Sobre o desmame

Quando eu comecei a amamentar meu segundo filho, tudo foi muito lindo e tranquilo, pegou certinho, mamava bem , eu produzia leite para caramba e tudo seguiu. Era livre demanda, sem mamadeiras e chupetas, só colo, muito sling e poucas horas de sono seguidas.
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E depois de um ano e meio neste ritmo (depois dos 5 – 6 meses, ele começou a comer também, mas não entendo que a amamentação seja somente por necessidade de nutrição alimentar) me dei conta que não sabia como parar, como voltar a trabalhar, qual seria o momento ideal (sendo que eu podia escolher, pois meu trabalho me permite) e como fazer isso acontecer com respeito a mim e ao meu filho.
Adianto que não encontrei muitos textos sobre os assuntos, na maioria era sempre com um jeito mágico, que parecia muito lindo na teoria, mas na prática não rolava. E eu estava na idéia de sentir o momento, de sentir a necessidade de meu filho…de aprender do meu jeito mesmo, ou melhor, do nosso jeito.

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Bom, aos poucos percebi que ja estava no processo de desmame sem perceber.

Ele rolou de maneira bem gradual, tenho um companheiro e ajuda mto.
Comecei com pequenos intervalos, onde meu filho ficava com o pai enquanto eu ia trabalhar e tals (isso por volta de um ano de idade), e então os intervalos foram aumentando.
Depois aumentei os intervalos e comecei a deixar ele dormir sem mim as vezes (qdo eu nao estava em casa), ele e meu marido descobriram um jeito deles de ficarem bem, de dormir e tudo mais. Eles tinham o próprio jeitinho de ficar juntos, de dormir, de comer….Isso tudo sem mamadeiras ou chupetas.

Por volta de um ano e meio ele começou a dormir por mais tempo a noite, as vezes soltava naturalmente o peito pra dormir. E aos poucos eu também comecei a regular e negar as mamadas diurnas (pois eu ficava fora, e assim que chegava ele já queria o peito), e então eu negava e tentava distrair com outras coisas, conversava e tals, e aí, por volta dos dois anos as mamadas eram somente para dormir (seja a tarde, seja a noite) e incrivelmente ele começou a dormir por mais tempo, e somente as vezes acordava de madrugava (e mamava pra voltar a dormir).
Comecei a não dar o peito quando ele pedia, mas sim quando eu achava importante.
E me toquei que eu, muitas vezes, socava o peito quando não sabia o que fazer…não buscava alternativas (e nem achava que tinha) e pronto. Me dei conta que não pensava mais sobre o assunto, só dava o peito para ele ficar de boas e eu conseguir fazer minhas coisas (tipo, escrever no pc com o filho grudado era algo bem comum). E resolvi mudar isso. E rolou lindamente. Ficamos assim por uns meses, por volta dos dois anos.

E há pouco menos de dois meses comecei a negar o peito para dormir. E aí comecei a me virar com alternativas…. era colinho, musiquinha, carinho. E a cada dois dias rolava uma mamada, mas era no meu tempo, tipo, mamava um pouco (também para aliviar o peito, que ainda estava produzindo leite) e ia dormir.

Ele teve momentos de choro (meu também), mas senti que era o momento, conversei muito com meu marido, com amigas..e tava decidido. E quando consegui aconteceu algo incrivel e inesperado….ele começou a demonstrar carinho como nunca!
Sabem, ele agora vem pro meu colo e me abraça, me beija…. para dormir ele ouve as canções, escuta historinhas, ganha e pede muito carinho…e tudo isso era feito pelo peito. Só pelo peito. Tipo um ser mesmo. Ele só vinha pro meu colo porque queria mamar e ja grudava no peito. Eu tentava dar carinho para dormir, e ele ja queria a teta. Eu tentava dar ou pedir qualquer carinho, beijinho e abraços, mas era sempre a teta.

E olha, esse carinho é uma delicia ❤ Me senti muito feliz e confiante, tanto nele e sua maturidade, quanto em mim e nas decisões relativas ao desmame que tomei.

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(ah, e preciso comentar que tb rolou o desfralde, quase que junto ao desmame)

Sinto que precisamos falar muito sobre isso, discutir, entender, desabafar, pois acabamos por achar que devemos dar e receber todo o carinho entre mães e filhos através do peito. Só do peito. Pois é bacana a tal da livre demanda, e sim, é gostoso ficar grudadinha “sendo necessária”. E sim, é um ótimo e importante ponto de envolvimento emocional, mas não devemos esquecer que ele não é o único. Assim como nós, mães. Somos um ponto importante para o desenvolvimento emocional, mas não somos o único.

Permitir que outras pessoas cuidem de nossos filhos, permitir outras maneiras de carinho, permitir que nós mesmas possamos ter outros meios de prazer e cuidar, é permitir um passo, é permitir que o amor se espalhe e (ao contrario do achamos e do que dizem) ele se torne mais forte. E é também permitir a tão buscada liberdade, seja para nós, seja para eles .

Liberdade requer muita coragem para assumir nossos passos e assumir que muitas vezes nós é que estamos apegadas.

E quando comentei que chorei, foi por isso…pelo meu apego, em saber que agora ele ja está virando um meninão, que não precisa “só” de mim, das minhas tetas e atenção, que sou , de certa forma, dispensável, que ele já pode “viver” de boas com o auxilio de outras pessoas. É lindo e dificil. Como tudo, né. Pois sei bem o quanto ele ainda precisa de mim, mas a forma está mudando.

É lindo eu poder ir trabalhar, mas é dificil ficar longe da cria.
É lindo ver ele independente, mas é difícil assumir isso para mim, como mãe.
É lindo entender que ser mãe é também aprender sobre liberdade, pois sempre me ensinaram que ser mãe era aprender e se submeter a sofrimento e dependência, que isso é que era amor. Amor de mãe. Mas o que sinto é que amar de verdade é confiar, aceitar e seguir, com muito respeito a nós e aqueles que cuidamos.

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É lindo e dificil. Mas é vida, né. Tudo nasce, morre, nasce….

A Lua Vermelha

Na Antigüidade, o ciclo menstrual da mulher seguia as fases lunares com tanta precisão que a gestação era contada por luas. Com o passar dos tempos, a mulher foi se distanciando dessa sintonia e perdendo, assim, o contato com seu próprio ritmo e seu corpo, fato que teve como conseqüência vários desequilíbrios hormonais, emocionais e psíquicos. Para restabelecer essa sincronicidade natural, tão necessária e salutar, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da Lua e a relação com seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá cooperar com seu corpo, fluindo com os ciclos naturais, curando seus desequilíbrios e fortalecendo sua psique.
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Para compreender melhor a energia de seu ciclo menstrual, cada mulher deve criar um Diário da Lua Vermelha, anotando no calendário o início de sua menstruação, a fase da lua, suas mudanças de humor, disposição, nível energético, comportamento social e sexual, preferências, sonhos e outras observações que queira.

Para tirar conclusões sobre o padrão de sua Lua Vermelha, faça essas anotações durante pelo menos três meses, preferencialmente por seis. Após esse tempo, compare as anotações mensais e resuma-as, criando, assim, um guia pessoal de seu ciclo menstrual baseado no padrão lunar. Observe a repetição de emoções, sintonias, percepções e sonhos, fato que vai lhe permitir estar mais consciente de suas reações, podendo evitar, prever ou controlar situações desagradáveis ou desgastantes.

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(Réplicas de um útero normal e um útero menstruando)

Do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação. Quando a ovulação coincide com a lua cheia e a menstruação com a Lua Negra (acontece nos três dias que antecedem a lua nova, entendido como o quinto dia da lua minguante), a mulher pertence ao Ciclo da Lua Branca. Como o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, esse tipo de mulher tem melhores condições energéticas para expressar suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação.

Quando a ovulação coincide com a lua negra e a menstruação com a lua cheia, a mulher pertence ao Ciclo da Lua Vermelha. Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direcionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo Lua Branca, que é considerada a boa mãe, a mulher do Ciclo Lua Vermelha é bruxa, maga ou feiticeira, que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos.
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Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais.

Além de registrar seus ritmos no Diário da Lua Vermelha, a mulher moderna pode reaprender a vivenciar a sacralidade de seu ciclo menstrual. Para isso, é necessário criar e defender um espaço e um tempo dedicado a si mesma. Sem poder seguir o exemplo das suas ancestrais, que se refugiavam nas Tendas Lunares para um tempo de contemplação e oração, a mulher moderna deve respeitar sua vulnerabilidade e sensibilidade aumentadas durante sua lua. Ela pode diminuir seu ritmo, evitando sobrecargas ao se afastar de pessoas e ambientes carregados, não se expondo ou se desgastando emocionalmente, e procurando encontrar meios naturais para diminuir o desconforto, o cansaço, a tensão ou a agitação.

Com determinação e boa vontade, mesmo no corre-corre cotidiano dos afazeres e obrigações, é possível encontrar seu tempo e espaço sagrados para cuidar de sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Meditações, banhos de luz lunar, água lunarizada, contato com seu ventre, sintonia com a deusa regente de sua lua natal ou com as deusas lunares, viagens xamânicas com batidas de tambor, visualizações dos animais de poder, uso de florais ou elixires de gemas contribuem para o restabelecimento do padrão lunar rompido e perdido ao longo dos milênios de supremacia masculina e racional.

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O mundo atual – em que a maior parte das mulheres trabalha – ainda tem uma orientação masculina. Para se afastar dessa influência, a mulher moderna deve perscrutar seu interior e encontrar sua verdadeira natureza, refletindo-a em sua interação com o mundo externo.

Relato de Parto Domiciliar, Luana e Arthur

“Acho que me sinto finalmente pronta para Parir o meu relato de Parto.

Desde que o Artur nasceu que venho tentando organizar tudo o que passei em palavras.
O trabalho todo foi tão intenso, tão mágico que me restaram alguns flashes e poucas palavras.
E hoje me veio uma vontade tão louca de parir de novo, de sentir o pulsar do meu útero, saudade das contrações… que decidi tentar relatar um pouco do que vivi, até para as vezes conseguir entender melhor pelo o que passei.

Começo pela minha gestação.

