Liquidificando

Eu não tenho uma religião, mas acredito em várias coisas, coisas que me fazem sentido e que eu já senti. Uma dessas coisas, é de que existem várias dimensões, algumas que nós temos contato e outras que nem imaginamos como é.

Eu acredito que aqui, onde vivemos, seja uma dimensão de provações. Vivemos enfrentando a dor, aprendendo tudo quanto é coisa a duras penas. É um mundo material, de posses, e é exatamente por isso que sofremos, esse fato de ser material nos faz ter contato com a dor. Assim,as vezes só por respirar.

Eu nunca entendia (ou aceitava) aquela máxima do budismo que diz que a vida é sofrimento. Eu pensava, poxa, que drama, a vida não é só isso, tem tanta coisa boa…e entendi, essas coisas boas são exatamente o que vai nos levar a outras dimensões, dimensões que sentimos o amor e só por ele vivemos.

Voltando à nossa dimensão, eu acho que a vida não tem que ser sofrida, mas ela é sofrimento. Sofrimento por não controlarmos nossa mente, que, como um liquidificador, pega todas as informações possiveis e imagináveis e brinca, mistura, chacoalha, e sai um suco, um suco que nem olhamos e sempre bebemos. Nos deixamos levar por esse liquidificador. E depois de tomar o “suco”, digerimos e vemos que não era nada daquilo. Era só uma bagunça, que se distanciou bastante da realidade, da verdade e dos nossos sentimentos.

E fazer o contrário é tão doloroso. Esperar. Parar. Colocar os pensamentos em seus devidos lugares. Ah sim. Taí mais uma parte do tal sofrimento.

Acredito que sofremos também por nos apegarmos às coisas, às pessoas, aos ideiais, não importa.Quando fazemos isso parece que nada mais pode ser dividido sem se perder o todo. Como se dividindo um bolo, e dando só um pedaço, ele inteiro fosse levado. Sabemos que não é assim, mas na hora, é só assim que nossa mente nos fala: segure, controle, tenha.

E a mente te dá ótimas razões para agirmos assim, e então aprisionamos nos uns aos outros. Nos iludimos com a posse do outro, pois ele nunca será seu. E pior, muitas vezes nos deixamos preder também, fingimos que somos do outro. E todos ficamos sufocados.

Enlouqueçemos, sentimos dor, e depois, quando resolvemos dar um basta, nos lembramos do começo, de como a liberdade é boa, de que é nela que respiramos. Só na calma podemos ver. E só no amor, nos tranquilizamos.

É desse dor que falo, da dor da posse. De sempre querer, mas nunca poder, e de saber (nem que seja lá no fundo) de que isso não passa de uma lição.

Temos que nos soltar.

Soltar todo o medo, que nao faz parte da gente.

 

nath-curitiba-975

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3 pensamentos sobre “Liquidificando

  1. E mulher linda mesmo ! Vc é mesmo desse planeta ? Ou de muitos ? Ou de nenhum ?
    Parabens sempre !
    Bjos e vou na sua casa esse final de semana, queria vc ou nao hihihihihih!
    bjos

  2. 🙂
    Na verdade, estou achando que não sou daqui mesmo..e isso não é nenhum mérito, as vezes fico toda perdida em coisas que todos acham normais 😛

    Então venha sim!!!!!!!!!!!!!!!

    Bjao!

  3. Pingback: Visão « A Grande Gaia

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