parto normal, e era recomendável, portanto que evitasse engravidar. O acidente também destruiu seu sonho de ser médica. Em 1929 ela sofreu o primeiro aborto; em 1932, o segundo e último. Seu grande desejo era ter filhos, e a impossibilidade de concretizá-lo naturalmente deixou-a extremamente traumatizada.

Nesse período, Frida pintou o quadro “O Hospital Henry Ford”,também conhecido como A Cama Voadora (1932). O quadro mostra a pintora deitada na cama do hospital, flutuando sobre o leito, um feto do sexo masculino, um caramujo e um modelo anatômico de abdome e de pelve. No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um autoclave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical. O lençol sob Frida está bastante ensangüentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.

Em 2 julho de 1954 Frida participou, em cadeira de rodas, da manifestação contra a intervenção americana na Guatemala.
Frida Kahlo viveu como Diego Rivera recomendou, um dia, a ela:
“Pega da vida tudo o que ela te der, seja o que for, sempre que te interesse e possa dar certo.”
Ela costumava dizer que “a tragédia é o mais ridículo que há” e“nada vale mais do que a risada”.
Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante “fortes”, não eram surrealistas:
“Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade.”

Aqui video da Frida (real)

Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas:

“Espero alegre a saída e espero nunca voltar – Frida”.

Museu Frida Kahlo
Site Oficial

VIVA FRIDA!

Nascimento de mãe

Olá! Estou um pouco ausente por conta do fluxo de trabalho, mas sem pressa, as coisas vão se encaixando e aos poucos o blog vai crescendo.
Duas coisas, primeira:
-no último dia 11/08 eu menstruei bem gostoso. Daquelas menstruações vorazes. E o mais engraçado é pensar no quanto eu sempre fiquei preocupada em NÃO engravidar, e num determinado momento em que decido engravidar (e, portanto não usar nenhum contraceptivo) nada acontece. Sério, decidi desencanar e deixar “rolar”, porque se fosse pela lógica, simples e reta, eu já estaria grávida. Não estou triste ou frustrada, só fiquei pensativa. Acho que tudo vem no momento certo.


Segunda: eu me reuni com a Lucélia (enfermeira obstétrica) e a Claudia (psicanalista Lacaniana) para discutirmos o parto ativo em São José do Rio Preto, SP. Sim, acho que o termo é bem esse: PARTO ATIVO. Onde a mulher é atuante e ativa, consciente e personagem principal de seu próprio parto.
Conversamos sobre as barreiras, sobre as possibilidade, e sobre a esperança de mudarmos o quadro. Afinal, por aqui o índice de cesárias é ENORME. E poucas mulheres sabem lidar com a própria gravidez.
Pautamos duas idéias:

-curso para gravidas, que trate de temas importantes, diferente do que vemos na maioria dos cursos para gestantes (como, por exemplo, ensinar a dar banho no recém-nascido…)

-Evento para ano que vem, reunindo profissionais da área favoráveis à mudança e público.

Aos poucos, informarei vocês através do blog.
Afinal, quando nasce um bebê, nasce também uma mãe. 

Olhos azuis, a dor do preconceito

A professora e socióloga Jane Elliott ganhou um Emmy pelo documentário de 1968 “The Eye of the Storm”, em que aplicou um exercício de discriminação em uma sala de aula da terceira série, baseada na cor dos olhos das crianças.

olhos azuis preconceito negroHoje aposentada, aplica workshops sobre racismo para adultos. “Olhos Azuis” é a documentação de um desses workshops em que o exercício de discriminação pela cor dos olhos também foi aplicado.

O objetivo do exercício é colocar pessoas de olhos azuis na pele de uma pessoa negra por um dia.

Para isso, ela rotula essas pessoas, baseando-se apenas na cor dos olhos, com todos rótulos negativos usados contra mulheres, pessoas negras, homossexuais, pessoas com deficiências físicas e todas outras que sejam diferentes fisicamente.

Numa palestra com um auditório lotado, ela pergunta: “Se algum branco gostaria de receber o mesmo tratamento dado aos cidadãos negros em nossa sociedade, levante-se. (…) Ninguém se levantou. Isso deixa claro que vocês sabem o que está acontecendo. Vocês não querem isso para vocês. Quero saber por que, então, aceitam isso e permitem que aconteça com os outros.”

Assista abaixo o documentário completo dividido em nove partes:
PARTE 01
PARTE 02
PARTE 03
PARTE 04
PARTE 05
PARTE 06
PARTE 07
PARTE 08
PARTE 09

Desabafo de Luana

desabafar

v.t.

Descobrir, desagasalhar.
Expor ao ar; arejar.
Desimpedir, desobstruir.
Desafrontar, desagravar.
Dizer ou manifestar com franqueza o que se sente ou pensa.
v.i.
Manifestar o que se sente ou pensa, desafogar-se.v. t.
Descobrir. Desagasalhar. Desafrontar. Tornar livre (a respiração). Dizer com franqueza: desabafar resentimentos. Expandir. Reanimar.
Respirar livremente. Expandir-se.