Caos é a palavra perfeita para descrevê-la.Eu estava morando em uma Ocupação em Rio Preto e prestes a me mudar para Floripa com o meu parceiro e amigos.Comecei a me sentir enjoada, achei que era por causa da comida, até tava tomando remédios para o estômago, mas, quando deu 3 semanas de atraso no meu ciclo, não teve jeito.. resolvemos fazer um teste de farmácia. Deu positivo.. por via das dúvidas resolvi fazer outro, só para ter certeza mesmo. Positivo.

Lembro que a Nath Gingold postava com frequência sobre partos humanizados e sempre que sobrava um tempo, eu lia.

Quando caiu a ficha, eu e meu parceiro, Marco, fomos atrás de um GO. Nós, na nossa SANTA INOCÊNCIA, já chegamos falando sobre Parto Humanizado.
Nessa primeira consulta eu e meu bebê já fomos chamados de retardados por só querer saber sobre Parto Normal. Na segunda que foi com uma médica ela receitou um remédio, que gestante não pode tomar. Até que encontramos o Dr. Guaraci, que fez todo o meu pré natal e nunca me julgou por querer Parto Normal, pelo contrário, me incentivava. Minha família teve e tem problemas em aceitar minha gravidez até hoje e em toda a gestação teve muita opinião e medo alheio. Teve crise no meu relacionamento com o Marco, teve muita mudança de casa, muito choro, muita briga, muita confusão, muita não aceitação da gestação.

Até que com 6 meses eu senti o primeiro chute. E ai, eu me apaixonei.

Demorei 6 meses pra olhar para minha barriga e imaginar um bebê dentro dela. Demorei 6 meses pra dar o amor que meu bebê pedia e merecia.
E o amor que eu falo não é ficar alisando a barriga o dia todo, ou tirar mil fotos.. é a conexão incrível que existe entre uma mãe e o bebê.

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Sobre o Parto Domiciliar, minha família acha que eu sou louca até hoje, que eu arrisquei demais e que foi tudo na cagada.
A família do Marco, sempre apoiou as minhas escolhas, todas elas.. Porque hora eu optava por hospitalar hora por domiciliar..

O último encontro Gaia que eu fui, eu trouxe até mim de novo toda a minha confiança em ter sim um Parto Domiciliar. Foi um encontro em que a Lucelia Caires tava lá para falar sobre partos.
Já tinha ouvido falar e muuuuito sobre a Lucélia.. só que nunca fui atrás de conhecer ela de fato.
Ai, a Lu que veio falar comigo, queria saber quais eram os meus planos para o parto. E naquela altura, a ideia era, avançar em casa e depois ir para o Austa ter Parto Normal com o Dr. Guaraci.
A Lu me chamou pra ir na casa dela para conversarmos.. e conversa vai e conversa vem.. e decidimos ter em casa.
Mas logo depois mudei de opinião. Ai ficou de avançarmos com a Lu e depois ir para o Austa com o Dr. Guaraci.

Na sexta feira, dia 12 de setembro, eu e o Marco fizemos nosso chá de bençãos no centro aonde vamos, recebemos as bençãos dos caboclos no dia e quando chegamos em casa, fizemos aqui as nossas bençãos com nossas pedras de cura e energizadores.

No dia 13 de setembro, sábado, tivemos uma feirinha de vendas com a Criata no Vasco, e já lá eu estava com dores nas pernas e na lombar, só que achava que era o sapato que estava pesado, me apertando..
Chegamos em casa as 23h e eu tive umas contrações, só que achei que fosse contrações ‘educativas’.
As 3h da madruga do sábado para o domingo eu acordei já com bastante dor, acordei o Marco e começamos a conometrar as contrações.. Estavam de 6 em 6 minutos.
As 5h da madrugada, o meu tampão começou a sair.
Esperamos dar umas 8h da manhã para ligar pro Dr.Guaraci, porque era domingo, e enfim, era cedo…
o Dr. Guaraci disse que tudo tava normal e que era pra gente manter ele informado.
Informamos a Lucélia do que estava acontecendo, ela disse que viria logo menos para nossa casa e enquanto isso o Marco ligou para o Dr. Guaraci para dar novas notícias e o Dr. disse que havia saído de Rio Preto, que
era pra gente ir pra emergência do Austa e pegar um plantonista e Boa Sorte.
O QUÊ? COMO ASSIM? CÊ TA LOUCO?
Ficou por isso…

A Lucélia chegou umas 11h, ouvimos o coração do bebê, avisamos do que tinha acontecido com o Dr.Guaraci e ela falou que voltaria já com os equipamentos para um parto domiciliar.
Dormi. Acordei com a Lu em casa com tudo!!! Era umas 15h mais ou menos.
E dalhe massagem!1466271_10203114135756098_729769734549524977_n

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Uma das minhas lembranças mais fortes é a de estar no meio de uma contração e me encontrar no meio do mar cheio de ondas, e eu parada no meio dele e Iemanjá na minha frente com os braços abertos, e nessa mesma hora a Lucélia começou a cantarolar a música de Iemanjá.
Me arrepio toda só de lembrar!

Comi algumas frutas, açaí e chocolate e tomei muita Água com Mel.
Vomitei tudo. Três vezes.

O Marco Criata esteve comigo o tempo todo!!! Me apoiando e me deixando segura!!!
Achamos que quando eu estivesse parindo ele iria ficar maluco, só que foi bem ao contrário. Deixamos todo o nosso ego de lado e nos unimos para a chegado no nosso amor maior.
Ele cuidou de tudo, se dividiu em 1000, não me deixou preocupada com nada!! Desde dos detalhes de última hora até ligações de minuto em minuto da minha mãe.
Me massageou, me beijou, falava sempre palavras doces me incentivando. Sempre que dava um desânimo, lá vinha ele me contar do Artur e de como eu tava me saindo bem!
Companheiro divo!

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A minha amiga, Talita Miranda, chegou acho que era umas 19h, toda Índia e sorridente! Olhar para ela me passava uma sensação tão aconchegante!
Fez dela a minha doula, tirou de mim o peso que eu tava carregando de eu ser minha própria doula.

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Lembro de muitos sorrisos, pra onde eu olhava tinha um sorriso e mãos me massageando sempre.
Lembro de me sentir super segura com os toques que a Lucélia fazia. Era um alívio muito grande saber quantos centímetros eu tava.

E acho que umas meia noite, meia noite e meia a Amélie Lecorné chegou pra completar o time.

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Amélie estava em Rio Preto para conhecer a Lucélia e a Poliana Risso. Veio para cá e voltou para sua cidade, e chegando lá, a Lucélia ligou para ela e perguntou se ela poderia voltar pra ajudar no meu parto e ela voltou!!!
Só que quando ela chegou, eu já tava mais pra lá do que pra cá e lembro de pouquíssimas coisas.

Lembro das dores estarem um pouco mais fortes e os intervalos entre elas menores.

Montaram a piscina.
Ranquei toda a roupa sem delongas e entrei na piscina e nossa!!!
Que sensação divina!

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O Marco ficou na piscina comigo, fazendo massagem.
Entre uma contração e outra, eu e toda a equipe dormíamos, todos exaustos.
Lembro de sentir os pezinhos do Artur empurrando minhas costelas e sentir a cabecinha dele lá embaixo.
Quanto estava amanhecendo, eu me senti super mal por não ter nascido ainda, fiquei triste em ver que tinha passado tanto tempo e nem a bolsa tinha rompido ainda.
Uma sensação realmente desanimadora!!!

Logo em seguida a bolsa rompeu!!

Pedi pra tomar um banho, a água morna tava me cozinhando, o vapor me irritava…
Nas escadinhas pra ir para o banheiro, senti o Artur descendo, essa dor foi foda, ardeu tudo…
Tomei banho, achando que ele ir nascer ali mesmo. Voltei pra piscina com essa dor..
Ai foi que foi..

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Era 6:24h da manhã de uma segunda feira, o Sol estava subindo e o Artur descendo finalmente para os nossos braços!!!
Nasceu todo enrolado no cordão umbilical!
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Essa sensação de ver o rosto dele pela primeira vez, de ter dado a luz… eu acho que nunca, na minha vida toda eu vou saber escrever com todos os detalhes.

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Acho que só quem tem filhos sabe o que é a emoção em ver o seu bebê pela primeira vez na vida.

Saímos da piscina, o Artur ficou comigo o tempo todo.
O Marco cortou o cordão umbilical!!!

E ai, eu tive que parir a placenta…
Foram mais 5h para parir essa placenta.. pra mim passou em segundos, pra equipe foi beeeeeem mais cansativo.
Placenta nasceu, eu comi 3 pedacinhos e cada um da equipe comeu 1 pedacinho também!

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E foi tudo isso que aconteceu.
Artur nasceu em uma manhã linda de uma segunda feira com 3,420kg e com 53cm, em um Parto Ativo, Domiciliar, Humanizado e cheio de amor!
Tomou seu primeiro banho só na terça feira, mamou na sua primeira hora de vida fora do útero!
Tive uma laceração pequena, de um ponto interno e dois externos.
Ao todo foram 27h de trabalho de parto ativo!

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Só tenho gratidão por todos que me ajudaram nesse momento tão lindo em nossas vidas!
Gratidão a todas as massagens, a paciência eterna por esperarem o meu tempo e o tempo do Artur, a todo o apoio e acolhimento!
Gratidão ao Grupo Gaia por todo o suporte e informações tanto para mim como para muitas grávidas e tentantes!
Gratidão a todxs xs blogueirxs de plantão e a todos os relatos de parto.
Gratidão Lucélia, Marco, Talita e Amélie por fazerem disso tudo mais do que possível e lindo!!!

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E Gratidão ao meu pequeno e grande Artur por me escolher sua mãe!

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E a todxs… Parir é uma delícia! ”

Relato gentilmente cedido ao blog por Luana ❤ Gratidão querida, você e toda essa equipe, nos inspira!

