Nascer

 

O céu se encheu de luz
e cada ser iluminou-se.
As plantas eram de um verde vivo
e cada respiração brilhava.

Minhas asas sairam
e todo o pó foi dispersado.
Minha cor mudou para o roxo
e minha visão lembrou de tempos já passados.

Tudo fez sentido
tudo se clareou e nada se materializou.

A aurora gritou
e meu coração se abriu.

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4 pensamentos sobre “Nascer

  1. Nossa, alguns dias sem passar por aqui e olha o que encontro: vários textos e mudanças. Adoro mudanças, apesar de mudar tão pouco [exteriormente]. Acho que isso quer dizer alguma coisa, só preciso descobrir o quê – se é que eu já não saiba.

    Sabe, eu adoro tanto quando as pessoas se expressam por versos. Por mais que nada tenha de poético nas pelavras [o que não é o seu caso], acredito que isso seja um indício de poeticidade nela.

    Esses seus versos aí em cima, especialmente “e cada respiração brilhava”, fizeram eu pensar no próprio fazer poético. A pessoas têm tanto poder e o disperdiça. Insistem em permanecer apegadas a sentidos já impostos. Mas você não! a sua respiração brilha. Você dá a ela o sentido que quer; o que ela merece no momento escrito. Talvez num outro, seria um outro.

    “Minhas asas sairam
    e todo o pó foi dispersado”

    Esses versos, relacionando-os com o título do post, montou, em minha mente, uma imagem comparando a mãe que dá uma parte sua [o filho] pro mundo, assim como asas que dispersam seu pó. Muito bom post, adorei!

    Beijos!

  2. Nossa Jhenifer, até me arrepiei ao ler o seu comentário.

    Também creio no fazer poético e acho que nem sempre as pessoas disperdicem sabendo o que estão fazendo, é exatamente por não saberem é que disperdiçam.

    Aquele dia que me dá conceira nos dedo e que eu tenho que falar o que estou pensando, pego uma caneta (ou o teclado) e escrevo. As vezes textos simples, as vezes cartas, as vezes raiva e muitas vezes sentimentos.
    Não penso muito racionalmente quando escrevo e acredito, que por isso, eu realize uma espécie de catarse ao escrever.

    Você disse que ” adoro tanto quando as pessoas se expressam por versos”…isso me fez lembrar uma vez, quando eu estava fazendo prova de português no supletivo que estudava. O professor deu um tema e pediu para que fizéssemos uma redação ou uma poesia. EU fiz um poema. E fui a única. Ele me perguntou, intrigado, o porquê de eu ter escolhido o poema. Eu disse “pra mim é mais fácil”.
    Esse professor é meu amigo até hoje. O Cá – http://calopes.wordpress.comhttp://mariahmadalena.blogspot.com

    Bjao!

  3. Você está certa sobre o desperdício. Mas acho que a poeticidade estão tão íntrinseca na gente, que mesmo quando nem sabemos sobre ela, já somos. É amor, é paixão, é um ver sem saber, muitas vezes, mas ainda assim é sensação e percepção puras. Não tem como fugir.

    Tem pessoas que parecen gostar de viver com as lentes opacas que alteram e distorcem tudo que vê. Usando, a grosso modo, as palavras de Huxley. Gostei tanto quando as li, que as levo para onde quer que eu vá rs.

    Vou visitar a página do seu antigo professor. Amigo de profissão nunca é demais hehe. Em falar em estudos, aquela pessoa em comum, me contou, uma vez, que você fazia psicologia. Já terminou?

    Beijos!

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