Hoje li este relato da Luana Carneiro no grupo de “feminismo e maternidade” do facebook, e perguntei se poderia postá-lo aqui.
E heis que a resposta foi super positiva!
Obrigada Luana, espero que possamos conversar, através de sua fala, com várias mulheres que sentem o mesmo que você.

“Um desabafo:

Estar grávida não é só ter que dividir seu corpo com a criança na sua barriga, é ter que dividi-lo com a sociedade também. Como mulher, tenho que me esforçar constantemente pra não ter a minha liberdade física e sexual castrada, mas vejo que, como gestante, isso vai muito além do que estava acostumada a lidar.
Subitamente todos ao meu redor são “experts” em saúde física e mental, e, como tais, se acham aptos a me dar “conselhos” – o que devo comer, pra onde devo sair, como devo me comportar e até o que devo pensar e sentir – a todo tempo.
Além disso, tente falar publicamente que não quer ter intervenções médicas na hora do parto, e o que ouvirá da maioria das pessoas é: “você está sendo inconsequente!”, “se algo der errado, se sentirá culpada pelo resto da vida!” (porque EU me sentir culpada, pelo visto, só depende da SUA noção de culpa), “conheço um caso assim e assado onde tudo deu errado!”, “você não vai aguentar a dor!”. Isso sem contar os próprios médicos, esses *entes divinos* que tentam te explicar como sem eles seu corpo não funciona e sua vida está sempre em risco! Hoje mesmo, numa consulta que fiz, tive que ouvir um sermão de como estou sendo irresponsável por fazer tais escolhas, como não estou preparada e ainda tive que ouvir a pergunta audaciosa: “o que seu companheiro acha disso?”

E claro, pra completar, parece comum ter que dar explicações sobre a minha vida amorosa pra todos agora. É de se esperar, lógico, perguntas como “e quem é o pai?”, mas me deparo diariamente com coisas mais “por que vocês não estão mais juntos?”, “ele também concorda com a escolha que você está fazendo?”, “como você vai fazer pra ter essa criança sozinha?”. E quando dou respostas mais evasivas, como “meu filho me terá como mãe e pai”, as reações costumam variar entre “tadinha!” e “que horror!”. Já não me bastasse todo o caos interno que tenho que lidar nessa nova fase da minha jornada, toda a fragilidade emocional em que ando me encontrando, me vejo também refém da cultura patriarcal que acredita que não sou capaz de criar bem um filho sem uma figura masculina ao meu lado.

E é isso. Não acredito que seja a única a passar por isso…
Gostaria de estar mais forte pra conseguir superar logo toda essa raiva e mágoa que acabo engolindo no processo…”

Por Luana Carneiro

Sobre sensações e pensamentos

Eu e meu marido decidimos, há mais ou menos um mês, que teríamos um outro filho (já temos uma pequena, de 5 anos, chamada Sophia).
E me dei conta que eu talvez precise me aproximar do meu corpo, de seus sinais e sensações. Me dei conta que, apesar de super atenta, não sei dizer se já estou grávida ou não. E isso, embora um pouco frustrante, é um indício do quão longe estou de mim mesma. Paradoxal né?

Tenho tido sensações uterinas (estas que aliás mudaram muito depois de ter a Sophia, antes eu não “sentia” meu útero, depois sinto de fato ele), tive uma pequena cólica hoje, teve um outro dia que passei mal, senti “borbulhas”…enfim. Mas eu só vou partir pro teste de farmácia (se eu não conseguir o de sangue antes, afinal não tenho plano de saúde) depois que a menstruação atrasar, se ela atrasar. Ou seja, lá pro dia 15.
Até lá vou aguardando.
Mesmo sem saber, e idéia de ter um filho já está presente, se você acredita em alma e tal, eu diria que ele já está do meu lado. Meu marido e minha filha estão super animados, vez ou outra comentam algo. A energia de um novo membro familiar já está aqui. E é ótimo poder planejar e ter um momento propício para a nova vida. Me posiciono com mais consciência frente ao que está por vir.  E quero uma gravidez consciente, tranquila e feliz.

 Quero poder escolher onde parir.  Eu quero ter um parto dentro d’agua e em casa, junto com minha familia linda, minha amoreira, junto com a paz que tenho em casa, o acolhimento. Se, durante a gravidez tiver algo que seja contrário (e genuino) a ter um parto em casa, tudo bem, mas que seja um parto humanizado e consciente, que eu saiba o porquê de estar tomando determinado remédio, das possibilidades e principalmente da MINHA ESCOLHA. Ninguém devia ser privado de escolher.

Print feito por Adèle

Entrei em contato com a Adèle Doula que tem compartilhado várias informações e palavras de carinho comigo. Ela trabalha como doula em Brasília e estuda psicologia. Estudamos juntas em 199? no Licée Pasteur/SP e fomos nos reencontrar através do Facebook ^-^ Eu brinco dizendo que ela é minha doula virtual! E já faz “aquela” diferença”. Deixa a gente mais “sossegada”….faz pensar…desmistifica essa área, tão controlada por profissionais da saúde (nada contra eles) e hospitais e tão longe de nós mesmas.

Engravidar, parir, criar um filho, deviam ser coisas mais conscientes e responsáveis.