Relato de Parto Domiciliar Isa e Gael

“EI, VC, JÁ LEU UM RELATO DE PARTO?
Dia 18 de julho de 2014. Eu sabia que aconteceria nesta data, na virada da lua minguante. Todo dia de manhã olhava a folhinha do calendário e contava quantos dias ainda faltava pra encontrar o Gael. A espera pelo nascimento mais parecia a ansiedade que eu sentia quando estava interessada em um cara: “Será que é hoje que vai acontece algo? Será que vai me ligar?”
Pois bem. Na noite anterior, três bruxinhas (Nath, Talita e Sophie) fizemos meu chá de bênçãos. Uma noite nem quente e nem fria, com fogueira, elementais, incensos, urucum e orixás. De fundo, uma música que me dizia: “Siente que el momiento llegas.” Eu sentia. Fui pra casa me sentindo plena e com algumas dores. Eu já estava nos pródomos fazia uns dias, então nem dei muita bola. Deitei com eles, Gael e a dor.
Sete horas da manhã do dia 18 de julho. Era pra ser mais um xixi matinal mas aquele veio acompanhado do meu tampão mucoso. Deu-me um aperto no coração! Olhei pra barriga e disse: “Chegou a hora, Gael. Vamos nos despedir da barriga, pois logo você estará aqui fora comigo.” E assim foi. As dores da noite passada haviam progredido. Comecei a contar o intervalo entre as “cólicas”. 3 em 3 minutos. Entrei em contato com a parteira-amiga Lucélia, que logo apareceu em casa. Engraçado que por mais que eu tivesse certeza de que aquilo era o início do meu trabalho de parto, algo não me deixava acreditar que, de fato, era. Poderia muito bem serem só os pródromos. Acho que foi por isso que eu não quis acreditar 100%.
A Lu achou melhor ir pra casa, pegar o restante do aparato e voltar aqui pra casa. Enquanto isso fiquei sozinha com a dor, me conectando com meu corpo e sentindo todo aquele movimento uterino. Sabe-se lá como consegui fazer um bolo, pra deixar pro pessoal comer durante o TP (o famoso bolo sabor contrações…rs). Enquanto isso, avisei as amigas-doulas Nath e Talita, e o amigo Samuel, quem faria a filmagem do parto.
As dores. Ahh, as dores!!! Se não fossem as paredes de casa pra me apoiarem. Comecei a ver qual a real das vocalizaçãoes. Todo mundo dizia que ajudava, que era importante. Tentei e achei estranho, bobo. Mal eu sabia que horas mais tarde eu estaria uivando no apartamento.
Lu voltou e logo chegou a outra parteira. Talita apareceu aqui com uma caixa de comidas. Minha cabeça não conseguia assimilar o que estava acontecendo. E no meio de um pensamento e outro, mais dores. Resolvi ir pro banho, pelando! A água quente mais parecia um afago de mãe, de tão confortante. Lu me vestiu: “Você precisa ficar bem quentinha, Isa. Parto é fogo, é calor.”
A piscina começou a ser cheia. Eis aí meu primeiro drama: o barulho, a movimentação que foi encher a piscina. Sempre me considerei uma pessoa tolerante mas naquele momento, eu queria apertar o MUDO do apartamento. Eu gemia de dor. Não queria barulho nenhum. Queria atenção silenciosa. Só isso.
Mesmo sem conseguir racionalizar a situação, minha intuição me dizia: “Você precisa se alimentar, comer bem.” Era sinal de que meu corpo precisava de energia para as horas que viriam pela frente. Comi legumes cozidos. Parava de mastigar a cada 3 minutos por conta das dores. Como me incomodavam! O lado bom das dores eram as massagens que eu recebia a todo momento.
Houve uma hora em que as contrações deram uma espaçada. Resolvi deitar um pouco e descansar. Doce ilusão! Ficar deitada durante as contrações mais parecia tortura chinesa (rs)!
Por volta das 15h a Nath chegou. Não lembro se nesse momento o Samuel já estava aqui mas acho que não. E assim seguiram as próximas horas: dores, massagens, uma conversa aqui, outra ali. Por falar em conversa paralela, isso também me incomodou. Eu havia escrito no meu Plano de Parto que queria silêncio, sem celular e tal. Não foi o que aconteceu.
Por volta das 17h eu senti que o parto iria engrenar. Na penumbra da sala e com minha playlist de Daime e Ayahuasca, minha preta velha chegou, na sua força e energia, de emocionar os mais sensitivos e sensíveis seres que ali estavam. Pra mim, foi o divisor de águas. A partir dali, tudo começaria. Eu já predizia que o Gael nasceria durante a noite e assim começamos a caminhada.
Eu leoa, loba, comecei a sair da toca. Uivos, gemidos de dor. A cada contração que passava eu dizia: “Menos uma.” Lembro-me de ter pedido silêncio. Vinha da cozinha um barulho insuportável. Neste momento de total conexão com meu corpo, eu não queria nada além de ouvir o som e ficar quietinha. Mas tantas vezes vieram falar comigo durante as contrações. Poxa, como aquilo incomodava! Meu corpo se esquivava das vozes.
Resolvi tentar a piscina. A noite tava fria, a água, morna. Minha vontade era de ficar em frente ao aquecedor e não sair mais dali. A sensação de estar na água dava outro sentido às contrações, que ficaram um pouco mais suportáveis. A cada dor, eu abraçava a Nath, a Lu. Era como se eu dissesse: “Não me deixe aqui sozinha, por favor.” Eu tinha a necessidade de saber se o TP estava evoluindo. Perguntava, constantemente, quantos centímetros já havia dilatado. Não lembro mais a evolução da dilatação ao longo do tempo, o que sei é que a linha púrpura me salvou de alguns toques (não todos, infelizmente).
Lembro que a equipe me pedia, de tempos em tempos, pra mudar de posição, pra ir pro chuveiro, pra bola, pra banqueta. Mas ali, no cantinho da piscina, eu estava num trabalho árduo. Só eu sei quanta energia eu coloquei ali. Resolvi tantas coisas com o Gael, com meus mentores espirituais. A tarefa era perdoar. Meu filho estava vindo pra me ensinar o perdão e, enquanto eu não me perdoasse e não pedisse perdão à ele, ele não nasceria. Eu tinha consciência disso. Por isso, pouco me importava se a bolsa estava íntegra, se eu estava de cócoras na piscina, quicando na bola ou de pé fazendo a dança pro bebê encaixar. Era isso o que eu queria, que fosse naturalmente um processo não só de nascimento do Gael , mas também da minha morte. Sentir-me morrendo foi uma experiência única. Em muitos momentos era como se eu estivesse sumindo. E acho que muitas vezes eu sumi da sala e de mim mesma. Mas tiveram momentos também em que eu senti prazer naquela dor. Lembro-me de ter dado umas risadas durante as contrações.
Da piscina eu fui pro chuveiro, dancei com a Nath, fui pra cama, voltei pra piscina e depois pra banqueta e depois pra bola. Ahh! Não gosto de lembrar dessa movimentação toda. Fizeram uma manobra de chacoalhar a minha barriga, pra ver se o Gael descia. E, poxa, que coisa mais incômoda!
Daí veio a questão: romper ou não a bolsa (sim, ela ainda estava íntegra). Tudo o que eu não queria era ouvir essas opções (ponto colocado no Plano de Parto). Se fosse pra nascer empelicado, lindo! Eu não estava com pressa, apesar de reclamar tanto da dor. Eu não queria alternativas. Queria apenas que acolhessem a minha dor, que me exaltassem, que dissessem: “Isa, estamos com você e você vai conseguir.” Mas o que eu ouvia: “Se estourarmos a bolsa, o Gael desce e nasce mais rápido.” Esquivei-me dessas palavras até onde consegui mas a exaustão física me fez ceder. “Então, rompam a bolsa.” Foram duas tentativas… frustradas. Não conseguiam rompê-la. A cada tentativa era mais dor e incômodo que eu sentia e saber que ela não havia sido rompida me deixava furiosa e impaciente. Pedi que não tentassem mais.
E eu fiquei ali, na piscina, por mais um tempo. Ganhei açaí na boca, né Talita? Lembro de observar em volta da piscina e ver os olhares mais lindos vindo em minha direção. No intervalo de uma contração a pessoa que menos entendia de trabalho de parto (Samuel) pegou minha mão e fez um carinho. Que coisa linda! Era de gestos simples como este que eu precisava. Nada além.
Quantas vezes pedi ao meu corpo um pouco de descanso. E ele atendia. Dava-me uns 6 minutos de trégua, momento em que eu até cochilava. Mas depois vinham duas contrações na sequência e eu uivava. Lindo foi, em determinados momento, ouvir um coro das minhas vocalizações. Talita e Nath me acompanhavam. Era tão gostoso parir com elas!
E mais uma vez a questão da bolsa veio à tona. Ela foi rompida e eu senti uma pressão no ventre. Sentia o Gael vindo. Neste momento acho que eu já estava no expulsivo. Dizem que fiquei neste período durante 2h. Ele já havia passado do osso da pelve e estacionou por ali. Levaram-me pro chuveiro e depois pra cama. Encanei que era o cocô que estava impedindo do Gael nascer. Recebi muita massagem; consegui fazer um pouquinho de cocô e voltei pra piscina. Era chegada a hora.
Fiquei de joelhos, apoiada no colo da Lu. Incrível como nesta hora o corpo sabe o que fazer. Coloquei em prática a respiração que aprendi durante a gravidez. Eu fazia força na hora certa: durante as contrações. Até o tom da minha vocalização estava diferente. Ele estava vindo. Eu colocava a mão na vagina e sentia os cabelinhos dele, dançando na água. A cada contração eu sentia a cabeça do Gael empurrando a parede do meu canal. Que coisa mais linda! A cabeça vinha e voltava, massageando meu períneo. A força vinha de dentro. Nós dois ali, trabalhando um pelo outro, numa simbiose de amor. Estávamos os dois em estado de meditação, totalmente presentes naquele momento, vivendo para o mesmo propósito: nascer com Amor.
E num uivo eis que saiu a cabeça do caboclo. E logo, o seu corpo todo. Posso viver mil anos que vou sempre lembrar aquela sensação. Peguei minha cria nos braços. É claro que era você, só podia ser você, Gael, com essa carinha, esse bico, essa perfeição! O corpo coberto por vérnix grudou no meu e chorou, me dando as boas vindas. Nosso choro podia ser traduzido por palavras de gratidão. Graças à ele, eu vivi as melhores horas da minha vida.

