Tomando café

Olásss, voltei, mas não completamente.

Estou aqui, acabando de acordar, tomando uma café com leite (mesmo com calor) com panetone e com meu pai que acabou de me pedir um beijinho de bom dia. A Sophia também está aqui, ela que me acordou na verdade, e eu não quero ficar remoendo, mas acho que essa noite eu dormi ums 5h, pra menos.

A casa ta uma bagunça, tem louça na pia, roupa parada na máquina (e se eu não for logo socorrê-la, vira uma daquelas sopas do inferno), brinquedos espalhados em volta do carrinho da Sophia (os que ela acabou de re-jogar de novo no chão), eu totalmente descabelada e com vontade de me enfiar numa bolha de sono eterno.

Mas estou aqui, escrevendo, e percebendo que algo me diz que o teclado do pc está sujo pra dedéu.

Já pintei o cabelo de novo ( vermelho cereja), mas deixei umas mechas rosas e loiras. O interessante é a reação da família do meu marido.

Enfim, o incrível é estar tudo uma zona, eu um caco e a felicidade transbordando. É que ter filho, é…foda. Não tem outra palavra, foda, foda, foda. Começa com um enjoou, passa pra xilique, aí começa o choro misturado com gritos.

Na primeira hora, eu agüento bem calminha, as vezes até dou uma risadinha discreta por ela chorar imitanto a Chiquinha (do Chaves mesmo).

Não é dor, não é fome, nem a fraldinha.

 É sono misturado à vontade de grudar em mim. De repente você acha que ela vai dormir, até já embalou no soninho…mas acorda, e de novo, mais uma vez, até que o choro entra por todos os ouvidos possíveis do meu cérebro, mastiga minha paciência e surge aquela vontade horrível de jogá-la na parede.

 Mas eu não jogo, claro.

Mas pego o travesseiro. Ah travesseirinho, você agora paga por todos os pecados da humanidade na minha mão, pode nascer 150 vezes que teu karma tá pago.

Uma hora ela finalmente dorme, e eu quase durmo junto, mas prefiro ir ver um filminho com o Macaco que está na sala, me esperando.

Ele me abraça, me embala, me beija e diz que quem vai pro céu sou eu. Eu não acredito, claro, mas acho tão bonitinho que até me acalmo e percebo o quanto amo minha família.

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2 pensamentos sobre “Tomando café

  1. é minha filha…a vida não é fácil tendo filhos…veja vc que pouco depois do ano novo estourar nas nossas cabeças estava eu a embalar minha filha em algum canto da casa em que estávamos. Entao na hora que vc pensa que ela vai dormir a noite toda e que tudo vai ser legal, ela acorda e volta pra festa totalmente enjoada. Daí, vai a mamãe embalar e acaba dormindo tb. O papai já nao vê mais graça na festa e acaba dormindo tb. Ou seja, Ter filho é se retirar, é desistir, é abrir mão mesmo. Mas depois tudo compensa, como vc mesma disse.
    Obs: mulher é tudo igual.

  2. Eu me sentia com síndrome obsessiva compulsiva quando via aqueles milhões de brinquedos espalhados pela casa, chegava a tremer por dentro. Fora aquilo TUDO pra fazer, eu queria planejar algo especial para quando o Cá chegasse do trabalho e muitas vezes consegui (jantares a luz de velas com rosas espalhadas pelo chão), mesmo que a pequena acordasse só pra ganhar um pouquinho mais de atenção da gente.
    O que eu tento trabalhar até hoje e que é absurdamente difícil, é o ser mulher para o mundo, mãe e esposa. Se vc descobrir me conta. rs*

    Beijos,

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