Jhenifer gravida – foto por mim

Enfim. Vou compartilhar com vocês um video lindo, de um parto domiciliar aproveitem !
 Parto Natural de Naolí Vinaver

Grandes abraços!!

Olá!

Primeiramente bem vinda/o ao blog Akna!
A ideia é ter um diário online sobre a minha futura gravidez (ou presente gravidez, eu não sei), onde discutiremos tanto questões simples do dia a dia, quanto questões maiores, acerca dos tipos de parto, perguntas sobre a gestação, grupos de apoio,  locais de informações, doulas, enfermagem, obstetrícia.. Enfim!

Eu já sou mãe de uma garotinha linda, chamada Sophia, que acabou de completar 5 anos. O parto dela foi uma cesária não eletiva (ou seja, aguardamos o dia do parto naturalmente),  eu queria um parto normal, mas por “n” motivos não pude. Se quiser ler o meu relato de parto, clique aqui.

O nome Akna (a mãe) é da mitologia Inuit (esquimós), é uma deusa de fertilidade e do parto.
É também o nome da deusa da maternidade e do nascimento na mitologia maia.
Eu adoro mitologia e achei interessante fugir um pouco do “fluxo” mais conhecido de mitos relacionados à maternidade e trazer algo que, embora distante da minha cultura, representa muito bem essa minha busca, por algo desconhecido e ao mesmo tempo familiar, forte e com uma sensação de “Déjà-vu”.
Algo como a Deusa Akna, desconhecida…porém….

Meu intuito com este blog é que você , mulher, se apodere de seu corpo e seja livre para ser mãe da melhor maneira possível.

Aqui um video lindo de um parto onde a mãe sorri muito, para inspirar vocês queridas!

“Seus comentários são sempre positivos: “Vem meu bebê“, “Sim“, enquanto se olha no espelho e faz força, sem gritar. A equipe não lhe dá ordem nenhuma, a única coisa que eles dizem é “olha, olha!” e “muito bem!“, e quem recebe o bebê e o coloca sobre a barriga da mãe é o próprio pai.”
Fonte: Adele Doula

Grandes abraços maternos para vocês

Ensaio Pré-casamento Ingrid e Fabiane

“Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (…) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.”
(Antoine de Saint-Exupéry, in ‘Cidadela’)

Tive o prazer de fotografar o ensaio deste casal, que apesar de todos os empecilhos provam que o que realmente importa é o amor.
Pela liberdade do amor, pois ele sim é importante.
Fotografia e edição:  Nathalie Gingold

Maquiagem: Reider Pereira

Local: Cachoeira do Mirtão
Making of: (é só clicar na foto)

Ensaio completo: (é só clicar na foto)

Primeira Expo Musas de Si= Sucesso!

Porque foi tudo lindo. Perfeito em cada imperfeição. Sincero em cada olhar. Emocionante em cada voz. Forte em cada gesto. E transcendeu em cada cor.
A primeira exposição do meu projeto Musas de Si foi mais que um sucesso, foi algo quase místico, que pulou o momento e se antecedeu à nova era.

Agradecerei infinitamente à todos que me apoiam e que me amam.
Vocês são SIM, MUSAS (e , pq não, MUSOS (?) )E me inspiram à fazer o melhor.

Só faltou agradecer à Camila Fernandes e à musa Fernanda Tavares!

Em breve fotos !

 

Primeira Expo MUSAS DE SI!

Flyer da primeira expo do meu projeto Musas de Si! Todos por Camila Fernandes ou  Mila F.

Aqui no blog eu já escrevi sobre o projeto. Não viu? Vai lá!! MUSAS DE SI

 

Ganhou o prêmio de fomento à cultura “Nelson Seixas” da prefeitura de S.J. Rio Preto, SP, em 2011.

Será na Casa Kenty, de Alexandre Kaldera   ! (Veja aqui reportagem)  O design da exposição contou com os incríveis Natália Shinagawa (arquiteta) e Diogo Moita (Designer), e também conto com apoio do Timbre Coletivo e artistas envolvidos, amigos, musas…enfim, mega time!

Além da exposição em si, teremos vários artistas falando através da arte, sobre o tema em debate: o que é ser Musa? O que é beleza?

Dança com a apresentação “Born never asked”, inspirada na obra da fotógrafa Francesca Woodman e interpretada por dançarinos clássicos e modernos: Carolina Campos e Thayná Barbosa da companhia Isadora Duncan e Roni Roda do Fusão de Rua.
Teatro com uma cena da peça “Kahlos”, sobre a vida de Frida Kahlos. Com direção de Milton Verderi e atuação de Vanessa Cornélio e Lawrence William Garcia.
Apresentação musical em homenagem às grandes musas da música, interpretadas por Alessandra Lofran e Victor Campos (ambos da banda Contos de Réis)
Karaokê ao vivo, onde a música é tocada na hora e quem quiser cantar é só pegar o microfone, com a banda Lolirock, dos músicos Daniel Verlotta e Bruno Ravagnani

E paines em grafitti inspirados nas musas por Patrícia Campos, Lucas Campos e Fátima Salomeh

Além de muita gente bonita e interessante, num local delicioso para se inspirar e se debater um tema onde todos estão envolvidos.
Será na sexta, dia 15 de junho, em S.J. Rio Preto, vem!!
https://www.facebook.com/events/400569503308360/

Flyer por Camila Fernandes Mila F


Conheça um pouco mais do projeto aqui:
www.wix.com/gingold/musas ou aqui:
https://www.facebook.com/pages/Musas-de-Si/393703130670430


Quero todo mundo lá!!! 