Parto Isa e Gael
Eu poderia parar o relato aqui mas há a outra parte, importante ser dita também. Tiraram-nos da piscina e fomos pra cama. Que frio eu senti! Meu corpo todo tremia. A exaustão das 17h de trabalho de parto havia culminado naquele momento. Eu mal conseguia falar. E vinha mais contrações, agora pra expulsar a placenta. Mexiam no cordão e aquilo doía demais. Precisei pedir pra parar de mexer umas 3x.
E quanto à laceração? De início não souberam avaliar se a laceração havia atingido a uretra. O Gael nasceu com a mão na cabeça e com distócia de ombro, o que causou a laceração. Esse impasse, de não saber o que havia acontecido comigo “lá embaixo”, foi me apavorando e eu não conseguia nem curtir o momento. Eu imaginava que, após o nascimento, eu teria um tempo gostoso pra ficar admirando o Gael. Mas não foi tranquilo assim. E entre esse “lacerou o que”, eu pedia pra me levarem pro hospital. Eu ligava pro meu GO (Paulo Fasanelli) e nada! Não me atendia. Quanta aflição! Ir pro hospital com o Gael? Sem o Gael?
Achei melhor ir sozinha. Tive medo de internarem meu bebê e fazerem todos os protocolos médicos que eu tanto tinha lutado pra evitar. Que dor no coração deixá-lo aqui. Ele ficou com a Nath e a Talita. Uma coisa que eu não pensei na hora e que agora vejo que não foi legal foi o fato de não ter ficado uma enfermeira aqui, caso acontecesse algo com o Gael. Na hora a única coisa que eu pensava é que eu não estaria do lado dele, pra sentir meu cheiro, pra procurar o peito e mamar. Isso doeu em mim.
O percurso de casa até o hospital durou uma eternidade! Tenho a impressão de ter ficado fora de casa umas 5h mas na verdade foram 2h. Primeiramente, fui atendida pelo plantonista. Se há pessoas desumanizadas, tenho certeza que ele é uma delas. Mas por sorte conseguiram contatar o meu GO, que fez a sutura com todo cuidado do mundo. Foram 6 pontos, localizados dentro da vagina, no períneo e na região anal.
Voltei pra casa e peguei meu pacotinho de gente. Todo embrulhadinho e aquecido no amor (e na teta da Talita) das minhas queridas! Tomei banho e depois comi um pouco. Eu estava exausta! A equipe ficou aqui para organizar a casa, esvaziar a piscina…
E o que eu tanto havia esperado estava ali no meu colo, gemendo e respirando. O grande encontro aconteceu, do qual não voltarei a ser a mesma.
Eu agradeço, do fundo do coração, por cada detalhe que aconteceu, principalmente os que não gostei. Foram eles que fizeram deste parto um momento mágico, não só pra mim mas acredito que pra todos que estavam presentes (e conectados). Acredito que até as energias que quiseram atrapalhar, no fundo, só ajudaram. Agradeço por cada abraço, cada olhar de ternura. As massagens, o respeito, o colo que vocês nos deram. Hoje fica o sentimento de gratidão. Frustração? Não tem nem como sentir isso. Eu pari, do jeito que eu e ele escolhemos.”

Aqui o video 

, feito pela Cinemacaco

Relato escrito por Isa que gentilmente cedeu o conteúdo para o Blog.
Gratidão irmã, sempre juntas ❤

Melhores vidas

Planeta melhor ou filhos melhores?
(Texto por Gui Tesla)

Existe uma crescente preocupação de que planeta deixaremos para os nossos filhos. Uma preocupação muito relevante e indispensável, se quisermos deixar alguma vida nesse planeta. Contudo, será que também estamos preocupados com as pessoas que irão habita-lo no futuro?

As pessoas se preocupam com os desastres naturais que abalam a economia e a vida, mas não se preocupam com seus desastres pessoais, sua conduta corrompida, silenciosa e diária. Descompromissados com a educação dos filhos, pais omissos jogam no colo da escola e do professor toda a responsabilidade na construção do caráter. Dentro de casa, permitem que seus filhos sejam influenciados por pessoas sem caráter e valores, seja na música, nas novelas ou nos programas que distorcem os valores familiares e ferem a pureza e inocência de nossas crianças.

Olá!

Primeiramente bem vinda/o ao blog Akna!
A ideia é ter um diário online sobre a minha futura gravidez (ou presente gravidez, eu não sei), onde discutiremos tanto questões simples do dia a dia, quanto questões maiores, acerca dos tipos de parto, perguntas sobre a gestação, grupos de apoio,  locais de informações, doulas, enfermagem, obstetrícia.. Enfim!

Eu já sou mãe de uma garotinha linda, chamada Sophia, que acabou de completar 5 anos. O parto dela foi uma cesária não eletiva (ou seja, aguardamos o dia do parto naturalmente),  eu queria um parto normal, mas por “n” motivos não pude. Se quiser ler o meu relato de parto, clique aqui.

O nome Akna (a mãe) é da mitologia Inuit (esquimós), é uma deusa de fertilidade e do parto.
É também o nome da deusa da maternidade e do nascimento na mitologia maia.
Eu adoro mitologia e achei interessante fugir um pouco do “fluxo” mais conhecido de mitos relacionados à maternidade e trazer algo que, embora distante da minha cultura, representa muito bem essa minha busca, por algo desconhecido e ao mesmo tempo familiar, forte e com uma sensação de “Déjà-vu”.
Algo como a Deusa Akna, desconhecida…porém….

Meu intuito com este blog é que você , mulher, se apodere de seu corpo e seja livre para ser mãe da melhor maneira possível.

Aqui um video lindo de um parto onde a mãe sorri muito, para inspirar vocês queridas!

“Seus comentários são sempre positivos: “Vem meu bebê“, “Sim“, enquanto se olha no espelho e faz força, sem gritar. A equipe não lhe dá ordem nenhuma, a única coisa que eles dizem é “olha, olha!” e “muito bem!“, e quem recebe o bebê e o coloca sobre a barriga da mãe é o próprio pai.”
Fonte: Adele Doula

Grandes abraços maternos para vocês

Libido #02

Sexta-feira é um ótimo dia para lançar a Libido #02…

Esta segunda edição da revista Libido vem repleta de carinhosos beijos e demorados abraços.

Fotografei a Rapha, o Mauro e o Murilo, em estado de puro amor e sensualidade.

Seus lindos!

Cliquem na foto e boa sexta!

Para quem ficou curioso em ver a primeira edição, clica aqui:  https://agrandegaia.wordpress.com/2011/11/28/libido-01/

Grandes abraços!!!

Festival Percussivo e Entardecer na Represa

Sempre que anunciam algo no anfiteatro da represa, tenho vontade de ir, só pelo lugar. Te garante um dos melhores poentes da cidade e ainda por cima regado à arte!

Domingo passado, foi a vez do Festival Percussivo!

E eu me acabei!
Me emocionei com a dança, com a música, com a beleza…e me acabei de dançar também!

Abaixo algumas fotos e em breve um video, por Fernando Macaco, aguardem!

Clique p/ ver galeria completa
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E aqui um incrível video, por Fernando Macaco

Novidades no vento

Eu sequer preciso dizer que nunca mais entrei “direito” no blog, né? Vocês perceberam… E nem vou prometer que agora volto, porque prefiro fazer do que ficar prometendo.

Estou trabalhando muito, e alguns trabalhos não podem ser publicados ou ainda não estão prontos…Mas, heis que tive a idéia de, pelo menos, informar à quem lê este querido blog, sobre tais novidades!

Um pedaçinho de um dos ensaios do Musas

Projeto Musas de Si. (Para quem não sabe do que estou falando, clique aqui: Musas de Si – Atualizado )
Estou escolhendo as 20 melhores de cada ensaio para montar um “esqueleto” do livro e da exposição. Como eu sou leiga em diagramação e produção de exposição, chamei o Alexandre Caldera e o Wagner Orniz para me ajudar. Juntos, nós tivemos algumas idéias para tudo, desde a divulgação do projeto, até o formato do livro. Como ainda estamos organizando tudo, ainda não vou contar detalhes, mas assim que algumas coisas estiverem mais “palpáveis” eu conto.
Estamos organizando um manifesto sobre a beleza, para divulgar o projeto, e neste a idéia é juntar alguns artistas para falar, através da arte de cada um, sobre o MUSAS.
Aguardem!

Trabalho no “Princess Cruises“. Fui contratada como fotógrafa nesta empresa, como eu não tenho o visto americano (e e necessário) eu ainda estou esperando pela minha data da entrevista no consulado, que é no final de novembro. Até lá, vou aguardando. Depois da entrevista, aí sim, terei que esperar pela data de embarque. Ou seja, a partir de Dezembro minhas datas começam a ficar mais abertas, pois, pelo que entendi, eles chamam bem em cima…tipo, uma semana antes da sua data de embarque. =] Wish me luck! Eu vou continuar postando aqui no blog, sobre o trampo, os lugares e tudo mais. Se quiserem, conheçam a empresa, que é uma das melhores em cruzeiros do mundo: http://www.princess.com/

Workshop de Fotografia em Rio Preto. Sim! Já estou organizando um workshop que terá três módulos: o básico, o ensaio fotográfico e a edição digital.  Eu já dei uma oficina na UNESP Rio Preto, na semana de letras e deu tudo certo, confira: oficina de fotografia  . Mas o tempo foi mega curto!

Estou planejando o workshop com tempo de sobra, pra conversar, ensinar e todos botarem a mão na massa, ou melhor, na máquina!!! Assim que tudo estiver “nos conformes”, anuncio por aqui e pelas mídias sociais. Pelo que vi, já tem bastante gente animada!!!!! Aguardem!! Será DIVINO!!!

Foto por Alexandre Caldera

Bastante coisa né? E ainda to “enfiada” em:
– uma revista nova
– ensaios extremamente bem produzidos em conjunto com o Wagner Orniz (viram o preview do último? não? Clica aqui Preview Ensaio Pin Up )
– um projeto que envolve poemas, fotos e palavras (do poema) escritas pelo corpo do modelo à ser fotografado.
– Ja chega né?

Queridos, vou lá que tenho que fazer o trem andar.

Kisses!

Volto aqui com o andamento disso tudo, grandes abraços!!!!!!!!

Casamento Carol e Wellington

 

“O milagre do amor é que ele nos é dado para que possamos dividi-lo com os outros.”

 

Tive o prazer de fotografar o belíssimo e requintado casamento da Carol com o Wellington.

