Diane Arbus

Fui indicada a ela através de um amigo, entrei em alguns sites e me encantei.

Ela faz um tipo de fotografia que não agrada a todos, e mesmo que não lhe agrade, você não consegue tirar os olhos, seja por curiosidade, horror ou alegria.
Ela nos mostra um mundo totalmente bizarro, diferente em seu sentido mais simples e complexo.

Ela mostra tudo que vive em contradição com valores e conceitos ditos “normais”. Ela nos instiga, nos joga nos subúrbios da nossa mente e nos faz pensar… pensar em tudo eu diria, mas na verdade é pernsar sobre o que a gente vê.

Como você vê os outros? É o que você quer ver ou o que te mostram?

O quão real é esse mundo mostrado em campanhas publicitárias, com várias loiras perfeitas, familias em harmonia, risadas espontâneas, margarina amarelinha no pão todo dia?

 

Ainda bem que a vida não é assim, seria um saco e metade do mundo já teria dado fim à própria vida.

Mas o fato é, fingimos ser, nos esforçamos para que seja, sacrificamos várias preciosidade da nossa vida (como o tempo) para chegar perto da normalidade
Pelo menos a maioria, convenhamos.
Nos deixamos levar por essa onda de normalidade e tem gente que leva isso tão a sério, que convençe outras pessoas a ser como ele, convençe um bairro e vai indo, até se tornar político ou pastor. Aí é mais fácil ainda fingir que é normal. E ainda ganha-se muito bem por isso.

Mas eu acredito que o estranho, o diferente, aquele fora dos padrões é que move o mundo.
É o que nos transforma, o que nos leva a crescer.
E é por isso que amei a obra da Diane Arbus. Ela nos faz mudar, em uma velocidade extraordinária (pois é esse o potencial das imagens) e nos propõe uma nova visão.
Um mundo lindo, feliz e bizarro.
Um mundo que você pode ou não se sentir à vontade, não há pressão alguma para que você entre nele. Mas quem entra, não tem muita vontade de sair.

Acredito que a fotografia, em sua faceta mais profunda, é uma maneira do fotógrafo dizer para todos “olha, é assim que vejo o mundo”. E que rico e fascinante mundo é o dela.

Aqui vocês conferem uma galeria com várias fotos dela.

Tem um filme também “A pele” (fur), com a Nicole Kidman, que conta o começinho da fotógrafa. Tem muito fã da Diane que não gostou do filme, mas eu amei. Vejam o filme e descubram!

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3 pensamentos sobre “Diane Arbus

  1. Sabe, Nath, há muitos que dizem gostar de arte. Não sei se isso é bom ou ruim. Digo isso, porque até mesmo na dita ‘arte’ de todo mundo, o esperado é essa vida de margarina. Mas responda-me: não causar estranhamento é fazer arte? Pintar algumas flores é ser artísta plástico?; rimar amor com dor é ser poeta?; aparecer na rede globo… ah!, deixe para lá.

    Talvez por isso nos damos tão bem, minha querida. Temos o mesmo [não] conceito sobre o mundo. Sobre a vida. E vejo o quanto as pessoas se incomodam com esses esfregões nas lentes opacas delas. Elas necessitam, parece-me, viver em meio ao nevoeiro em que vivem.

    Você tinha razão quando disse que eu iria gosta de Diane. Foi um misto de espanto e maravilha. Eu começava com a testa enrugada e em seguida um largo sorriso preenchia a minha face. Lembrei-me de Poe e da sua “Filosofia da composição”; de Augusto dos Anjos e de seus escarros e vermes. É isso, a meu ver, arte. É essa mostra da[s] outra[s] direção[ões]. A reflexão a partir do que não é concebido pelo senso comum. Do que é renegado. Do que é pelo simples fato de não ser. Aquela feita para agradar as convenções impostas por essa sociedade castradora? Que a chamem do que quiserem, mas não me digam que é arte, porque rio mesmo! E não pensem que meu sorriso é de soberba, não! é de tristeza mesmo.

    Adorei o post, red flower.
    Um beijo do tamanho do mundo.

  2. Coloquem a crase fujonha no a, ao lerem. [sei que aqui não tem disso, mas sabe, né, amore… preciso me ‘corrigir’].

    Bisous.

  3. Não sei o que é arte.
    Na verdade, não me importa.
    Acho que para alguns, uma simples rima seja a coisa mais bela que a pessoa já tenha ouvido. Mas para você, seja algo muito pequeno perto de tudo que já viu em poesia. É relativo de mais.

    Mas concordo quando você fica brava em ver a “arte” sendo jogada em qualquer novelinha da globo, sendo feita por puro dinheiro e ganância, sobre todo o conhecimento que se tem em “arrebatar rebanhos”. Não foi feito sem intenção. Isso, é capitalismo, não arte. Só mais um meio de lucrar.

    E Diane é um convite ao extremo das convenções, o que nos transforma, nos deixa ver que arte pode ser muito mais do que imaginávamos na nossa adolescência, quando nos apaixonávamos com pequenas rimas de ” amor e dor” 😉

    Beijao linda!

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