Rio Preto Rock Festival 2012

É tipo assim….

“Galera, a equipe de organizadores do RIO PRETO ROCK FESTIVAL agradece a todos que compareceram neste evento maravilhoso que tivemos!!!
O público esteve de parabéns, em 20 horas de Rock and Roll não registramos nenhuma briga, nenhuma aborrecimento e a vibração estava demais.Muita energia positiva e esperamos o apoio de todos para que possamos realizar a segunda edição em 2013! Agradecemos também ao trabalho maravilhoso das 11 bandas que engradeceram nosso evento: Killing Dogs, A Estação da Luz, Johnnie Rock, Bruno Britto e Banda, Mobil, Os Beatolados, Queen Tribute Brazil, Lizzard, No Quarter, Ozzmosis e Homens de Gelo que conseguiu manter a animação da galera mesmo depois das 6h da matina! LONG LIVE ROCK ‘N’ ROLL!!!”

clica!!!

Aqui, um pequeno registro fotográfico, pois eu não estava lá fotografando e sim filmando.
Vai lá e confere!
(é só clicar na foto)

Rio Preto Rock Festival.
20 horas de ROCK, com tributos e covers dos maiores clássicos do ROCK nacional e internacional.
foi dia 26/05/2012, no Recinto de Exposições de São José do Rio Preto – SP.

www.riopretorockfestival.com.br
www.facebook.com/riopretorockfestival 

Pós TV Lado B

Quarta-feira de estréia!
Nesta quarta (23), às 20:30h, rolou a primeira Pós Tv Lado B, que foi realizada pelo Timbre Coletivo, direto da Casa Kenty.

A Pós Tv é um projeto do Fora do Eixo que busca ressignificar a Tv convencional, através de debates ao vivo na internet. Mais do que um canal, um conceito, a Pós Tv prestigia iniciativas de transmissões em diversas áreas.

A Pós Tv já ocorre em vários pontos do Brasil e, nesta quarta, chegou em São José do Rio Preto!
Foi realizada pelo Timbre Coletivo, com apoio da Casa Kenty.

O debate foi sobre o cenário artístico riopretense.
Confira a cobertura fotográfica (é só clicar na fita):

Clique!
CLique!

Ao invés de censura, amor por favor!

‎17 DE MAIO, DIA INTERNACIONAL DE LUTA E COMBATE A HOMOFOBIA.

Casamento Fabiane e Ingrid. – S.J. Rio Preto, SP – Abril-2012
Foto por Nathalie Gingold.

Slut Club

Clique e veja mais!

Fizemos um ensaio inspirado no filme “Fight Clube (clube da luta)”, só que só com mulheres.  Sim, mesmas regras.

Fotografia e edição: Nathalie Gingold
Produção e locação: Julia Caputi e Adriano Amendola
Modelos:  Julia Caputi, Natália Campanholo, Hellen Rosa, Carla Mariel, Marina Cananda, Raphaela França, Melinda Visalli, Arlete, Carla, Aline e Zeza.
Make up e efeitos especiais: Reider Pereira
Local: Espaço Contracultural Baratazul (Mirassol-SP)
E agradecimento pelo apoio para:  Fatima Salomeh, Jorge Etecheber, Galo de Briga, Unilago,  Espaço Contracultural Baratazul e todos os envolvidos que nos ajudaram de alguma forma.

As vezes me pergunto se o fizemos simplesmente para fazer um contra-ponto ao masculino (do filme) ou à liberdade de também poder fazer isso, mesmo sendo mulher. Será que dá no mesmo?

“Escutem aqui, vermes. Vocês não são especiais. Vocês não são um belo ou único floco de neve. Vocês são feitos da mesma matéria orgânica em decomposição como tudo no mundo.” (Clube da luta)

Não é incentivar algo violento, mas sim, se expressar de maneira livre e lúdica nossos instintos e impulsos primitivos, supondo que existam tais.
O nome é uma homenagem à “Slut Walk” (em português Marcha das Vadias) manifestação que ocorre em diversos países e que começou ano passado:

“A Marcha das Vadias ou Marcha das Vagabundas (em inglês: slutwalk) iniciou-se em 3 de abril de 2011 em Toronto no Canadá e desde então tornou-se um movimento internacional realizado por diversas pessoas em todo o mundo. A Marcha das Vadias protesta contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro pediram isso devido as suas vestimentas. As mulheres durante a marcha usam roupas provocantes: como blusinhas transparentes, lingerie, saias, salto altoou apenas o sutiã.”

Resumindo: é para questionar mesmo, subverter, colocar à prova, quem disse que o papel das mulheres é o da Donzela indefesa? Incapaz de se defender, de sentir raiva, de bater em alguém. Somos donas e protagonistas da nossa própria história.