Ela se preparou no Laimer Hair Studio http://www.laimer.com.br/ . A cerimônia religiosa e a festa foram no O.B.B. ( Organização Bernadete Buffet ) – www.obbbuffet.com.br 

 

Clique na imagem para ver galeria completa

 

Grandes abraços!

 

 

Musas de Si – Atualizado

 “essa imagem de si de que o outro reveste você e que a veste e que, quando desta é desinvestida, a deixa? O que ser embaixo dela? (…) sua nudez ficou por cima a lhe dar seu brilho?” (LACAN, 2003, p.201).

CORPO IMAGEM LACAN

Hoje irei falar sobre um projeto: Musas de Si.

Tudo começou meio que sem querer, com o ensaio da  Jhenifer quando estava grávida. Ela me pediu: quero um nu. E o seu resultado foi inesperado e interessante, após o ensaio, ela olhou para as fotos e não gostou de quase nenhuma. Não que meu trabalho tenha que ser bom sempre, mas eu não via o que ela estava vendo. Eu não encontrava as imperfeições e críticas naquele ensaio, ele estava inexoravelmente belo e forte. Ela sequer quis pegar as fotos naquele dia. Eu fiquei pensando a respeito e deixei as coisas como estavam, escolhi as fotos que mais gostei, editei e aguardei. Isto foi em maio de 2010.

Um pouco antes disso tudo, eu havia me deparado com alguns textos sobre o corpo e a imagem de Lacan e percebido o quanto a imagem está ligada à nossa identidade e às movimentações psíquicas, colocando em xeque a nossa percepção daquilo que é realidade. Nem quando nos olhamos no espelho enxergamos o que é real. Tanto pelo próprio objeto, que nos mostra invertido, quanto pelo nosso olhar, impregnado de significados e significantes. “O real não é a realidade” (Santaela). É aquilo que o Simbólico não consegue simbolizar e que sobra como resto do Imaginário.

Em torno de dois meses depois ela veio buscar as fotos e desta vez, olhou para as fotos e se emocionou. “Estão maravilhosas” ela me disse.

Todo este processo me encantou e percebi ali uma possibilidade quase terapêutica de trabalho com a auto-imagem da retratada.  Me deparei também com todo um campo de estudo tanto na área mais técnica da fotografia (estudo de luz sobre o corpo nu), quanto no questionamento  simbólico/social acerca da beleza.
No caso específico do ensaio da Jhenifer o que interferiu foi o fato de que ela estava passando por momentos delicados em sua gravidez, que refletiu em sua identidade corporal.

Achei a idéia de fazer ensaios de nus femininos, buscando esta reflexão, tão incrível que comecei a estruturar meu projeto.

O que quero com esses ensaios é dar voz ao corpo, é deixá-lo gritar sem mordaças sociais. Quero deixá-los livres para falar, tanto com quem está de fora, quanto com a própria pessoa retratada. Comecei a falar com algumas amigas e colegas sobre a ideia e as candidatas foram aparecendo aos poucos, meio tímidas no início, mas cheias de vontade de trazer algo à tona. Decidi que queria fazer um livro, compartilhar este projeto com outras pessoas, com quem não estava envolvido e com quem só estava curioso.

Isto tudo começou em Setembro de 2010, de lá pra cá, fiz 20 ensaios, com a mais variada gama de personalidades e belezas. Com mulheres de São Paulo e São José do Rio Preto, SP. Com escritoras, secretárias, estudantes, mães, agentes de viagens, jornalistas, advogadas, dançarinas, ilustradoras, atrizes, pesquisadoras, sendo o único critério de seleção o fato de ser mulher e de querer entrar em profunda reflexão de seu próprio corpo e beleza.

Com este primeiro post, inicio uma série falando deste projeto, de seu andamento e de suas peculiaridades. Não postarei fotos dos ensaios que mostrem o corpo das modelos, mas sim, algumas de perfil.

Farei exposições antes do lançamento do livro, que serão devidamente divulgadas.

Algumas das modelos, já escreveram sobre os próprios ensaios, confiram:

Mila Fernandes

Nathy Silva

Paty Soares

Roberta Nunes

Fernanda Tavares

Estar do outro lado dos ensaios foi igualmente mágico e eu me senti entre deusas. Entre Musas gregas .
Deusas dos olhares. Deusas das curvas. Deusas das sombras e das luzes. Deusas registradas pelas lentes de uma mortal, pasma de tanta beleza, de tanta vida e de tanta coragem.Mulheres lindas e normais, sem as imposições sociais do que é ou não belo.

Cada uma com um ensaio completamente distinto, sendo o nu o único ponto em comum.

Musas de Si pois inspiram, através da própria beleza, a transformação da realidade, da arte, do mundo, do outro, de si mesmas.

Márcia Oliveira, SP.

“Não é sair bonita na foto que faz uma mulher se sentir bem. É sentir-se bem que faz uma mulher sair bonita na foto. ” ( Mila Fernandes )

Que sejamos a beleza que queremos no mundo.

Até o próximo post!!!

Preview Ensaio Jhenifer Grávida

Em Breve….

Grandes Abraços!

Ensaio Bianca-Fim dos tempos

Desta vez, optei por deixar as fotos falarem por si mesmas.

Grandes abraços

Vida

E eu aqui pensando no curso da vida e nas mudanças, me deparei com a Clarice…é….

“A VIDA É SOBRENATURAL

Refletindo um pouco, cheguei a ligeira assustadora certeza de que os pensamentos são tão sobrenaturais como uma história passada depois da morte. Simplesmente descobri de súbito que pensar não é natural. Depois refleti um pouco mais e descobri que não tenho um di-a-dia. É uma vida-a-vida. E que a vida é sobrenatural.” -Clarice Lispector


Dani Águas-Gravidez

Depois de vários dias adiando, tanto por conta dos horários do Marcelo( o marido), quanto por conta de São Pedro(o da chuva), finalmente conseguimos fazer o ensaio no domingo. Dificuldade que, aliás, já havia ocorrido no primeiro ensaio que fizemos juntas: Ensaio Daniela Águas To começando a achar que não é mera coincidência. Seu sobrenome explica tudo!

A Dani está na última semana de gravidez, e quem vem por aí é a Luísa! Seu irmão mais velho, o Gabriel (de 9 anos) também participou do ensaio, e está super feliz em saber que vai ter uma irmãzinha pra cuidar. Segundo ele, foi exatamente por ele ter pedido que ela veio. 😉 O Marcelo tem um ar todo sereno, de marido cuidadoso e sério, mas não escondeu a felicidade em falar da pequena que está pra nascer.

Fizemos o ensaio na Represa Municipal de Rio Preto, num belo domingo à tarde. Enquanto as pessoas faziam seus “copper” , nós passeávamos. Foi um ensaio tranquilo, regado a risadas, carinho e ansiedade (pela vinda da pequena).

A Daniela é uma daquelas grávidas serenas e alegres, quase saltitante, daquelas que se você não avisa, sai por aí brincando como se não estivesse grávida. Ela, é professora e também faz belas bonecas de pano, (imaginem quantas a pequena Luísa já não tem 😉 )confiram o blog onde ela expõe suas lindas bonecas: Dani Casa de Bonecas

Daniela, Marcelo, Gabriel (e porque não) Luísa, foi um prazer poder compartilhar destes últimos momentos da grávidez. O parto está marcado para a próxima sexta, dia 02 de Outubro, que ele seja tranquilo, cheio de amor e felicidade.

Muita paz e amor à essa familia linda.

Fotografia e edição: Nathalie Gingold

Assistente: Fernando Macaco

Co-assistente: Sophia 😉

A seguir, a galeria de fotos, é só clicar na foto:

Dani Gravida 169

Grandes abraços!!!

Ensaio Anna Ester

Ela tem uma beleza delicada, com longos cabelos claros, e belos olhos azuis…pensamos então em fazer seu ensaio assim, ao lado da natureza, deixando a beleza dela se mesclar com as flores e árvores e vento… Mas quem se mostrou mesmo, foi uma garota forte e de olhar intimidador.

“A natureza reservou para si tanta liberdade que não a podemos nunca penetrar completamente com o nosso saber e a nossa ciência.” (Goethe)

Equipe:

Tessie Marcondes: Produção e Maquiagem

Fátima Salomeh: Produção

Nathalie Gingold: Fotografia e edição de imagens.

Cliquem na foto para ver a galeria completa, espero que gostem:

Ensaio Anna 217 copyGrandes abraços a todos!!!

Dizer!

“Estão dizendo que é prá competir
Mas eu só penso em te ajudar
Só quero uma vida em que a gente possa amar
Ah! Yeah, yeah amar a vida
Yeah, yeah amar o mundo
Estão dizendo que é p’ra eu te passar prá trás
Mas eu só penso em te abraçar
Não há nada na vida que faça eu parar de amar
Aahhh! Yeah, yeah amar a vida
Yeah, yeah amar o mundo


Hey garoto vê se não vai cair do buggy
Hey garoto que tal você tocando moog
Hey garoto você dançando boogie woogie”

(Eu só penso em te ajudar-Album : Tudo foi feito pelo som-Mutantes)

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Porque quero o mundo assim, com amor.

Ensaio noiva Simone

Deslizo por entre este altar – cativa!
Meu véu é alvo e puro e prateado,
Tal lua, que encanta o par – altiva,
Eu vejo lá no altar, meu príncipe encantado!

Nas mãos, levo um buquê de rosas vermelhas;
Qual sangue que flui em minha face de menina…
Meus pés usam sapatinhos de botões d’estrelas;
A marcha nupcial é tocada em linda melodia…

Meus sonhos de formosa noiva se concretizam,
Estou numa igreja linda e pra ti sorrindo,
Meus dedos estão esperando a aliança rara…

Que entra delicada e brilha na minha mão dourada,
O céu se enche de encanto nesta hora, então!…
Casei-me com meu bem amado, e canto esta canção!

(Núria Carla- A Ledalge)

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O soneto acima, ilustra muito bem o sentimento de ser noiva, a delicadeza, os sonhos…Mas principalmente, o amor.

Ah esse belo sentimento que pareçe ter sumido da face da terra, encontra na noiva, um lugar para ficar e crescer, pois a felicidade de se tornar noiva é pelo fato de ter a esperança de criar um novo mundo, familia, em torno de algo que nem sabemos muito bem o que é, só sabemos quando sentimos. O amor.

