Cores

Se todo mundo fosse igual, o mundo seria um tédio!

Muitas vezes me pego pensando, nossa, porque aquela pessoa não pensa como eu? Poque ela é tão assim e não gosta do mesmo tipo de música que eu??

Imagino que muitos de nós já passamos por isso, sem lembrar [já lembrando] da nossa adolescência, quando nos agrupávamos em torno de coisas em comum, para falarmos de assuntos em comum, e de preferência com roupas em comum também. Muitos adultos continuam assim, tendo amigos que trabalham juntos, bebem juntos e, por que não, até dormem juntos.
Acredito ser normal do ser humano buscar semelhantes para formar grupos, e coincidentemente, é essa a base da nossa sociedade, os grupos. É através deles que nos organizamos e vivemos.

Portanto é comum que quando alguém se sente “fora” de um grupo, seja tão dificil, tão conflitante com sentimentos que nem sabemos de onde vem. Provavelmente, alguém aí já passou por isso, seja por não fazer parte do grupo de meninas da sala, seja por ninguém aprovar o jeito como você se penteia, a sensação é a mesma.

Pior ainda, é aquele sentimento de indiferença que vem sem razão,sem motivo ou lógica, nos fazendo sentir pequenos frente àquelas palavras que tem tanta humilhação e ódio, nos fazendo sentir algo profundo e estranho em nós, o preconceito. Seja com negros, crentes ou donas de casa, preconceito é o fim. Além de não gostarmos das diferenças dos outros, ainda nos achamos no direito de fazê-la sofrer, por um motivo que sequer existe, e nisso o ser humano é “expert”.

Mas eu não vim falar de dor e sim da beleza que existe exatamente em contradizer tudo que eu acabei de escrever. Mesmo sabendo que gostamos de fazer parte de grupos e que, muitas vezes, quando alguém não faz parte do nosso, usamos a nossa raiva para expressar o racismo, a beleza da humanidade está no diferente.

Sim, naquela nova cor na asa da borboleta.

Aquele enroladinho na ponta do cabelo, aquela música diferente de tudo que já ouviu, aquela piada, aquele pensamento e até aquela foto, de um detalhe da praça que você passa todos os dias, mas nunca havia notado.

É a partir das variações que nos fortalecemos, crescemos e seguimos.

Talvez, não seja tão interessante fazer parte do mesmo grupo para sempre, a possibilidade de mudar é que nos faz belos, que nos enriquece e nos abre as portas para a criatividade.
Quando penso nas diferenças que as pessoas me mostram a cada dia, imagino como elas podem fazer parte da minha vida e colorir a minha aquarela com a qual enxergo o mundo.

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4 pensamentos sobre “Cores

  1. Noite…
    Muito bacana teu blog, vc escreveu sobre uma coisa que eu já tinha parado pra pensar mas nunca cheguei tao a fundo, a ponto de relacionar o racismo ao convivo de pessoas.

    “É a partir das variações que nos fortalecemos, crescemos e seguimos.”

    Mto bom mesmo, gostei muito da suas fotos tb, vc é fotografa???

  2. Olá Capitão Caverna, Mto obrigada pelos elogios, vou visitar o seu blog tb. Aliás, vc tem um?
    E sim, sou fotógrafa e mto apaixonada por elas….as fotos.

    Abraços!!!

  3. Adoro seu site, querida! Muito bem estruturado, com textos ótimos e fotos excelentes! Parabéns…
    Adicionei ele a lista de ‘Blogs Amigos’.

    Beijos!!

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