Estereótipos? Tô Fora! E bora brigar! Hoje colocarei alguns cartazes e fotos 😉 Em breve, tem mais!

Ah sim! Simultaneamente ao ensaio, foi filmado um curta-metragem por Fernando Macaco…aguardem!!!!
Cliquem na imagem para verem o ensaio completo!

Clique para ver todas as fotos
Clique para ver todas as fotos

SLut Club

Preview do ensaio inspirado no Clube da Luta, mas desta vez quem bota pra quebrar são as mulheres!
E além do ensaio, teremos um curta-metragem dirigido por Fernando Cinemacaco

Aguardem!

Musas de Si

1º Expo na Kenty, Rio Preto: 15 de junho!! Em S.J. Rio Preto, SP
https://www.facebook.com/events/400569503308360/?ref=notif&notif_t=plan_user_joined

Venha conhecer o projeto:
www.wix.com/gingold/musas

Musas 

e dê um curtir na fan page:
https://www.facebook.com/pages/Musas-de-Si/393703130670430

Preview Casamento Ingrid e Fabiane

Aqui uma prévia do casamento da Fabiane com a Ingrid, foi tão mágico e lindo…estou aqui me coçando para postar mais 😉
Foi em Abril, em S.J. Rio Preto, SP.

Aguardem…

Musas de Si

Clique e leia mais

Venha conhecer o projeto:
www.wix.com/gingold/musas

e dê um curtir na fan page:
https://www.facebook.com/pages/Musas-de-Si/393703130670430

Making of Ensaio Janis

E para quem ficou curioso e gostou do ensaio em homenagem à Janis Joplin com a querida Raphaela França, aqui vão as fotos do making of, com um pouco do local, produção e cenas engraçadas 😉

Fotos e tratamento: Nathalie Gingold

Produção: Raphaella França e Jaqueline Rosa

Make e cabelo: Reider Pereira

Assistência geral: Fernando Macaco

É só clicar na foto para ver a galeria!
Clica!

Preview Frida….

Em breve….ensaio em homenagem à Frida Kahlo…

Ensaio Janis Rapha Joplin

Este ensaio foi feito com alegria e liberdade.

Uma homenagem à querida e talentosa Janis Joplin. A Raphaela serviu de modelo pois transpira uma aura como a da cantora, embora seja atriz, é também fã do trabalho e da imagem desta que sempre estará marcada em nosso imaginário.
Incluí trechos de algumas músicas nas fotos.

Fotos e tratamento: Nathalie Gingold

Produção: Raphaella França e Jaqueline Rosa

Make e cabelo: Reider Pereira

Assistência geral: Fernando Macaco 

Aproveitem! Cry Baby 😉 Clique na foto e veja todas as fotos

Clique na foto para ver galeria

http://grooveshark.com/songWidget.swf

Me and Bobby Mcgee

Grito Rock 2012 – Rio Preto

“O Grito Rock Rio Preto produzido pelo Timbre Coletivo, ocorrerá nos dias 08 (SESC e Vila Dionísio), 09 e 10 de março (ambos os dias no SESC e Cervejaria Riopretana). Conta com 29 atrações, intervenções de grafitti e ações promovidas pelas frentes do Circuito Fora do Eixo: Fora do Eixo Letras (FEL), Nós Ambiente, Distro Fora do Eixo.”

Para mais informações, acesse:

www.facebook.com/timbrecoletivofde

www.gritorock.com.br

E-mail:

timbrecoletivo@gmail.com

Clique para ver galeria completa!
Clique para ver galeria completa!

Abraços!

Preview – Ensaio pré-casamento

Aqui, só uma foto para vocês terem o gostinho do ensaio das lindíssimas Ingrid e Fabiane, que se casam em Abril deste ano.

Escolhemo a natureza para ser testemunha deste belo casal.
Em breve, mais fotos.

Grandes abraços!

Libido #03

Terceira edição da Libido!
Tem ensaio masculino pra lá de sensual, textos sobre sexualidade, poemas e contos eróticos e muita, mas muita polêmica.

Atreva-se. Liberte-se. Libido.

Clique na imagem para ver a revista LIBIDO

Aqui você lê um pouco sobre a experiência do Valmir (modelo da Libido deste mês) de posar para mim. Nenhuma das pessoas que posaram para a revista são modelos profissionais e esta foi a primeira que fizeram um trabalho assim.
http://sopadedragoes.blogspot.com/2012/02/voce-nao-vai-acreditar.html
Abraços!

Definições

Tenho que confessar algo à vocês queridos, quando me perguntam: você é fotógrafa? E fotógrafa do quê? – Fico pensando em todos os trabalhos em fotografia que já fiz e naqueles que eu realmente senti prazer em fazer.

E me dei conta de uma coisa: gosto de desvendar.  Seja um personagem imaginário, seja o olhar de uma pessoa.
Sentimentos, belezas, momentos…com as lentes, mostro ao mundo como o vejo. É quase que um tradutor,  que consegue trazer à tona aquilo que meus olhos sentem.