Meu projeto sobre o feminino, engloba vários (se não todos) os aspectos da mulher, e a noiva é parte dele. Existe todo um mito pro trás da noiva.

A Simone é uma noiva iluminada, sorridende e extremamente feminina. O ensaio foi feito na Represa Municipal de S.J.Rio Preto, SP, no pôr do sol.

No dia, vieram mais algunas fotógrafos para me acompanhar no ensaio, o Alexandre Bernardo (que já esteve aqui no blog), a Simone, o Ney e a Daiene .

Produção; Simone e Alexandre

Maquiador; Osvaldo
Vestido; Chamah Noivas
Fotografia e edição de imagem; Nathalie Gingold

Cliquem na foto para ver a galeria!!

ensaio-noiva-1972

Aos ventos,

De qual é a minha?
essas regras
seguidas..
formalidades,
preocupações…
e sinto uma paz
cada vez maior,
cada vez mais presente
soltando os nós,
soltando aos ventos,
minha mente emaranhada de nós.

Até os pequenos passos trêmulos,
seguem.
Firmando-se em ares de núvens,
sentem o frescor
e se esqueçem da necessidade de saber andar.

Porque ser,
ser você,
mostrar quem se é e para onde se vai,
requer um despreendimento,
do mundo,
do outros,
dos poréns e dos porquês.

Perdemos o chão,
para entendermos que temos asas.

Nathalie Gingold, sobre pensamentos, sentada no banco de uma manhã sem sol.

Para aqueles

que não têm força para sair do lugar, e esperam, esperam, esperam o céu se curvar e aliviar a dor, de não conseguir mudar.

Esperam o lodo de suas mentes sumir durante o sono, e ao acordar, se descobrem a sós em lama.

Esperam serem mudados pelo esforço alheio, pela lua, pela luz dos olhos do outro, mas não entendem, só nós mesmos alcançamos a ferramenta interna, que permite tal ritmo mudar.

É doloroso mudar, como um parto.

Mudem.

Morram.

E Nasçam de novo.

298

Um poema, para vocês:

Passo a passo

A gente morre um pouco
quando nasce quando cresce
quando muda quando perde

a gente morre quando chora
quando ama quando goza
morre enquanto dorme

a gente morre sempre
a cada passo a cada hora

a vida é vã
a morte, enorme

(Cairo de Assis Trindade)

Boa morte para vocês!

Necessidade

Sabem, pois eu tenho essa necessidade de fotografar, simples e puramente por fotografar. E Marisa Monte  grita em meus ouvidos: Necessidadeeee…Necessidade. (do cd ao vivo, primeira música: Comida)

Tantas cores e formas, tanta luz…me resta só observar e clicar. Me delicio com essa festa em detalhes mínimos de acerolas, pregadores e pinhas. 

E para compartilhar, selecionei algumas, é só clicar na foto para a galeria:

10-02-2009-0671

 

Grandes Abraços!

Recado no espelho…

Olá a todos, não…não sumi de vez. 

Mas quando muitas coisas na vida acontecem, algumas esperam.

Volto em breve, só peço que aguardem.

no limiar
Foto feita na prainha de Adolfo,SP-08-02-2008

 

 

Muito carinho e amor à todos.

Namastê.

Viva 2009!

Amigos e amigas, desejo que 2009 começe para vocês como uma oportunidade de mudança, de crescimento. Pois sempre podemos recomeçar, não importa o que já aconteceu na sua vida, ou que você já fez, importa o que você faz agora, neste momento.

As vezes a vida é dura conosco, e resolvemos responder na mesma moeda, outras vezes somos vítimas de intrigas alheias e nos sentimos como se fizessemos parte dela. A vida também pode ter sido boa com você e você retrucou com revolta, ou mesmo pensou e fez coisas sem pensar em ninguém nem em nada. Mas nada disso, impede que você mude, que você decida encarar a vida de frente e peitar tudo que aparecer com amor, bom humor e paciência.

Aprendi que o tempo é algo valioso, não em relação ao dinheiro, mas em relação aos ciclos da vida.
Tudo tem seu tempo.
As vezes, você só precisa esperar um pouco para entender um sentimento, uma dor, um amor.

A natureza nos ensina a entender que tudo tem seu tempo. A árvore tem seu tempo de florir, de murchar, de renascer. Ela não pula os ciclos, ela segue eles. Entra em harmonia.

Se fosse para eu desejar algo, que seja isso:
-Harmonia. Que você aprenda a sentir a natureza dentro de si mesmo e entre em harmonia com ela.

-Seja sincero e não tenha medo, ele não faz parte de você.

-Ame, ame sem medo. Se aquela pessoa não soube reconhecer seu amor, é porque não era digna, dê a quem seja. Mesmo que você ame mil pessoas e só uma retribua, nada foi em vão, aquelas 999 pessoas talvez estejam aprendendo a amar e sempre se lembrarão de você.

-Siga seus sonhos. Pois eles são o ar que você respira, os sonhos nos mantém vivos, saudáveis e mostram a que viemos nesta vida.

Feliz 2009!

Alimentação

Sabem, tenho pensado muito sobre minha alimentação, desde coisas simples, como deixar de comer carne, até questões mais filosóficas como o apego à comida.

Sim, porque mesmo sabendo que temos necessidades fisiológicas, e que precisamos comer, hoje em dia a maioria come por prazer, impulso e sem necessidade. Acredito que estou nesse grupo, mesmo que me preocupe com o que como, ainda me sinto angustiada quando não posso comprar uma chocolate, quando dá  “aquela” vontade de comer uma besteirinha.

Acredito que isso seja um apego, algo que temos que superar se quisermos evoluir espiritualmente.

E estou nesta busca. Aqui vai uma matéria muito bonita que resume bem o que eu penso sobre isso.

Você não precisa concordar comigo, e nem vou me alongar mais neste assunto, não hoje.

Hoje só quero mostrar alguns motivos, que me deixam muito feliz em seguir o vegetarianismo. Não pela moda, muito menos por ser bonitinho.

Mas primeiro, hoje o capitalismo é tão absurdo, que torturamos animais para podermos comer um bife mais macio. Enjaulamos criaturas, nossas irmãs, enjetamos comidas para engordá-la, e depois, quando já está tudo “limpo” e na bandeja do supermercado, compramos e comemos, sem o menor constrangimento.

E eu penso nisso.

Segundo, pois tenho aprendido muitas coisas e uma delas é a conhecer meu corpo. Senti-lo. Respeitá-lo. E carne, principalmente a vermelha, me faz muito, mas muito mal mesmo. Passo mal, fico pesada e triste.

Eu busco um crescimento espiritual, mesmo que não faça parte de nenhuma igreja, e acredito que se tenho a intenção de enteder e me conscientizar do mundo, tenho que começar com meu corpo e minha mente.

Aqui vai um videozinho, dramático e com cenas “efeito”, mas eu apoio, tem que ser assim mesmo. O que aconteçe de verdade, não é bonito e não tem frufru algum.

Encontrado aqui.

Este segundo é longo, mas muito bonito, muito mesmo. Fala sobre um documentário. Vale a pena, cenas bem feitas e que fazem pensar:

Este último é um “apanhado” de comerciais americanos, falando sobre porque ser vegetariano. Algumas partes são engraçadas, outras dolorosas. Só não entendo como o ser humano consegue ser tão cruel. Eu me sinto mal só por gritar com meu cachorro….

Vejam bem, é meu ponto de vista, não quero “converter” ninguém, ok? Falo por saber a polêmica do assunto, quando digo a alguém que não como carne(e a pessoa come) isso soa como algo muito bizarro.

Abraços!!!

Trazendo a primavera…

Ontem tive um final de tarde muito agradável, com amigos e familia em casa. Eles trouxeram bebidas, petiscos e uma energia muito boa. Conversamos, bebemos, vimos curtas (uns dos outros), falamos sobre a vida, enfim, foi muito bom.

Fiquei pensando em várias coisas depois.

Primeiro, que eu percebi que gostaria de ter maiores condições de poder fazer isso mais vezes, de poder oferecer coisas gostosas para comer, para beber, porque colo e ouvidos, aqui nunca faltam. Mas dinheiro sim, então muitas vezes não posso oferecer essas “besteirinhas” que eu tanto amo oferecer.

E vi algo. Entendi.

Que muitas vezes passamos por dificuldades (sejam financeiras ou não), não só para aprendermos sobre aquilo, mas para darmos a oportunidade de nossos amigos mostrem quem são.
De mostrarem como lidam com isso, de como vêem o mundo e de como reagem às coisas dificeis.

Alguns somem, achando que você não ligou naquele dia porque não quis, e não porque você estava com o telefone cortado.

Alguns se mostram grossos, dizendo que você mudou muito e que não gosta mais dele, só por não mais ter aceitado ir “naquela” balada, mesmo que o motivo não fosse falta de entusiasmo.

Outros, aparecem na sua casa, dão atenção e te olham de igual para igual quando emprestam aquele dinheiro em falta, que deixou o gás do seu fogão apagado por uns dias. 
Deixam recados de carinho, mesmo estando do outro lado do mundo, passando por “n” dificuldades e mesmo assim, mandando carinho, sorrisos.

Vem na sua casa e trazem vinho, pães, carinho e felicidade. E quando vão embora, deixam um rastro de bons pensamentos, risadas e conforto.

Sim, conforto. Em perceber que esses amigos são daqueles de verdade.

Daqueles que “estão aí” e te querem por perto. Aqueles que sabem, assim como eu, que nem sempre precisamos fazer a troca “dinheiro por dinheiro” e que ainda existem pessoas de verdade neste mundo.

Pessoas que quero encontrar nas próximas encarnações.

Quando estamos muito “fartos”, não deixamos espaço para que pessoas como estas, entrem em nossas vidas.

Hoje em dia, a meu ver, a maioria das pessoas “se bastam”, vivem suas vidas boas, ganham seu dinheiro, têm seus filhos únicos, e ficam tão cheias de orgulho de si próprias que não deixam ninguém chegar perto.

E então, sentem falta. Aquele vazio. Do que?

Nas grandes cidades isso é ainda mais crítico, nem o tio da padaria você se deixa conhecer, um mero bom dia ao porteiro já mudaria tudo.