😉

Precisa desvendar algo? Entre em contato, faço portraits e ensaios pessoais. Também trabalho com moda, arte e animais.

Nathgingold@gmail.com

Angelica Arcanjo (Raquel Felipe MGMT)

Aqui você vê um pouco mais sobre o meu trabalho:

www.wix.com/gingold/photo
Abraços!

APAVOREXXX na Kenty

Editorial party Apavorexx na Kenty, teve arte, beleza, timbre coletivo, teatro, música ao vivo, diversão, profissionais e claro, cerveja 😉

 

Foto: Nathalie Gingold
Produção Executiva: Alexandre Kaldera

Make e look: May van Bell

Modelos: Nathália Gongora Silva , Rafaa Arcurio,  Daniela Barreira Sousa,  Vanessa Morelli , Kamila Moreira, Angelica Arcanjo (Raquel Felipe MGMT)

Clique na foto para ver a galeria completa !

 

Clique na imagem para ver galeria completa
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Sexta 13 na Kenty

Editorial Party, dia 13 de Janeiro, na Kenty….demorei, mas postei!

 

Foto: Nathalie Gingold
Produção Executiva: Alexandre Kaldera
Make: Pâmella Mesquita
Look: May van Bell
Modelos: Nathália Gongora Silva , Daniela Barreira Sousa, Luana Verri, Ludmila Verri (Raquel Felipe MGMT)

E convidados: PoetizaPâmella Mesquita, Gerrah Tenfus, Thassia Almeida, Juliana Merengue.

Clique na foto para ver a galeria completa

 

Clique na imagem para ver galeria

Libido #02

Sexta-feira é um ótimo dia para lançar a Libido #02…

Esta segunda edição da revista Libido vem repleta de carinhosos beijos e demorados abraços.

Fotografei a Rapha, o Mauro e o Murilo, em estado de puro amor e sensualidade.

Seus lindos!

Cliquem na foto e boa sexta!

Para quem ficou curioso em ver a primeira edição, clica aqui:  https://agrandegaia.wordpress.com/2011/11/28/libido-01/

Grandes abraços!!!

Feliz 2012!

Foto por Fernando Macaco

Que 2012 seja cheio de mudanças, beleza e muuuiiiito amor!!!!!!!!!!

A mulher selvagem 01

Hoje inicio um série de posts sobre um livro que amo: Women Who Run with the Wolves – de Clarissa Pínkola Estés (Mulheres que correm com os lobos).
Este livro é uma obra extremamente profissional, resultado de um trabalho exaustivo da autora em trazer à tona antigos mitos, que segundo ela, trazem a chave para nos entendermos melhor e entrarmos em contato com nosso lado primal.
Adoraria comprar um livro deste para cada mulher da minha vida, mas como ainda não ganhei na Mega, vou compartilhando pedaços dele para vocês acompanharem essa bela e incrível aventura para dentro de si mesmas.

Aqui o link para quem quiser comprar online

Enjoy:

“Uma mulher saudável assemelha-se muito a um lobo; robusta, plena, com
grande força vital, que dá a vida, que tem consciência do seu território, engenhosa,
leal, que gosta de perambular. Entretanto, a separação da natureza selvagem faz com
que a personalidade da mulher se torne mesquinha, parca, fantasmagórica, espectral.
Não fomos feitas para ser franzinas, de cabelos frágeis, incapazes de saltar, de
perseguir, de parir, de criar uma vida. Quando as vidas das mulheres estão em estase,
tédio, já está na hora de a mulher selvática aflorar. Chegou a hora de a função
criadora da psique fertilizar a aridez.
De que maneira a Mulher Selvagem afeta as mulheres? Tendo a Mulher
Selvagem como aliada, como líder, modelo, mestra, passamos a ver, não com dois
olhos, mas com a intuição, que dispõe de muitos olhos. Quando afirmamos a
intuição, somos, portanto, como a noite estrelada: fitamos o mundo com milhares de
olhos.

(não encontrei o autor desta bela imagem)

A Mulher Selvagem carrega consigo os elementos para a cura; traz tudo o que a
mulher precisa ser e saber. Ela dispõe do remédio para todos os males. Ela carrega
histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. Ela é tanto o veículo quanto
o destino.
Aproximar-se da natureza instintiva não significa desestruturar-se, mudar
tudo da esquerda para a direita, do preto para o branco, passar o oeste para o leste,
agir como louca ou descontrolada. Não significa perder as socializações básicas outornar-se menos humana.

Significa exatamente o oposto. A natureza selvagem possui
uma vasta integridade.
Ela implica delimitar territórios, encontrar nossa matilha, ocupar nosso corpo
com segurança e orgulho independentemente dos dons e das limitações desse corpo,
falar e agir em defesa própria, estar consciente, alerta, recorrer aos poderes da
intuição e do pressentimento inatos às mulheres, adequar-se aos próprios ciclos,
descobrir aquilo a que pertencemos, despertar com dignidade e manter o máximo de
consciência possível.”  Trecho do livro Women Who Run with the Wolves – de Clarissa Pínkola Estés (Mulheres que correm com os lobos), todos os direitos reservados à autora.

O quanto estamos trilhando o caminho da mulher selvagem?