E vão vagando, sozinhas, por entre suas tecnologias e contas bancárias, perdidas, procurando oq eu só encontrarão quando tiverem a coragem de deixar o ego, o orgulho de lado.
Quem tem coragem de fazer isso, se dá a oportunidade de ver o outro sentado ao seu lado, oferecendo o que você mais queria.

E por algum motivo, que só os mais loucos compreendem, veio esta música dos Secos e Molhados a cabeça:

 

Primavera Nos Dentes

Secos & Molhados

Composição: João Ricardo/João Apolinário

Quem tem consciência pra se ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera

Obrigada universo!
Obrigada universo!

 

 

 

Liquidificando

Eu não tenho uma religião, mas acredito em várias coisas, coisas que me fazem sentido e que eu já senti. Uma dessas coisas, é de que existem várias dimensões, algumas que nós temos contato e outras que nem imaginamos como é.

Eu acredito que aqui, onde vivemos, seja uma dimensão de provações. Vivemos enfrentando a dor, aprendendo tudo quanto é coisa a duras penas. É um mundo material, de posses, e é exatamente por isso que sofremos, esse fato de ser material nos faz ter contato com a dor. Assim,as vezes só por respirar.

Eu nunca entendia (ou aceitava) aquela máxima do budismo que diz que a vida é sofrimento. Eu pensava, poxa, que drama, a vida não é só isso, tem tanta coisa boa…e entendi, essas coisas boas são exatamente o que vai nos levar a outras dimensões, dimensões que sentimos o amor e só por ele vivemos.

Voltando à nossa dimensão, eu acho que a vida não tem que ser sofrida, mas ela é sofrimento. Sofrimento por não controlarmos nossa mente, que, como um liquidificador, pega todas as informações possiveis e imagináveis e brinca, mistura, chacoalha, e sai um suco, um suco que nem olhamos e sempre bebemos. Nos deixamos levar por esse liquidificador. E depois de tomar o “suco”, digerimos e vemos que não era nada daquilo. Era só uma bagunça, que se distanciou bastante da realidade, da verdade e dos nossos sentimentos.

E fazer o contrário é tão doloroso. Esperar. Parar. Colocar os pensamentos em seus devidos lugares. Ah sim. Taí mais uma parte do tal sofrimento.

Acredito que sofremos também por nos apegarmos às coisas, às pessoas, aos ideiais, não importa.Quando fazemos isso parece que nada mais pode ser dividido sem se perder o todo. Como se dividindo um bolo, e dando só um pedaço, ele inteiro fosse levado. Sabemos que não é assim, mas na hora, é só assim que nossa mente nos fala: segure, controle, tenha.

E a mente te dá ótimas razões para agirmos assim, e então aprisionamos nos uns aos outros. Nos iludimos com a posse do outro, pois ele nunca será seu. E pior, muitas vezes nos deixamos preder também, fingimos que somos do outro. E todos ficamos sufocados.

Enlouqueçemos, sentimos dor, e depois, quando resolvemos dar um basta, nos lembramos do começo, de como a liberdade é boa, de que é nela que respiramos. Só na calma podemos ver. E só no amor, nos tranquilizamos.

É desse dor que falo, da dor da posse. De sempre querer, mas nunca poder, e de saber (nem que seja lá no fundo) de que isso não passa de uma lição.

Temos que nos soltar.

Soltar todo o medo, que nao faz parte da gente.

 

nath-curitiba-975

Voltando!

OLá a todos, acabei de voltar de uma maratona de frio e exposição(em Curitiba), loucura desenfreada e muita informação técnica (em SP) e muita, mas muita saudade de casa. Estou me recompondo, tentando voltar ao equilibrio, porque eu estou “só o pó”.

Trarei as fotos da expo no próximo post e aos poucos, volto com imagens lindas de Curitiba e da viagem, que rendeu muita coisa.

O layout do blog também mudou, afinal, se não fosse assim, não seria o meu blog. O jeitinho camaleão tem que prevalescer por aqui 😉

Muito carinho a todos.

Dons

Sou assinante da revista Vida Simples , e estava lendo esta matéria agora a pouco e preciso compartilhar isso com vocês.
Sugiro que leiam a revista toda, que está maravilhosa, só pra variar um pouco.
Mas esta coluna do educador e escritor Eugenio Mussak, que se chama “pensando bem”, tem uns detalhes interessantes, tanto pessoais, quanto por ter uma citação de um historia real e muito linda.
Historia essa que ilustra a explicação dele a uma pergunta, feita por uma leitora, que fala sobre o complexo de inferioridade.

Bom, vou compartilhar com vocês, por Eugenio Mussak:

“Realmente, ninguém consideraria Paul um garoto atraente. Era gordo, desajeitado, com dentes tortos e um permanente semblante de quem não tem a menor idéia do que está fazendo neste mundo. Por tudo isso e por sua condição social, o jovem Paul não tinha motivos para achar que um dia seria um sucesso na vida. Filho de um motorista e de uma caixa de supermercado na cidade provinciana de Bristol, na Inglaterra, dedicou-se a trabalhos comuns, como estoquista e vendedor de celulares.

Na escola, a crueldade dos adolescentes com os colegas menos abençoados pela natureza jogou a última pá de cal em cima da autoestima do garoto. Foi na solidão de sua inferioridade que Paul encontrou uma companhia: o canto. Ele cantava desde pequeno, geralmente quando estava só, e era esse seu momento preferido. E era apenas isto que ele achava que seria por toda sua vida: um cantor de chuveiro. Por sorte, o destino tem lá seus caprichos, e às vezes gosta de dar um empurrãozinho em quem está com medo de saltar alguns obstáculos da vida. Em 2000, Paul ganhou um pequeno prêmio em um concurso de perguntas e respostas, juntou a esse dinheiro algumas economias e cometeu uma ousadia inesperada: cruzou o canal da Mancha em direção à Itália, com a intenção de assistir a uma apresentação de Pavarotti e estudar a língua de seu ídolo. Foi então que começou a pensar que poderia sonhar em ser um cantor de ópera. Mas como? Como enfrentar as dificuldades de uma carreira tão difícil e, muito pior, como vencer seu próprio sentimento de rejeição?

Como desgraça pouca é bobagem, logo depois Paul entrou em um período de problemas de saúde. Teve apendicite supurada, recebeu o diagnóstico de um tumor na glândula supra-renal felizmente resolvidos com cirurgias e ainda sofreu um acidente de moto que quebrou sua clavícula. Mas, passado esse período negro, Paul, já com 37 anos, juntou forças insuspeitas, parou por um instante de olhar no espelho da inferioridade e cometeu mais uma ousadia. Inscreveu-se no concurso Britains Got Talents, uma espécie de Ídolos da TV inglesa. Foi nesse dia que o destino lhe sorriu.

Como todos os concursos de calouros, esse também é cruel. A maioria dos candidatos diverte o público, não por seu potencial artístico, mas pelo papel ridículo que estão dispostos a fazer em nome de um sonho que dificilmente será realizado. Os jurados sabem disso, e cumprem bem sua missão de parecerem seres superiores dispostos a dar uma chance aos mortais comuns. Quando, vestindo um terno de 35 libras, Paul foi anunciado aos jurados Simon Cowell, Amanda Holden e Piers Morgan como um cantor de ópera, estes ensaiaram até um ar de descrença e enfado diante daquele desajeitado pretendente a divo.

O que eles não podiam imaginar era que estavam diante de um virtuose. Só se deram conta depois que ele abriu a boca e começou a cantar, controlando seu pavor. O que se seguiu não pode ser explicado por palavras. Vale a pena assistir à apresentação de Paul Potts, um homem que se considerava inferior porque não se encaixava nos padrões (veja o vídeo em www.youtube.com , procure por Paul Pott singing opera). No mínimo, é emocionante.”

 

Me emocionei ao ler a matéria e piorou quando vi o vídeo.

Tenho uma natureza que me empurra a acreditar nas pessoas, no potencial, na beleza e na vida, de cada um, de cada olhar.

 E, mesmo que longe, sinto uma felicidade imensa quando pessoas gritam seus dons por cima de toda descrença que o mundo teima em não ter em cada um de nós.

Grandes abraços.

Leiam aqui a matéria completa

 

PS- (retirado da matéria também) Por Eugenio Mussak:

“Paul Potts fez isso. Colocou em xeque a opinião dos outros, inclusive da mídia, que insiste em relacionar sucesso artístico a beleza física. Já gravou CDs, apresentou-se para a rainha da Inglaterra e tem agenda cheia no cenário internacional do bel canto. Sim, o valor do belo é real, mas ele também é relativo. O belo só continua belo quando acompanhado do bom e do verdadeiro, diria Platão.

Aliás, Paul consagrou-se naquele programa de calouros cantando a ária Nessun dorma, de Giacomo Puccini, que começa dizendo: Que ninguém durma/ nem você, princesa/ olhe as estrelas e trema de amor e de esperança. E termina ordenando: Parta, ó noite/ esvaneçam, estrelas/ ao amanhecer eu vencerei/ Vencerei!”

Dores

 

“Deus sussurra e fala à consciência através do prazer, mas grita-lhe por meio da dor: a dor é o seu megafone para despertar um mundo adormecido.”
(C. S. Lewis)

 

Cemitério da Ercília - São José do Rio Preto, SP

 

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(Carlos drummond de Andrade)

Le vent…

“Je sème à tout vent”

(eu semeio a/em todo vento)

Frase logo do dicionário e enciclopédia francesa Larousse.
Eu sempre ficava horas pensando nesta frase durante minhas aulas.
Eu estudei no Lycée Pasteur, que é uma escola bilingüe de SP, e todas as aulas eram em francês, por isso o dicionário em francês. Não lá boas lembranças da escola, eu não era muito popular e o ensino era bem rígido, mas eu aprendi a falar francês a ponto de dar aulas.

É, todo vento…

Baby come back!

Primeiramente eu sumi, sim, sumi, mas não foi de propósito. Depois daquela pane no sistema do speedy eu ainda tive o modem quebrado, e até um novo chegar eu fiquei desconectada. Eu até poderia ter ido a uma lan house, mas além de dinheiro, anda faltando tempo. 