Vantagens da Fotografia profissional

Porque contratar um fotógrafo profissional?

 

Fotografia é uma área técnica onde o investimento de capital é intensivo. Tanto o investimento em relação a equipamentos (câmeras, iluminação e periféricos) quanto em relação ao conhecimento prático. Isso sem contar que é uma área onde a experiência ainda se faz muito necessária.

Existem inúmeras vantagens em se contratar um fotógrafo profissional.

Qualidade é a primeira e a maior dessas vantagens.

(Imagem feita para site das Lojas Lívia- Perfumes Importados)

Imagem feita para Lojas Lívia

Isso é importante e significa que você valoriza o seu produto ou serviço e investe na sua empresa. Consequentemente, aumenta sua credibilidade, suas vendas e seus resultados. É a qualidade que atrai os clientes em primeiro lugar.

Imagens com qualidade vão garantir que você se destaque entre seus concorrentes e até mesmo passe a competir com outros concorrentes que já investem em imagens profissionais e, possivelmente, nem sejam tão bons quanto você e o seu negócio.

O material promocional de seus produtos ou serviços devem refletir uma qualidade tão boa quanto ao de seus maiores concorrentes e, para isso, uma imagem também de alta qualidade é fundamental. Ver o produto antes de comprar, conhecer a estrutura da sua empresa, avaliar o atendimento da sua equipe é o que seu cliente vai querer sempre.

E note bem: se o caso for de venda de produtos online ou prestação de serviços online, a exigência por parte do cliente vai ser maior ainda.

(imagem feita para sorveteria Soft Mania)

Imagem feita para sorveteria Soft Mania

 

Experiência, rapidez e precisão são as outras grandes vantagens de se contratar um fotógrafo profissional.
Um profissional experiente sabe operar detalhadamente uma câmera e seus equipamentos para obter a imagem que você precisa. E não é só isso: ele sabe tudo sobre diafragma, obturador, luz, brilho, contraste, profundidade de campo, balanço e correção de cor, conversões de arquivos digitais e muitos outros detalhes técnicos que você nem imagina que existam.

Com base nesses conhecimentos, a qualidade, a rapidez e a precisão colocam você em pé de igualdade com os seus concorrentes na corrida por vendas ou na conquista de novos clientes. Qualquer atraso ou falha de qualidade no material fotográfico pode representar prejuízo. Lembre-se que o seu concorrente estará na sua frente, vendendo mais e encantando mais consumidores.

(Imagem feita para Atelier de bolos Nilce Mota)

Imagem feita para Atelier de Bolos Nilce Mota

Fotografar por conta própria, ou aceitar ajuda de amigos, fará você perder um tempo precioso que poderia ser empregado em atividades mais importantes sob sua responsabilidade. E pode também ocorrer um perigo: a geração de imagens que não correspondam com a fidelidade necessária aos seus produtos ou serviços.

Se o mais importante para você é a qualidade da fotografia e os resultados que ela proporciona, opte sempre por um bom profissional.

Mostre que você se preocupa com a sua imagem e que tem o mesmo cuidado como se estivesse escolhendo um novo membro para sua equipe, o seu designer, a sua agência de publicidade ou a matéria-prima utilizada em seus produtos.

(Imagem feita para Atelier de bolos Nilce Mota)

Imagem feita para Atelier de Bolos Nilce Mota

Você não garante aos seus clientes que o seu produto ou serviço é sempre a melhor opção? pois, com a imagem dos seus produtos e da sua empresa é a mesma coisa. Tem que ser a melhor opção. E para isso, seja profissional também até o último momento!

Depois de empreender e lutar para colocar sua empresa no mercado, torná-la competitiva e muito próxima de ganhar novas fatias de participação, você não pode deixar de ser profissional nem correr riscos desnecessários quando se fala em imagem dos seus negócios, não é verdade?

Seja seletivo na escolha de quem vai produzir suas imagens da mesma forma que seus clientes são ao escolher que produtos comprar ou que serviços contratar. Você, assim como seus clientes, sabe que ser seletivo é fundamental.

A imagem de um produto, de uma empresa ou de um evento não é um momento efêmero. Ela pereniza a história de seu empreendimento na memória de seus clientes e prospects. Pense nisso.

 

Abraços!

Fotos em Movimento (!) (?)

A fotógrafa novaiorquina Jamie Beck   mudou totalmente o conceito de GIFs animados ao criar uma respeitada forma de arte, apresentando fotos extremamente impressionantes.

Para quem não sabe, os GIFs animados são famosos na internet. Entretanto, a grande maioria tem caráter humorístico e não guarda grandes preocupações com a qualidade das imagens. O que Jamie faz é exatamente o contrário. As imagens possuem incrível realismo e chama atenção pelos detalhes.

Batizadas como “cinemagraphs”, ela busca não esgotar as possibilidades de uma imagem. Esta realmente parece ser a chave para criar uma arte respeitável.

Usando o mesmo conceito, surgiram algumas imagens baseadas em filmes famosos. Algumas sofreram sutis modificações e outras chegam a ser bem engraçadas. Confira a seleção.

Scarface (1983)

Scarface (1983)

Broken Flowers (2005)

Broken Flowers (2005)

Psycho (1960)

Psycho (1960)

A Vida Marinha com Steve Zissou (2004)

A Vida Marinha com Steve Zissou (2004)

O Iluminado (1980)

Em breve,  novidades por aqui 😉

Aguardem mais fotos em movimento….

Beijao!

Wallpaper Banco+Cachoeira

Olá queridos, mais um wallpaper para vocês!

Essa foto foi feita no sul do Paraná, cidade de Agudos do Sul.

É só clicar na foto correspondente ao tamanho da sua tela e copiar a imagem, é presente ^-^ !

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1024 × 768

Abraços!

Libido #01

Trago para vocês uma publicação repleta de beleza e sensualidade, tanto nas palavras, quanto nas imagens.

Libido.

Esta revista virtual tem como ideal buscar a libido, em sua forma, simbologia e sabor,  transcrevê-la, quase que literalmente.

Atreva-se e clique na foto…

Clique aqui
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Libido #01

Festival Percussivo e Entardecer na Represa

Sempre que anunciam algo no anfiteatro da represa, tenho vontade de ir, só pelo lugar. Te garante um dos melhores poentes da cidade e ainda por cima regado à arte!

Domingo passado, foi a vez do Festival Percussivo!

E eu me acabei!
Me emocionei com a dança, com a música, com a beleza…e me acabei de dançar também!

Abaixo algumas fotos e em breve um video, por Fernando Macaco, aguardem!

Clique p/ ver galeria completa
Clique para ver galeria completa

E aqui um incrível video, por Fernando Macaco

Wallpaper Flores

Presente para vocês, mais um wallpaper exclusivo, é só copiar o tamanho desejado e definir como fundo de tela do seu pc 😉

Espero que gostem!

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Abraços!

Velho Vento

Esse poema me faz lembrar de minha adolescencia, quando assistia às aulas de supletivo e minha querida professora Jadhe, me falava do poema.
Foto feita em Janeiro, na Praia Grande.
VELHO VENTO
(Fragmentos)
Velho vento vagabundo!
No teu rosnar sonolento
Leva ao longe este lamento,
Além do escárnio do mundo.
*
Tu que soltas pesadelos
Nos campos e nas florestas
E fazes, por noites mestas,
Arrepiar os cabelos.
*
Tu que sabes mil segredos,
Mistérios negros, atrozes
E formas as dúbias vozes
Dos soturnos arvoredos.
*
Que tornas o mar sanhudo,
Implacável, formidando,
As brutas trompas soprando
Sob um céu trevoso e mudo.
*
Que penetras velhas portas,
Atravessando por frinchas…
E sopras, zargunchas, guinchas
Nas ermas aldeias mortas.
*
Eu quero perder-me a fundo
No teu segredo nevoento,
Ó velho e velado vento,
Velho vento vagabundo!
(Cruz e Sousa)

Para ler o poema inteiro , clique > Velho_Vento

 

Abraços!

Ensaio Pin Up

Tudo começou com um contato da Tv Tem, sobre uma matéria no programa “De ponta à ponta” sobre os anos 50. Decidimos fazer um ensaio de pin-up no Lucy ‘n Burguer. Em dois dias o produtor Wagner Orniz foi atrás de tudo. E no dia do ensaio, todos ansiosos.

O Lucy’N Burguer é todo inspirado nessa época, com as cores, ícones (como  Marilyn e o Elvis) e até pratos, você se sente numa viagem ao tempo, em plena América do Norte. É fascinante.

Depois que a produção do Wagner Orniz e da May Van Bell (aliás, é dela a maioria dos figurinos, e quando eu digo “dela” quero dizer que ela os criou e costurou) chegaram…tive certeza: seria um ensaio incrível.

A modelo L. V., foi mostrando aos poucos seus traços de diva e o maquiador Carlos Martins, realçando cada detalhe…
A equipe da Tv Tem já estava à postos para as suas imagens, assim como o Fernando Macaco (que fez o Making of) e a Nádia (a solution girl).

Aos poucos começamos o baile…dois passos pra lá, luzes, música ambiente e um belo milkshake!

Depois seguimos para o estúdio Kenty do querido Alexandre Caldera, onde terminamos o ensaio com chave de ouro.

Queridos, equipe, profissionais: obrigada. Vocês são ótimos e o resultado não teria como ser outro!

Confiram as fotos!

Clique para ver galeria completa

E confiram o incrível making of , filmado e editado por Fernando Macaco:

Ensaio de pin up feito no Lucy’n Burguer Rio Preto e no estúdio da Kenty, do Alexandre Caldera.
Modelo: Ludmilla V.
Fotografia: Nathalie Gingold e Wagner Orniz
Produção: Wagner Orniz
Styling: Wagner Orniz e May Van Bell
Make up: Carlos Martins
Hair stylist: May Van Bell
Making of: Fernando Macaco
Assistente de fotografia e produção: Nadia Nagel

Agradecimentos à Anderson Müller e Bárbara Scossa,

da Tv Tem, que gravou uma matéria, juntamente com o ensaio pro programa “de ponta à ponta”
Obrigada à todos!