Mas aqui estou eu, voltando e pedindo mil desculpas a todos aqueles que vieram aqui durante esse tempo e não encontraram nem um bilhetinho. E olha que eu adoro um bilhetinho.

Vamos lá!

Minha mãe recebeu um e-mail com a seguinte história, que é linda, me fez refletir bastante e eu nem sei se é verdade. E nem importa. Só gostaria de saber a autoria, que no e-mail não estava especificado.

“Essa história que eu  vou contar agora aconteceu com uma mulher inteligente
que estava fazendo uma  palestra, diz ela:

Mês passado, participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma  platéia composta de umas 250 mulheres de todas as
raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui
questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível…
A platéia  inteira fez um ‘oooohh’ de descrédito.

Aí fiquei pensando: “pô, estou neste  auditório há quase uma hora exibindo
minha inteligência, e a única coisa que  provocou uma reação calorosa da
mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho”?
Onde é que nós estamos?’

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado
‘juventude eterna’. Estão  todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude  também não é meu sonho de consumo, mas
cirurgias estéticas não dão conta  desse assuntos sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas
mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude  chama-se mudança.
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes
da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é  não se opor a novos
comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu  pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal  coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou  a vida
toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade  dos móveis e tranqueiras, que havia
guardado e, mesmo tendo feito isso com  certa dor, ao conquistar uma vida
mais compacta e simplificada,  rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou
passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não
tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço  emocional. Antes de se tomar uma decisão
difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são
inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada
na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal
juventude eterna. Um olhar opaco pode ser  puxado e repuxado por um
cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que  continuara opaco porque não
existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá  brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no  espelho… Como está o seu olhar? “

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Lindo texto, descreveu muito bem o que para mim é velhice. Já tive muitas colegas que eram velhas aos 19 anos, cheias de rotina e lodo entre os dedos.

A vida é movimento, é mudança, é uma sucessão de ciclos, que mesmo sendo eternos, variam sempre entre si.
Todos os anos, durante o inverno, as folhas das árvores da minha calçada caem. Secas e em grandes quantidade.
Mas elas nunca são iguais. Elas nunca caem no mesmo lugar e muito menos do mesmo jeito. Elas se deixam levar pelo vento. Não é incrível a sabedoria que existe em algo tão simples?

Eu tenho orgulho de ter aprendido a fazer o mesmo, vou com o vento.
E de ter meus olhos bem vivos e brilhantes, eu diria mesmo, de ressaca. 😉

Ensaio sobre a paixão.

Normalmente temos a tendência em acreditar que existem coisas que são “importantes” e coisas que não são importantes, desde detalhes no nosso dia a dia, até um filme que você assiste sem querer na sessão da tarde. Para mim, tudo, praticamente tudo, me faz pensar. Tudo me parece ou muito louco, ou muito sem graça, mas olho mesmo assim. Até um filme como “Legalmente loira”.

Preciso confessar que não sou lá muito fã de filmes americanos, e nem de mulheres loiras, mas assisti mesmo assim. Até gostei, embora fosse um filme óbvio, por assim dizer.
Mas o que me chamou a atenção foi o final, com aquela frase (que também foi usada no começo do filme)“A lei é a razão livre da paixão” (Aristóteles). E também como ela foi usada pela personagem. Ela fala de paixão.

A paixão pelas coisas. É ela que impulsiona a vida, que quebra barreiras, que constrói casas e faz o barco seguir. É a correnteza do rio. É o que faz a gente viver.

Normalmente procuramos essa paixão, seja procurando uma amor, uma carreira ou uma simples idéia. E quando acontece? Muitas pessoas ficam com medo, descobrem mil e um impecílios e decidem deixar de lado, fingir que nada aconteceu e continuam suas vidas, até voltarem a procurar de novo.
Mas eu…eu me jogo. Não tenho medo do novo. Já tive medo de muita coisa nessa vida e aprendi que não se aprende nada tendo medo, só que ter medo não deixa a gente sair do lugar. Sabe, aquela tartaruguinha encolhida na sua casinha, lá no canto, porque tinha uma cachorro latindo pra ela? Então, acho que na vida é assim, você pode ser a tartaruguinha, mas não vai sair do lugar. Escolha ser outro animal e saia do lugar.

Apesar dessa vontade toda, nunca me encaixei em nenhuma profissão, sabe, sentir “aquela” paixão em relação ao trabalho. Não que eu não trabalhe com empenho, mas encontrar a sua paixão na àrea profissional é outra coisa, é fazer com tesão, sem pensar na grana e se sentindo a pessoa mais apaixonada do mundo. É quando você esquece que realmente está trabalhando e deixa de lado o nosso pensamento burguês e capitalista por um êxtase quase carnal.

Sabe, a Edith sentiu isso, ela vivia para cantar e tenho certeza que era o maior prazer da vida fazê-lo.

Tenho uma amiga, a mãe Mei ( 🙂 ) que me contou esses dias, que também tem essa sensação com suas criações em costura.
A Tati me fala de suas maquiagens e de sua paixão pela vida que a circunda, seja nos textos, na família, ou na caótica São Paulo.
Ouço minha amiga Lucélia falar de sua pequena Yara, que ainda nem nasceu, com toda a loucura que uma grávida tem.
Percebo minha mãe, com seus olhos brilhando, me falar de tecidos, idéias e roteiros de filmes que vamos fazer. Ela, que estava procurando um curso, uma idéia, uma luz, encontrou no cinema o inesperado. Se tocou da loucura e foi fazer pós em cinema. Amei.

E meu marido, o Macaco, por oito anos trabalhou como barman mas sempre teve paixão pelo cinema. Sempre comprava uma filmadora e sempre tinha um maldito que a roubava (foram 4), na última, eu já estava com ele e ele tinha acabado de pagar a 2ª prestação (eram 12).
E ele desistiu?
Quando a Sophia estava para nascer, meu pai deu uma filmadora para a gente, parecida com as que o Macaco já teve. Ele começou a mexer, fuçar, brincar, fazer imagens. Mas até então, só em casa, edições engraçadas no nosso PC e sem ter contato nenhum na área.
Até que um dia, quando eu estava no grupo de mães da Unimed, escutei alguém falando de filmagens, e fui perguntar. Era uma mãe que tinha uma produtora com o marido, e que estava divulgando um workshop de cinema e tv, o “Eu na TV”. Peguei o endereço e telefone e na semana seguinte estávamos lá, fazendo a matrícula dele.
O horário era complicado (por causa do trabalho dele no clube) e a grana estava curta, mas, com um chequinho em três vezes ali e uma troca de turno aqui, ele conseguiu fazer o workshop.
Ele entrou em contato com a área, pessoas e técnicas.
Dois meses depois saiu do clube e hoje está em Ribeirão Preto trabalhando na gravação de um comercial. Já filmou seu próprio curta (calma, falta a edição, mas ele sai), participou de outros três e fez um monte de comercial. Agora, ele é o mais feliz dos assistentes de fotografia do estado. E sempre volta louco de pedra, com mil e uma idéias na cabeça. Apaixonado.

Sabe, quando as pessoas ao nosso redor mudam, se apaixonam, é como se fosse uma epidemia, vc acaba pegando também. E dessa vez não é dengue.

A minha paixão é em relação aos símbolos. Tanto os femininos, quanto os culturais.
Adoro o oculto, histórico e diferente. Gosto de histórias, de imagens subversivas, temas contraditórios e belos. Vejo a beleza em tudo. E estou aprendendo a mostrar o que vejo, através da fotografia.
Sempre amei fotografia, mas nunca botei fé, acho que exatamente por achar muito relaxante e envolvente perpetuar aquilo que vejo. Sei lá.
Mas, de repente, parece que acordei, abri meus olhos e percebi que aquilo que eu sempre busquei estava ali, no foco da máquina, na expressão das pessoas ao verem a foto, na sensação de conseguir fazer-me entender pelos outros.

Acredito na paixão pela vida, seja sendo fotógrafa, mãe, mulher, esposa, amante, puta ou simplesmente uma loira de filme americano.

Muitíssimo prazer orgástico, fotógrafa Nathalie Gingold.

Tomando café

Olásss, voltei, mas não completamente.

Estou aqui, acabando de acordar, tomando uma café com leite (mesmo com calor) com panetone e com meu pai que acabou de me pedir um beijinho de bom dia. A Sophia também está aqui, ela que me acordou na verdade, e eu não quero ficar remoendo, mas acho que essa noite eu dormi ums 5h, pra menos.

A casa ta uma bagunça, tem louça na pia, roupa parada na máquina (e se eu não for logo socorrê-la, vira uma daquelas sopas do inferno), brinquedos espalhados em volta do carrinho da Sophia (os que ela acabou de re-jogar de novo no chão), eu totalmente descabelada e com vontade de me enfiar numa bolha de sono eterno.

Mas estou aqui, escrevendo, e percebendo que algo me diz que o teclado do pc está sujo pra dedéu.

Já pintei o cabelo de novo ( vermelho cereja), mas deixei umas mechas rosas e loiras. O interessante é a reação da família do meu marido.

Enfim, o incrível é estar tudo uma zona, eu um caco e a felicidade transbordando. É que ter filho, é…foda. Não tem outra palavra, foda, foda, foda. Começa com um enjoou, passa pra xilique, aí começa o choro misturado com gritos.

Na primeira hora, eu agüento bem calminha, as vezes até dou uma risadinha discreta por ela chorar imitanto a Chiquinha (do Chaves mesmo).

Não é dor, não é fome, nem a fraldinha.

 É sono misturado à vontade de grudar em mim. De repente você acha que ela vai dormir, até já embalou no soninho…mas acorda, e de novo, mais uma vez, até que o choro entra por todos os ouvidos possíveis do meu cérebro, mastiga minha paciência e surge aquela vontade horrível de jogá-la na parede.

 Mas eu não jogo, claro.

Mas pego o travesseiro. Ah travesseirinho, você agora paga por todos os pecados da humanidade na minha mão, pode nascer 150 vezes que teu karma tá pago.

Uma hora ela finalmente dorme, e eu quase durmo junto, mas prefiro ir ver um filminho com o Macaco que está na sala, me esperando.

Ele me abraça, me embala, me beija e diz que quem vai pro céu sou eu. Eu não acredito, claro, mas acho tão bonitinho que até me acalmo e percebo o quanto amo minha família.